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domingo, 31 de março de 2013

O lixo que se lixe



Há na prefeitura de São Luís quem pense recorrer à assessoria da Caema para a futura mudança de local do Aterro da Ribeira. 

Afinal, quem polui há décadas rios e mananciais d´água de São Luís pode muito bem indicar área na capital limpa de qualquer obstáculo à sujeira, pensam no La Ravardière. 

Só por curiosidade.

Aeroporto privado do seu lixão cai ou não em depressão?

Ilhados na Páscoa



Com tantas chuvas, o Domingo de Páscoa por um triz não afoga São Luís em Domingo de Mágoas. 

Ilha da Páscoa? 

Só se for por obra e graça de um sem-número de cabeçudos.

sábado, 30 de março de 2013

Via sem poesia



Ação de vândalos ou falta de ação do poder público, as palmeiras ao longo da Via Expressa estão quebradas ou mortas. 

É histórico.

Desde Gonçalves Dias, a vocação desta terra tem sido o plantio de fuxico e mato.

O carro, a mão, a contramão



É curiosa a notícia de que Câmara vai cobrar mais cobrar mais agilidade da prefeitura no projeto de licitação de novas linhas de transporte coletivo.

Caso essa celeridade chegue parecida com o sistema atual, São Luís vai ficar vai ficar igualzinha carro de mão escangalhado. 

Segundo observador atento, a cassação da licença ambiental do VLT foi o que ocorreu de mais rápido na cidade, desde a festa dos 400 anos.

A gigante sob ataque


O jornal norte-americano The New York Times publicou, em 26/03, “Petrobras, Brazil’s Oil Giant, Struggles to Regain Lost Swagger” (Petrobrás, gigante brasileira do petróleo, luta para recuperar o prestígio), no qual relata o drama da empresa para manter a política de investimentos e elevar produção que apresenta claros sinais de declínio.

A longa matéria de Simon Romero não fala da Refinaria Premium prometida ao Maranhão, e nem precisava.

A desaceleração da economia brasileira e questionamento sobre a forma de gestão rondam a Petrobrás. Segundo Romero, o “orgulho nacional” vale hoje menos do que a petrolífera estatal colombiana. 

Clique aqui para ler o texto na íntegra.

Dom quixotesco



Perder a Comissão de Direitos Humanos da Câmara deve ter doído mais no lombo do deputado Domingos Dutra (PT-MA) que as greves de fomes que inventa para ajustar a silueta. 

Brasília e Marina Silva já notaram.

O deputado a cada dia fica mais e mais parecido com Dom Quixote. 

Não há moinho de vento que não tome por adversário feliciano.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Cinderela em Paris



Uma maranhense nos salva de mais um vexame internacional. 

Depois de destronarem Louisse Freire do título de Miss Maranhão 2009, os organizadores do concurso a veem brilhar, agora, como o rosto mais bonito da Suécia – país a esbanjar mulheres lindas em cada esquina. 

Louisse perdeu a coroa daquele ano para a segunda colocada, em caso com ações na Justiça. 

Os organizadores justificaram a troca da vencedora sob alegação de que não participara de etapas do certame. Ela argumentou ter sido acometida por infecção urinária.  

A candidata apresentada o Miss Brasil 2009, entretanto, foi outra maranhense.  

Louisse Freire vai disputar este ano “o rosto mais bonito da Europa”, em Paris. 

E com ajuda, ainda que indireta, de um malfadado Miss Maranhão. 

Parece história de Cinderela! Que tenha final feliz, portanto. 

Cama vazia



Atingiu 33% a taxa de ocupação dos hotéis da capital em março, segundo números da regional da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH).

Os índices apavoram o setor, contudo o rosário de queixas soa injusto.

Some preços exorbitantes, má qualidade de serviços, praias interditadas ao banho, centro histórico em abandono, insegurança e falta de opções de lazer, e verá:

São Luís oferece mais fama que boa cama.

Nem pergunte qual hotel vai abrir promoção com diárias em baixa.

Já tão cedo?



Não fosse a histórica complacência do ludovicense, o transporte público na capital teria entrado em colapso já no século passado.

Como aqui ninguém conhece saída que não seja para salvar a própria pele, sentaram o sarrafo na licença ambiental do VLT.

Você Levou Trambique?

Chie não. Até o final do ano, reze para não levar coisa pior.

O gostar da outra



É nos feriados prolongados que a gente percebe o quanto ludovicenses e albergados adoram São Luís.

Uma parte atravessou o Estreito dos Mosquitos e foi ver o quê cidades vizinhas ao Estado fazem e servem melhor que nós. 

Outra parte zarpou para a Baixada sempre esquecida pelo poder público, mas sempre festeira.

Exceto pelos costumeiros assassinatos diários, São Luís anda calmíssima.

Até as farmácias acusam queda na venda de tranquilizantes, soube.  

Com mentira muita ou não, oxalá abril não tarde. 

quinta-feira, 28 de março de 2013

A gente chega lá



Sempre à frente do seu tempo, São Luís já conta com serviço de tele-entrega de drogas.    

Que bom!  

Talvez, agora, as tele-entregas restantes aprendam de vez o quanto seus serviços são uma droga só.

Ao primeiro santo



Alertam-me sobre o início da Semana Santa e pedem condescendência com os pecadores. 

Menos mal que seja com eles.

Tivessem me apontado um santo, a tantos devolveria os meus demônios.

É de lascar



A pretexto de “limpeza” do centro histórico de São Luís, operários da prefeitura passam a enxada sem dó no mato crescido entre paralelepípedos. 

A operação consegue retumbante êxito ao arrancar faíscas e lascas de pedras, seguidamente.

O conserto do calçamento, buracos e calçadas não está condicionado ao anúncio de nova novela da Globo, está? 

Enquanto isso, o que não afundou, a meio caminho vai.

Tiros ou faca?



“Ontem à noite, próximo a praça do Pescador, na avenida Litorânea, no Calhau, um assaltante foi morto a tiros. O crime aconteceu por volta das 20h. De acordo com as informações, após ser assaltado, a vítima, que não foi identificado pela polícia, reagiu sacando de uma arma de fogo e disparando contra o bandido, cujo corpo está sem identificação no Instituto Médico Legal (IML), no Campus do Bacanga. Nas imagens das câmeras instaladas na avenida Litorânea, a faca utilizada no crime aparece ao lado do assaltante”. 

Trecho do noticiário policialesco, tal e qual foi postado em portal de notícias local.

Afinal de contas: o assaltante morreu a tiros, com a faca que empunhava; o atirador tinha segunda arma, ou a vítima puxou a faca para perto de si depois de morta?

quarta-feira, 27 de março de 2013

Coisa de Luíses



Que o secretário Luís Fernando é polivalente, isso ninguém duvida.


E tanto, que é comum vê-lo diariamente, e simultaneamente, a cobrar escanteios e já na área a marcar gols.



Da forma que o impõem na mídia, admira não terem escalado o até agora potencial candidato do governo aos Leões para abrir a partida entre a Seleção Maranhense e os Amigos de Zico, ou substituir o ex-craque do Flamengo.



E quanto a substituições, quem está no comando durante a ausência da governadora do país?



O super Luís Fernando ou o vice Washington Luiz?

O sexo em dois momentos



A crise econômica em Portugal faz renascer “fantasmas” do passado, e parir outros, no Zimbábue.  

Milhares de portuguesas que haviam deixado a prostituição retornaram ao ofício, motivadas pelo sustento próprio ou da família.

O medo da Aids não tem sido forte o bastante para refrear os perigos do mercado do sexo pago. O sexo sem camisinha anda em alta por lá.  

Um estudo do Ministério da Saúde mostra segunda situação preocupante.

É expressivo o número de lusos que entram para a prostituição ainda muito jovens.

Cerca de 85% do trabalho sexual é feito por mulheres. Homens ou transgêneros (homens que mudaram o sexo) respondem pelo restante.

Enquanto isso, uma prostituta do Zimbábue “ressuscitou” no caixão, após ser declarada morta.

Acreditam que a mulher desmaiara durante relação sexual com cliente num quarto de hotel.

Várias pessoas não esperaram a explicação. Fugiram antes, com medo da “falecida”.

Oia nois aí!



Sorte dos motoristas de São Luís que as câmeras de segurança instaladas em vias da capital não flagrem irregularidades no trânsito.

Do contrário, governo e prefeitura não precisariam mais mendigar os vinténs federais.

Por falar em câmeras, parece que o ludovicense se acostumou de vez ao troço.

Quanto mais vigiam a frente da casa, mais se sabe pela mídia de quem entra e sai pelos fundos sem ser incomodado.

Tudo com o devido registro, lógico.  

Renove o repertório



O 1º de abril cairá numa segunda-feira. 

Ou seja:

Vamos começar o mês ou mentindo, ou ensinando, ou engolindo turbilhão de velhas lorotas.

Espinhas, espinhos

O anúncio de encerramento do programa “Bom Peixe”, e logo às vésperas da Semana Santa, pode ser mal indicativo:

Será que no La Ravardière, antes de lavarem as mãos, elegeram o povo de São Luís para cristo e o querem a carregar cruzes nos próximos quatro anos?

Reze!

Pode ser que ainda te deixem a espinha do bacalhau.

terça-feira, 26 de março de 2013

Chiqueiro chique



E São Luís soube possuir hospital público supostamente comparável a chiqueiro, e dedicados médicos e enfermeiros com forte semelhança a porcos.

Durante os protestos que se seguiram à suposta interpretação atribuída ao diretor, os manifestantes não cogitaram a troca do tratador de suínos, ou pediram socorro com nova campanha para arrecadação de babugem e material de limpeza.

Não se sabe, até agora, se o centro de controle de zoonoses vai acompanhar o desdobramento do caso, ou permitir que a cachorrada entre em cena.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Já botou seu ovo?



Com o preço atual dos ovos de Páscoa, nenhuma galinha, mesmo de raça, exigiria tal sacrifício de um chefe de família assalariado. 

Páscoa tem coelho, e não galinha.

E milhões de pais a botar ovos retirados sabe-se lá de qual cartola.

Mas que dá uma pena danada, isso dá!

domingo, 24 de março de 2013

Santa enganação



“Pode faltar peixe na Semana Santa”.

Durante anos, o clichê acima foi obrigatório na imprensa maranhense.

Faltava não. E nem especulação e carestia.

Descritinho hoje.

A frota



Pode ser falsa impressão, mas quem passa pelo quartel da Polícia Militar, no Calhau, vê mais carros no estacionamento que policiais nas ruas de São Luís. 

À primeira vista, cena igual só em pátio de concessionária de autos.

Arca furada

Juiz rejeita denúncia contra dono de ‘Gilrassic Park'

Por Guilherme Zocchio

O magistrado Ney de Barros Bello Filho, juiz federal da seção judiciária do Maranhão, rejeitou representação criminal contra o fazendeiro Francisco Gil Cruz Alencar, dono do pequeno zoológico chamado de ‘Gilrassic Park’, na zona rural de Santa Inês, no interior do Maranhão. A denúncia veio do Ministério Público Federal (MPF), que acusa o latifundiário pela redução de pessoas a condição análoga à de escravo, crime previsto no artigo 149 do Código Penal. Régis Richael Primo da Silva, procurador da República responsável pelo caso, já avisou que irá recorrer. A decisão foi proferida em 1º de março.


A acusação do MPF partiu do relatório de uma inspeção do Grupo Especial de Fiscalização Móvel de Combate ao Trabalho Escravo, ocorrida em abril de 2012, no Maranhão. Na ocasião, fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), procuradores do Ministério Público do Trabalho (MPT) e agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) flagraram 12 empregados na propriedade de Francisco Gil sujeitos a condições degradantes, sob isolamento geográfico, e com dívidas com o fazendeiro.


* De matéria do Repórter Brasil. Clique no link abaixo para ler o texto completo.

 http://reporterbrasil.org.br/2013/03/tribunal-rejeita-denuncia-contra-dono-de-gilrassic-park/ 

Cuidado com o degrau



São Luís ficou fora da lista das sete mil cidades no mundo que apagaram suas luzes em homenagem à Hora do Planeta.

No nosso caso, especificamente, o problema não é desligar luzes, mas encontrar um fósforo a tempo de não escorregar nos fossos do La Ravardière ou dos Leões.

sábado, 23 de março de 2013

A sede de cada um



Inverno de poucas chuvas, e não divulgaram, até agora, um informe sobre as condições de reservatórios e do abastecimento de água em São Luís. 

Rio que abastece a capital, o Itapecuru vive seca somente comparável ao caixa um das prefeituras.

A preocupação deve ser boba. 

Se estão adicionando água no gás de cozinha, a situação deve estar sob controle. 

Águas revoltas



Torçamos para que a água encontrada em botijões de gás não dilua as descobertas de gás natural no Maranhão.

Depois da refinaria náufraga, e da segunda etapa de um Italuís que não deslancha, outro revés e só nos restaria mergulhar de ponta cabeça no espigão da Ponta D’Areia.  
Ou em ressaca no Cabão. 

Assista na tevê



Governo lança projeto de assistência a presos do interior do Estado.   

Que iniciativa legal!   

A assistência ocorrerá durante roubos, rebeliões ou fugas?

Sabe aquela especialização?



Chame um profissional liberal em casa – encanador, eletricista, marceneiro – e verá que o teu MBA e Doutorado irão te levar, no máximo, a um ponto de táxi. 

Boa corrida, que os amigos do alheio também cobram mais.

A cura



“Seja paciente e feliz nos hospitais públicos de São Luís”.

A campanha ainda não chegou às ruas, mas deveria.

Pelo que se lê nos jornais, a saúde municipal vive momento ímpar, com série de conquistas e melhorias jamais vistas.

Alimentação, estoque de medicamentos, salários em dia, pagamento de fornecedores, não há o que não tenha mudado em três meses.

As pessoas eventualmente flagradas em corredores não estão à procura de tratamento, sabe-se logo.

Quem não faz tour pela rede hospitalar é voluntário de nova terapia que o mundo haverá de copiar um dia.

Saúde remediada, o único risco da população e corpo médico é, agora, morrer de tédio.

Hospedagem 5 estrelas



Você pode não notar, mas a falta de abrigo nas paradas de ônibus combina bem com a falta de ônibus em São Luís. 

E se sem abrigo centenas de desabrigados enchem as paradas pela madrugada, caso providenciem palha e papelão a capital erguerá um 5 estrelas com teto panorâmico em cada ponto. 

Chique, não?

sexta-feira, 22 de março de 2013

Zoo humano



Se acharam uma jaguatirica em casa de traficante preso no Barreto, nem ouso imaginar quais animais a polícia encontra no estômago e cérebro dos usuários de drogas de São Luís.

Já escolheu seu poste?



São Luís vivencia fase inusitada de mudança comportamental. 

É quase impossível encontrar hoje um só cão vadio a ter o seu poste de estimação.

Motoristas e pedestres adotaram todos, e sem se importar com quem chega ou virá pela linha de frente.

Talvez tal fato explique, em parte, a má qualidade da energia elétrica na capital, concorda?

A você que a tudo olha, cuidado com postes e cães humanos.

Entre o público e a privada



Não é fácil encontrar banheiros públicos em São Luís, sinaliza site de notícias local.

Em compensação, encontrar o público transformado em banheiro é obra consolidada em cada esquina.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Anarriê

O volume de quadrilhas presas, e outras que atravessam o Estreito dos Mosquitos e nem polícia e mídia conseguem capturar, credenciam o Maranhão a requerer o título de maior São João fora de época do país.

Campina Grande deve estar morrendo de inveja. Só de inveja.


Dialógos pós-modernos

- Aonde vai, amiga? 

- Ah, visitar uma amiga assaltada esta semana. Foi a primeira vez dela. Está arrasada... Alguma novidade?

- Nada, a não ser o assaltante lá de casa: vai entrar de férias e irá nos apresentar hoje à noite seu substituto. Já dissemos a ele: exigimos alguém com curso superior e com bons modos. Nada de gente que beba uísque pelo gargalo e faça xixi sem levantar a tampa do vaso.

- Deus me livre! O nosso é pobre, mas é limpinho. Adora escovar os dentes com sabão líquido e arrotar bolinhas, imagina só!

Jejum nada refinado

O que a falta de uma refinaria nos faz.

Esta é a primeira Páscoa em São Luís que ouço falar que o chocolate e morde, e o bacalhau é peixe ainda mais perigoso que sardinha em lata.

Caso falte jeju à mesa, jejum e penitência. 

Fazem um bem danado ao colesterol, dizem.

Páscoa segura

O Corpo de Bombeiros promete não espionar e revelar segredos de confessionários e de coletores de dízimos, após inspeção em igrejas católicas e evangélicas de São Luís. 

O propósito da vistoria é prevenir acidentes e, se possível, limpar a barra do tal coelho da Páscoa, sopra fonte da corporação.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Uma rua no olho da rua

Não falam outro assunto na Rua Grande. 

A determinação da Secretaria de Urbanismo para que os ambulantes caiam fora da via de comércio é vista como revanche de político que não sabe ganhar eleição. 

De ponto de partida dos oito candidatos a prefeito de São Luís, da noite pro dia o local foi rebaixado a algo pior que urna sem voto. 

Querem revitalizar a rua, dizem. 

É conveniente guardarem algum para o retoque da imagem do prefeito.