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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Sem nenhuma linha

7 de junho de 1979.

A Academia Maranhense de Letras reúne-se para eleger o ex-governador Pedro Neiva de Santana membro da instituição.

Inconformado pelo fato de Neiva jamais ter escrito nenhum livro, ou qualquer obra, o escritor Nascimento de Morais Filho rompe com a AML.

“Reagi, votei contra e nunca mais pus meus pés lá. Quem tem valor, quem tem talento, não precisa de academia”, bradava o titular da cadeira nº 37.

Pedro Neiva de Santana foi governador do Maranhão de 1971 a 1975.

Entre outros cargos públicos, foi reitor da UFMA, professor de Medicina Legal da Faculdade de Direito do estado e médico legista da Polícia Civil.

“E nem por isso escreveu nenhuma linha”, fustigava Nascimento.

O caso Santana não é isolado na história literária do país.

Em 1941 um grupo de acadêmicos patrocinou a admissão de Getúlio Vargas na Academia Brasileira de Letras. O eleito só viria a tomar posse em dezembro de 1943.

Os caça-talentos

O mala não faia um petardo nos procuradores de títulos de cidadania.

E pensam que se emendam?

A poeira mal vai sentar e lá estarão eles caçando mala sem alça a quem cortejar.