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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Eles são uma parada

8ª Parada do Orgulho pela Diversidade Sexual de São Luís.

Haja paetês e purpurinas para encher a Litorânea.

Os donos de bar estão fora da parada.

As vendas não compensam a depredação, dizem.

Os paradeiros retrucam.

Dizem que é na comida o ponto forte deles.

Versões à parte, os organizadores deixam um vazio na programação.

Ainda não confirmaram a presença do deputado Jair Bolsonaro e do juiz Villas Boas no domingo.

É melhor assim.

Já pensaram se os gayvotas descobrem que o prenome do juiz é Jerônymo?

Salve-se quem puder

Clínicas médicas de São Luís inventaram método revolucionário para “aumentar” a receita.

Pedem abertamente a funcionários que economizem de materiais de expediente a copos descartáveis.

Nesse caso, a “ordem” vale a quem for beber água ou utilizá-los em procedimentos de limpeza nasal de pacientes.

Atiram fora os restos de soro fisiológico e secreção, e o copo está novo em folha.

Quantas vezes? “Mais de cem, se preciso”, diz a dona de uma clínica.

Há mais.

Serviços gerais, mesmo sem conhecimento, são transformados em atendentes de tesouraria e ficam responsáveis pelo que entra – e quase nunca – sai.

Quem exige cópia do recebimento do pagamento de salário recebe ameaça de avistar o olho da rua mais cedo.

Não há contratos de trabalho e tampouco carteira assinada.

O medo do desemprego os leva a sufocar gritos de socorro.

Dias de cão

Esgotos a céu aberto, ruas sem pavimentação, coleta de lixo ineficiente, postos de saúde sem equipamentos, mercados e feiras emporcalhados, funcionalismo público com salários em atraso, a miséria mais depressa que a fome.

No café da manhã, é esta sua cidade que você vê pela tevê.

Todo dia santo, todo santo dia, dia após dia.

Em 217 municípios são de cão, em maioria, todos os dias.

Todos recebem mais sobras que os cães humanos.

E não há um só dia em que os donos não avancem.

Nos restos dos teus ossos, no resto dos teus dias.