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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

O salva-pátria

Circula pela internet mensagem em “apoio” a uma suposta – contudo improvável – candidatura de Joaquim Barbosa à Presidência do Brasil.

O ministro e presidente do STF encarna super-herói da moralidade, um justiceiro negro com mais poderes do que Batman, Super-Homem e Thor. Aos dois primeiros provoca inveja.

Igual ao deus do Trovão, também empunha martelo: o da justiça.

O ministro Lewandowski, em lado oposto, é o mentor das “forças do mal”.

Sem desmerecer Barbosa, a imagem maniqueísta remete a farsa histórica ainda recente no país dos sem-memória.

Lembram Collor, o “salvador da pátria”?



Ciclo familiar

Manda-chuva de Balsas por quase oito anos, Chico Coelho perdeu a prefeitura para Luiz Rocha Filho, o Rochinha (foto), filho do ex-governador Luiz Rocha, que ali mandou de 1997 a 2001.

O município do Sul maranhense (a 777 km de São Luís) é algo surreal.

A riqueza da soja permanece na mão férrea dos agricultores gaúchos e mineiros.

Ambos a levam embora, e não deixam sequer os farelos. O governo do Estado, enquanto isso, cochila.

Há pobreza em Balsas? Muita, e de não contar.

Chico Coelho tentou sacudir o eleitor com obras de asfaltamento, mas a reação veio tarde.

Chico Coelho perdeu a eleição para o primo em segundo grau.

Luiz Rocha, o primo direto, o transformou em secretário da Agricultura e em figura exponencial do governo.

Mais tarde Rocha deu a ele mandato de deputado federal.

Rochinha, o novo prefeito balsense, é irmão de Roberto Rocha, vice de Holanda Júnior em São Luís.



A sucessora

Dona da terceira maior votação para a prefeitura de São Luís, Eliziane Gama vai arranchar com malas e cuias na candidatura João Castelo, jura assessor graduado dele.

A decisão, contudo, não é fácil.

Caso o prefeito-candidato vença o segundo turno, a deputada fortalecerá sua imagem e receberá com juros o apoio político.

Caso contrário, vai entrar no racha da conta final da derrota.

O troco vale um palácio, dizem.







O real e o imaginário


Sabe qual a distância rodoviária entre as cidades do Maranhão?

Mapas e placas também não.

O que eles indicam, elas desmentem.

E quando, lado a lado, elas inventam duas medidas para o mesmo trecho?

Faz melhor quem confia nos pés ou na própria venta.



Milagre engarrafado

O Vaticano tem olhos e olfato voltados a São Luís.

Interditadas durante meses para banho devido ao lançamento ininterrupto de esgotos a céu aberto, as praias da capital amanheceram limpas e sem traços de poluição ambiental.

Os coliformes fecais sumiram por encanto, não os esgotos e as operações de lavagem dos navios de minério.

Suspeitam de parceria São José de Ribamar e Nossa Senhora Aparecida.

A santa, em especial, estava em débito com presente pelos 400 anos da cidade.

Laudo ainda não divulgado aponta o esgotamento nervoso como principal causa dos problemas praianos.

Cientistas e técnicos paulistas chegam na próxima semana com a missão de engarrafar o "milagre ludovicense".

Pensam repeti-lo no Tietê.