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sexta-feira, 10 de maio de 2013

A fome que não some



Caso o lixo de São Luís seja expulso da cidade até 2014 – conforme anúncio oficial –, as milhares de famílias que “garimpam” diariamente no Aterro da Ribeira terão incentivo na mudança para Rosário ou devem esperar a andança da refinaria? 

Apenas curiosidade. 

Serão os urubus de lá mais famintos que os de cá?

Milagreiros



Ao ser informados da operação tapa-buracos deflagrada em vários pontos de São Luís, os “senadores” da Praça João Lisboa tocaram em questão capital: 

- Isso aí é obra ou sobra do milagre?

O solo da solidão



O volume extraordinário de esgotos estourados em São Luís provoca inesgotável repertório de perguntas imundas. 

Quer ouvir uma? 

Afinal, o ludovicense anda por aí de nariz empinado e entupido, ou cabisbaixo para tentar adivinhar pedacinho de solo ainda possível?

O segundo adeus



E no desespero do subir das águas dessa quinta-feira, os náufragos oraram em vão por fuga rápida da Avenida Beira-Mar.

E viram que a cidade afundava, indiferente às rezas e súplicas.

E houve quem no último suspiro visse São Luís a submergir em drama sem história e sem glória. 

São Luís retornara morta ao mar de onde viera para semear vida.