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quarta-feira, 19 de junho de 2013

A revolta

Para que São Luís avance, é preciso que pare. 

Fosse essa a questão, valeria a pena – e como valeria – clamar por protestos populares a cada mês. 

Há décadas a cidade continua encerrada em masmorra quatrocentona. 

Aos escassos movimentos sobrevieram tombos ladeira abaixo. 

Enquanto uma multidão vota, outra se revolta. 

Bem maior e sem volta.

O farol do farós



Só um país que se ufana por futebol e mediocridades afins pode permitir que roubem do seu povo bilhões de reais para a construção de estádios de exaltação do puro ego. 

Os faraós renasceram no século 21.

Agora brasileiros, agora de ternos e saias. 

Saiam!

A tropa em choque


O comentário ecoou na terça-feira. 

Mesmo com o fechamento da entrada e do aeroporto de São Luís, da ameaça de invasão de prédios públicos e de quebra-quebra, as ruas continuaram livres da polícia. 

Um irrestrito apoio aos brados antitarifários de São Paulo e outras capitais, a equipe olímpica ludovicense do crime conquistou campeonato, em único dia e sem disputa.

E a polícia? Em choque.

Dia de início dos protestos locais, e de jogo da seleção, quem sabe hoje o ânimo da tropa amanheça em levante.