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segunda-feira, 30 de abril de 2012

O país em sangue

Cerca de 50 mil pessoas foram assassinadas no Brasil em 2011, o que representa aumento de 259% no número de homicídios nas últimas três décadas.

O “Mapa da Violência” é do Instituto Sangari, que aponta outro dado igualmente trágico: mais de um milhão de brasileiros foram vítimas de assassinato em 30 anos.

O Ministério da Saúde admite: 35.233 brasileiros morreram por armas de fogo em 2010.

Pistolas, revólveres e assemelhados responderam por 70,5% dos 49.932 assassinatos cometidos no país naquele ano.

O pior.

Apenas 3% dos inquéritos acham os culpados pelas mortes.

Impunidade? Sim, e total indiferença ao crime.

E tudo pelo amor...

A Justiça paulista decidiu que publicidade da AmBev não é ofensiva ao sexo feminino.

"Musa do verão" mostrava mulherão na praia em cena regada à cerveja. Lógico, de biquíni, o corpão suado e sedento por... gole de cerva gelada.

O Ministério Público entendeu que a peça – não o fio dental, mas a publicitária – “violava direitos fundamentais da mulher”.

Com ou sem praia, cerveja ou sem cerveja, difícil afirmar o que hoje atinge a mulher.

É fashion mostrar a “perereca” em público; relatos e minúcias da noite torrente com o parceiro; dizer o que faz e o que gosta na cama; contar com quantos ficou na temporada; estímulo ao imaginário coletivo ao admitir relação íntima com outra mulher.

Cercear a livre expressão das libertárias deve ser bem pior que violar direitos ou o corpo em chamas.

Viram a assistente de palco a se despir das madeixas em programa de tevê?

Fez o que fez por amor ao que faz, disse.

É, fico a imaginar o que essas moças não fariam por desamor...

O eleito

Pode resultar em tremendo fracasso a redução de estômago de Demóstenes Torres.

Recém saídos do jejum democrático, os novos pajés da moralidade parlamentar querem sangue e tripas do senador.

Deve ser pra oferenda ou batismo em cachoeira.

domingo, 29 de abril de 2012

Luta gramática

Em disputa de cinturão pelo Spartan MMA, o potiguar Jorjão Rodrigues derrotou o maranhense Ilanilson “Arri Égua”.

Arri Égua?

A luta foi encerrada com duplo nocaute. “O segundo, na língua”, conta quem esteve no torneio.

Corrida contra o tempo

Prefeitura quer celeridade em obras do Corredor Urbano de São Luís.

Algo me diz que o povão será o “coelho” dessa história.

Vai puxar a prova para que outro a vença.

Só por curiosidade.

Com esse trânsito em ritmo de carroça, vamos correr rumo ao palácio ou ao castelo?

Os sinos e o destino

Maranhão, “melhor destino turístico de 2011”.

O centro histórico de São Luís jogado aos cupins e traças, e com penca de casarões prestes a desabar; praias da capital poluídas e impróprias ao banho; Morros imersa na sanha dos especuladores imobiliários; Barreirinhas arruinada pela pobreza extrema e o crack; os Lençóis embrulhados em má sorte; a Baixada que nada produz além dos altos e baixos do FPM; o sul do estado sob ameaça de submergir pela inaundação das hidrelétricas.

Ou esse título é milagre, ou obra de São José de Ribamar.

sábado, 28 de abril de 2012

Uma história vibrante

Sabe o que é “Paroxismo Histérico”?

É como os médicos da Era Vitoriana chamavam o orgasmo feminino.

À época, a histeria feminina era considerada doença, e exclusiva a mulheres sem vida sexual ativa. A “doença” tem equivalente atual: transtornos de ansiedade.

Para tratar a histeria feminina, o médico britânico Joseph Mortimer Granville inventou o vibrador eletromecânico.

Antes do ajudante, as mulheres diagnosticadas com o mal deveriam ir com frequência a um consultório para receber massagem pélvica. Dedos lubrificados com óleo, o doutor excitava a paciente até que atingisse o paroxismo histérico.

Como não havia sex shops na Inglaterra vitoriana, os consultórios viviam abarrotados.

Granville recorreu ao vibrador, dizem, porque se cansara de manusear uma legião de vaginas.

Não fui a fundo nessa história: desconheço quantas mulheres Granville curou; quantas ajudou a romper o lacre virginal.

Fosse nos dias atuais, o caro doutor morreria de fome.
E o Moto Club, hein?

Setenta e quatro anos após a fundação, o time descobre que pedir dinheiro aos torcedores é bem mais rentável que jogar futebol.

E o negócio anda de vento de popa, tanto que os jogadores esqueceram de vez a bola e reivindicam o gerenciamento do “bolão”.

“Papão do Norte”?

Mais uma coleta, e a sala de títulos vai ficar pequena.

Alô, alô???

A imprensa maranhense foi brindada está semana por declaração no mínimo controversa, mas não creio ter lido uma linha em rebate.

Reclamava o sistema de segurança do estado do volume de trotes e pistas infundadas sobre o assassinato do jornalista Décio Sá. Dezenas de vozes encheram o “Disque Denúncia” a tentar rastrear executores e vítima.

Ora, não houvesse essas deturpações o serviço se chamaria “Disque Certeza”.

Funcionasse assim, a polícia ficaria à espera de dossiê completo de quem transgrediu a lei, com endereço e foto de estúdio.

O que diferencia o Brasil de outros países nesse particular é algo simples, e dificílimo de resolver por aqui.

Lá fora, quem passa denúncia vazia a autoridades, e é apanhado, amarga multa pesada e xilindró.

No Brasil, souvenires pra bandido de quinta categoria.

Será sina?

Assaltos bancários, golpes, “saidinhas”, quebras de segurança, explosões a caixas eletrônicos.

Os coletores do alheio hoje sabem mais sobre o sistema financeiro que o governo e muitos magnatas das finanças.

Nem é de admirar em país doutor em Economia.

Quem não é banqueiro, bota banca dos diabos ou tenta colocar o vizinho na bancarrota.

Que má sina!

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Obra do além

Secretaria de Segurança decreta sigilo nas investigações do assassinato do jornalista Décio Sá.

Pra quê?

As coletivas, declarações e cópias de mandados de prisão que chegam à imprensa, diariamente, partem do além-túmulo ou do além-mar?

Rumo sem prumo

PF investiga contratos de locação de tendas do aeroportinho do Tirirical.

Caso mergulhem no contrato de reforma é bem capaz de descobrirem: o aeroportinho está a um pulo do Triângulo das Bermudas – onde o que não some a fome dos homens come.

Tendas e reforma?

Nem obrando milagres.

A descoberta

E descobrem que há crimes de pistolagem no estado.

Mais rápido, que a força dos acontecimentos recomenda arrastar os corpos pra bem longe.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

O generoso

A história sucedeu a um amigo, e foi contada por ele em noite de serenata a São João da Barra.

Façanheiro e menestrel incorrigível, uma sucessão de empregos fugidios no currículo, o bon vivant se declara metido em enrascada formidável.

O marido de uma mulher com quem tivera um rolo há décadas o procurara pelo celular para conversa cara a cara, e de “homem pra homem”.

Munido das muitas espertezas da vida, ajeita o escapulário, capricha nas orações e sai em direção ao derradeiro encontro.

O sujeito não faz rodeios. De pronto, atira-lhe no escutador de merengue um sem-número de ligações entre ambos, o juízo que o mandava lavar a honra, se não o fazia era pelos filhos...

O bon vivant escuta o lamento pacientemente. Sem um traço sequer de inquietação jura por céus e mares pela seriedade da mulher; ela o buscara na condição de antigo colega de escola; estava preocupada em ouvir voz amiga que a aconselhasse em momento difícil da vida familiar; a relação que se deteriorava a cada dia...

O quase corno ouve as explicações, deixa escapar lágrimas e pede desculpas ao amigo familiar pela arrogância. “É que estou desempregado e à beira de uma loucura”, revela.

O menestrel não perde tempo.

“Desempregado? Pois posso te arranjar um serviço em outro estado”, despacha.

“Outro estado? Mas é que eu tenho família...”.

“Olha, é pegar ou largar. Pra conseguir isso vou ter de pedir uns favores a uns amigos, o que não sou de fazer por qualquer um. E aí?...”.

Ninguém sabe ao certo se o homem foi se apresentar no tal serviço, mas quem ouviu a narrativa não deixou a coisa no ar:

“E porque não foi tu mesmo assumir o trabalho?”.

“Eu?! E por acaso era eu o necessitado ou ele?...”.

O apito cresceu

Têm razão os índios que pedem a inclusão da etnia no sistema de cotas em universidades.

Podem os negros, porque não a prole de Tupã?

Berrem os que puderem.

Sistema de cotas no ensino superior só acentua a mendicância cultural no país.

Inclusão social?

Quem pode se sentir incluído se não chega a algum lugar pelo próprio esforço?

Inclusão social?

Que tal recomeçarem o debate chamando gays, prostitutas e moradores de rua?

quarta-feira, 25 de abril de 2012

A viúva negra

Como ele não a tocasse, deixou crescer os pelos pubianos.

Um mês, dois meses... No terceiro aniversário de clausura involuntária disse a si mesma: aprenderia a urdir ódio e vingança em único corpo.

A sua represália seria vê-lo atônito com a descoberta de floresta a jamais poder desbravar.

Riu freneticamente a antegozar o momento. Riu do próprio sexo que, esquecido do último estímulo externo, sentira murchar por completo.

Por um instante o desejou inexistente. Tentou encontrá-lo, mas chegou aos dedos magros apenas o seu matagal pétreo. Pensou em desistir da rebeldia. Não, resistiria!

Esperou que saísse do banho e a visse nua. Ele a vira, tinha certeza, contudo duvidava do quê de fato ele vira. Continuava impassível, sequer reclamou quando lhe disse que naquela noite não haveria jantar.

- Tem outra! – estava convicta. - Tem outra e, por certo, é bem melhor que eu. Terá seios mais firmes, o sexo que se umedece ao olhar guloso e pedinte?

Não houve lágrimas naquela noite. Adormeceu entre ódio e vingança e acrescentou aos sonhos toda a solidão que armazenara no coração em trevas.

O jornal do dia seguinte traria nota estranha:

“Homem de idade indefinida é encontrado morto na cama, envolto por teia enorme que a polícia desconhece a origem e de onde veio. Estava nu e não possuía o órgão sexual. Nenhum bilhete foi encontrado próximo ao corpo”.

Jamais encontraram a viúva.

Lembrou?

Lembra quando morria de trabalhar, trabalhava pra não morrer e vivia a esperar a velhice e o crescer dos netos?

Lembra?

E o nome que davam ao Alzheimer nessa época?

terça-feira, 24 de abril de 2012

Fora do ar

Procon no Maranhão notifica empresas de telefonia móvel.

Por celular ou carta registrada?

No primeiro caso, é conveniente rezar pelo sinal e checar se alguém recebeu o importante “aviso”.

A quem pensaram calar

Balas não calam.

E as que não calam detonam mais e mais falas.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Improvisionários

Metaleiros do MOA erguem camping improvisado no aeroporto de São Luís.

Então, a rapaziada ficou numa boa!

O aeroporto é improvisado, as tendas, a entrada e a saída idem.

As obras de reforma? No improviso, é evidente.

E o acampamento nos estábulos do Parque Independência?

Éguas!

O errante

O caso do rim a ser transplantado de um homem a uma irmã teria ocorrido há quase seis anos.

Em agosto de 2006, o órgão foi entregue à família do doador; o “sumidão” ficou trinta dias no aconchego familiar.

Entregue? Sentiu saudades do antigo dono?

É preciso ou não muito estômago para engolir as estripulias desse rim errante?

E ainda dizem que em São Luís nada acontece!

São e salvo

Sinceramente, nem sei o que dizer sobre o sumiço de um rim durante transplante em hospital universitário de São Luís – e por certo nem deva.

Abro a boca, e é bem capaz de quererem formar par com um dos meus.

Pegos pra Cristo

Liberaram o tráfego de veículos a moradores e comerciantes do Olho D´Água.

Ótimo.

Agora só falta dizer aos clientes como chegar à praia sem macular a areia.

Caminhando sobre as águas?

domingo, 22 de abril de 2012

A dúvida

Brasília anoitece e amanhece sob dúvida terminal.

O hospital Sírio Libanês, em São Paulo, é uma câmara de políticos doentes ou um senado de politicagem moribunda?

A foto do "Che"

Chama-se Alberto Díaz, o “Korda”, o cubano autor da foto na qual “Che” Guevara aparece com olhar indecifrável.

A imagem teria sido capturada durante missa fúnebre, em 1960, um ano depois de deflagrada a revolução cubana.

Considerada a imagem mais reproduzida da história da fotografia, tornou-se ícone mundial de protesto e rebelião.

“Che”, ao contrário do que muitos pensam, era argentino. Foi assassinado em 1967, na Bolívia, quando tentava levar a luta revolucionária ao Terceiro Mundo.

Sumidões

Quando entrei para a universidade era comum aos “avançadinhos” – eu era, imaginem! – as camisetas com estampas de Che Guevara, Fidel, Mao Tsé.

Eu e meio mundo de “revolucionários” usamos a “farda” por longos semestres.

A roupa - mais que moda – passou a personificar o símbolo de resistência e protesto contra tudo e todos.

“Hay gobierno, soy contra!”

Quem eram aqueles senhores?

Sei lá, e desconfio que pouquíssima gente no campus soubesse.

Nunca mais vi as camisetas.

E também universitários que saibam empunhar uma boa briga.

sábado, 21 de abril de 2012

Show? E que shou!

Sabiam, com anos-luz de antecedência, sobre o MOA (Metal Open Air) e a falta de estrutura do evento.

E o que fizeram? Cerraram olhos e ouvidos.

Bastou os líderes de bandas soltarem repertório velho de imprecações pela mídia, e lembraram o que é ser autoridade e para o que serve.

Apesar de tudo, o público parece ter gostado do que viu e não viu.

Fazer o quê? Ultimamente tem quem adore, e até faça questão, de ser moado e torrado a vácuo.

A fonte dos sobejos

Sabem a drenagem do Mercado Central?

Concluíram.

A obra... e que muito provavelmente a Fonte das Pedras é a fonte de toda a culpa pelo retorno dos esgotos às casas próximas ao mercado.

Mau cheiro que nada!

O pessoal das redondezas é anda com olfato refinado demais.

Inconfidência à mineira

Tiradentes.

- Quem foi?

- Sei o quê, uai! Se tirou o dente, deve de tá banguela!

Helpiário caboclo

Oxalá após o tal festival de roque a imagem do Maranhão não fique reduzida a estado de moagem.

Mais desacertos que música. Mais contratempos que valsa vienense atropelando baião e xaxado.

Metal Open Air (MOA).

Metaleiros ou metalúrgicos?

MOA.

Poxa, isso soa mais profundo que arroz de cuxá do Boqueirão!

Ouviram o pedido de socorro de 180 mil reais do Ecad?

Socorro!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

A múmia

Um dono de bar em São Luís, já morto, contava o causo ainda na primeira cerveja, à mão o “atestado da roubalheira”.

Certo dia, ao manusear garrafas de refrigerante, um empregado recebera corte medonho na perna.

Desesperado com a gravidade da ocorrência, um segundo ajudante sequer o esperou. Tratou de arranjar um táxi e rumar com o acidentado a hospital particular.

Educação refinada nas melhores estrebarias de Londres, o homem fica possesso ao encontrar o local entregue às moscas.

O segundo ataque colérico veio com a apresentação da conta.

Durante a conferência do material usado no procedimento, destaca um em especial e brada a plenos pulmões:

- Não pago e não tem quem me faça. O cara foi pro hospital pra se curar e não pra virar múmia.

O motivo da revolta?

Entre outros itens faraônicos o hospital cobrava 80 metros de gaze e outro tanto em ataduras.

E não pagou mesmo.

Solução à vista

Alternativa barata e eficaz a cidades com problemas de pavimentação urbana.

Caso São Luís pense adotá-la, colaboro com 400 metros de fita engomada.

Um metro para cada aniversário.

Só por curiosidade.

Que fim levou o tal do Wikiburacosma?

Pelo visto, caiu no..."Beco Escuro". Ou coisa ainda pior.

Pra lá, pra cá... e nada

Moradores vão à Justiça para poder transitar no Olho d'Água.

A turma do alheio também está desautorizada a transitar?

E os caminhões de mudança e carrinhos de picolé?

Deve ser uma delícia morar em local sem ninguém a buzinar a cada cinco minutos.

E os fiscais da proibição?

Transitam pela praia a pé, bicicleta ou asa delta?

Caçada eleitoral

Há reis a caçar elefantes.

Súditos a perder a memória.

Eleitores que, por não se reconhecerem a caça, perdem-se entre castelos e palácios.

Qual fuga é possível ao cerco dos leões?

quarta-feira, 18 de abril de 2012

O auge da "precizão"

“Precizo

Vou divorciarme de uma mulher má e prigoza. Quero viver o resto da minha vida em paz. Porisso procuro uma mulher que seija amerosa, carinhosa, bondosa, meiga, compreenciva. E que queira ser muito feliz. Sou homem que estou vem na vida. Se está em entreçada tem de ser 40 a 50 anos e ser bem apresentavel. Não atendo privados. Ligue só se estiver entreçada para nos encontramos e converçarmos”.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Oh, posição!

Viva a Oposição!

Que o resto é birra do Pindaré.

Acerte o passo!

São Luís é a quarta capital que mais demitiu em março.

E logo às vésperas dos quatrocentos anos?

Pecado ou pena capital?

Mantenha o otimismo!

Até setembro alguém deve ser contratado para acertar o relógio do aniversário.

A outra

A mulher inteligente deveria esquecer o casamento e optar pela condição de amante.

Não há uma que não se sinta mais amada e desejada.

Não há uma que não assegure as parcelas mais generosas do quinhão familiar.

Não há uma que não conheça a Europa e suas grifes caras.

Não há uma que, na falta de peles de animais, não amplie o guarda-roupa com a pele do parceiro.

E pensam que ele reclama?

Nunquinha!

Pedido baixinho

Após pedido da Globo, Xuxa mostra as pernas na televisão.

Queriam o quê?

Que mostrasse o cérebro “quarentão” e tomado pela solidão?

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Além da preamar

Agora que descobriram o olho d´água do trânsito de São Luís, talvez nem precisem de olho mágico para encontrar solução à próxima maré de problemas.

Nenhum órgão pensa em proibir bêbados ao volante nos fins de semana, pensa?

Quem diria!

Atiraram o réveillon do Olho D´Água no olho na rua.

domingo, 15 de abril de 2012

Benzinho vai a Paris

Um conhecido, já morto, quase nos sessenta cismou em ter amante.

Queria dar asas às muitas fantasias, e assim se atirou em voo cego.

Casamento sem filhos, finanças em ordem, dinheirinho bom na poupança, não tardou a encontrar mulherão bem maior que o seu querer.

Pareciam apaixonados, e era o que dizia nas raríssimas vezes que ainda nos encontramos.

Amor daqui e de lá, a moleca tratou logo de garantir dupla perpetuação: a da espécie e do “em espécie”.

Um dia o encontro cabisbaixo e pergunto pela saúde e pela nova família.

- Vamos bem. “Benzinho” está na Europa e me deixou morrendo de saudades...

- Do garoto, então?...

- O garoto ficou comigo. Tô me virando em cinco...


Desejei boa sorte a ele e o feliz regresso de “Benzinho”.

Pouco tempo depois, a “bomba”.

“Benzinho” estivera na Europa com o namorado, um rol de contas quase do tamanho do Sena. A aventura intercontinental veio documentada em fotos e vídeo.

Obra de quem, jamais soube o pagador, e eu muito menos.

“Bem” e “Benzinho” fizeram as pazes entre mil juras de amor e promessas de “não faço mais isso!”.

“Benzinho” retornou à Europa mais vezes. O segundo filho do casal “fala francês como um parisiense”, disseram-me.

A esposa?

Morreu à míngua, encerrada em Alzheimer e luto.

Pena! Queria tanto conhecer as cachoeiras de Paulo Afonso.

sábado, 14 de abril de 2012

O dildo

Sabe o que é “dildo”?

É como os americanos chamam o vibrador, o astro de maior sucesso nos filmes pornô e, estranhamente, o único a não receber cachê.

Pois sem o tal “dildo” filme do gênero é um vai-e-vem sem movimento. Ou seja: nem vai, nem vem.

Sandálias brancas e peitos abalonados? Esqueça!

Sei lá porque chamam o troço de “dildo”.

Deve ser porque os gringos têm a mania de tascar nomes exóticos em tudo pelo qual demonstrem profundo carinho e arrisquem a própria carne.

E os filmes?

Fossem outros os tempos, lançariam a série “Mocinhos & Bandildos”.

Cabeia bem, não?

Cutucando areia movediça

Sejamos sensatos.

Não deveriam ter sido abertas paradas alternativas antes de proibirem o estacionamento de carros no Olho D´Água?

Proibição sem opção quase sempre cheira a enganação.

E os comerciantes praieiros?

Vão viver da brisa marítima e à espera de farofeiros pedestres e ciclistas.

Ameaça de multa a quem descumprir a determinação?

E os processos por lucro cessante, ninguém fala?

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Opúsculo 42

Se o parlamento livre sequer tem liberdade salarial, pra que serve então?

Pra lamentar?

Peso extra

Um amigo me para na rua e pergunta porque não noticio as coisas da política.

Falar sobre o quê?

Das torres que nos mandam saltar ou das cachoeiras que nos fazem engolir?

Tô fora!

No olho da rua

Proibiram estacionar carros na praia do Olho D´Água.

E onde serão permitidos?

No colo de Iemanjá?

Os donos da rota

São Luís registra 464 multas diárias no trânsito.

Sabe de algo para reverter número que o Detran o considera alto?

E o festival de birutices a que a cidades se acostuma?

Tente fugir de um “flanelinha” e veja quem, de fato, manda no trânsito, na porta da tua casa e nas chaves do carro.

E quanto às multas, um dia ainda vamos saber ao que servem.

Uma mão lavra a outra

Vaga no curso da área médica em universidade local – estimulada pela desistência de um dos aprovados no vestibular – está cotada a sessenta mil reais.

clientela pra isso?

Pergunte a quem vendeu o carro para assegurar futuro e canudo.

Os fora de linha

São Luís tem 40% da população com excesso de peso, diz a Saúde.

Outros 59% são peso morto.

O 1% restante não sabe se é peso ou contrapeso.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Procura-se

Nova Olinda do Maranhão e São Pedro da Água Branca são cidades sem advogados a atuar profissionalmente.

A pista é do sempre atual Migalhas, site de assuntos jurídicos. O link está na seção Fique de Olho deste blog.

E não confunda Nova Olinda do Maranhão com Olinda Nova do Maranhão. A primeira fica na região do Gurupi; a segunda, na Baixada.

Tecnologia de ponta

Duplicação da BR-135 será garantida através de emendas.

E cola de qual tipo?

Branca ou grude?

No grito

Deputados maranhenses aprovam redução de 18 para 15 salários.

Aonde vai parar o parlamento livre?

Com déficit assim, só reduzindo o estômago dos eleitores e a boca de urna.