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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O rei do Carnaval

Não há "rei" mais sagaz no centro histórico. 

Aos sábados, não há folião que não se atire ao som da banda que concentra próximo ao seu bazar de indulgências, não há quem ali não morra em cigarros e bebidas superfaturados.

Aos sábados, não há quem não peça bênçãos ao monarca que, em nome da sobrevivência, jura inocência e fé aos santos de defronte.

Porque é sábado, ninguém quer lembrar se o viu dar esmolas. 

E porque é Carnaval, o deixam passar em sacolas.

O procurem na segunda bem cedo. Antes que o galo cante, o encontrarão a cantar em dólar e euro.

Cada nota mais nova e forte que a outra.