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sábado, 30 de junho de 2012

Caçada ao Zeppelin (dois)

É possível que o LZ-127 tivesse empreendido visita ocasional a São Luís, a caminho de Recife. Os 1573 Km entre as duas capitais podiam ser vencidos em horas pelo Zeppelin.

O dirigível alcançava a espantosa velocidade de 150 km/hora - mais que o triplo dos navios de cruzeiros -, com a vantagem de não encontrar empecilhos comuns ao trajeto rodoviário.

E quanto a São Luís?

A história dos zeppelins ganha novo contorno a partir de notas sobre a movimentação de aeronaves no país – e na capital maranhense – durante a Segunda Guerra (1939-1945).

O Estações Ferroviárias do Brasil guarda nota curiosa, com base em dados da Revista Brasileira de Geografia, julho-setembro de 1961; e do Guia Geral de Estradas de Ferro do Brasil, de 1960.

“A ESTAÇÃO: Não muito longe da antiga estação de São Luiz há uma instalação da Aeronáutica: "Topo com um bairro distante chamado Base. Vem de ser o local onde havia uma base aérea norte-americana e operava um dirigível - um zeppelin, como se dizia - que patrulhava esta parte do Atlântico, em busca de submarinos alemães durante a Segunda Guerra. Quando passei aqui de trem ainda havia a torre - basicamente, uma estrutura metálica de uns dez metros mais ou menos - onde era ancorado o dirigível (um cabo era lançado de bordo, era enganchado na torre pelo pessoal de terra e tracionado para aproximar a aeronave do solo). Até meados dos anos setenta ainda cheguei a ver essa torre aqui. Agora só existe uma instalação da Aeronáutica - que herdou as bases norte-americanas aqui e no Rio Grande do Norte - abandonada e depredada. Soube que até as casamatas estão em ruínas".

O zeppelin a que se refere o saite não é o Graf Zeppelin LZ-127, mas outro dirigível operado por militares norte-americanos para patrulhamento.

O Web Artigos, em tópico sobre o papel dos dirigíveis na Segunda Guerra, põe São Luís novamente em evidência:

“O primeiro dirigível a chegar ao Brasil de uso militar foi o K-84 em setembro de 1943, enviado para a base aérea de Fortaleza e pertencia à Ala de Dirigíveis da 4ª Esquadra. Eram chamados de "blimps" e dividiram-se em 2 esquadrões, sendo, o Esquadrão ZPN-41, com atuação nas bases aéreas de Amapá, Belém, São Luís e Fortaleza; e o Esquadrão ZPN-42, sediado em Maceió com operações também em Recife, Salvador, Vitória, Caravelas e Rio de Janeiro (Santa Cruz). Foram de fundamental importância no patrulhamento da costa brasileira por seu alto desempenho de permanência no ar (até 7 dias) e por serem silenciosos. Tinham a função de detectar submarinos, entretanto, no início da guerra tinham a missão de apoiar o salvamento das tripulações dos navios de guerra. Em seu interior a tripulação deveria usar sapatos especiais de lona, evitando faíscas em um possível atrito com os cabos que ficavam espalhados. Com a desativação da torre, os sapatos especiais foram aproveitados pelos trabalhadores brasileiros da companhia norte-americana”.

Ainda há a contar dessa história...

Caçada ao Zeppelin (um)

Não há registro preciso sobre a passagem do Graf Zeppelin LZ-127 em São Luís – nem mesmo o ano ou o objetivo do voo. Mais de um? Quem sabe?

Mas não há dúvida que o dirigível alemão esteve aqui, confirmam fotos e relatos de época.

O jornalismo e a crônica ludovicenses enveredaram por hiato lamentável. A cidade de inúmeros intelectuais ficou cega ao fato histórico.

São Paulo, Rio, Paraná, Recife, Amapá. O Zeppelin deixou rastro enorme pelo país. A chegada do dirigível ao Recife foi apoteótica. Ficaram fotos e filmes.

Durante seis anos – de 1930 a 1938 – as vindas do Zeppelin ao Brasil se tornaram corriqueiras.

Os visionários alemães estabeleceram rota regular de voos entre Frankfurt, na Alemanha, e o Rio de Janeiro, com parada em Recife. Foram mais de 90 viagens para transporte de passageiros e carga pelo mundo - nove delas em solo brasileiro.

Vi a todos os filmes – a internet dispõe de dezenas, e de graça –, mas pouquíssimo há com referência a São Luís. Achados escassos, e nem por isso menos intrigantes.

É que veremos a seguir.

Provando na carne

Maria da Penha, a biofarmacêutica cearense que virou símbolo do enfrentamento da violência contra a mulher no Brasil, será lançada à vice-prefeitura de Fortaleza pelo PT.

Maria agora tem escolha, e pode evitar novo pesadelo: o eleitoral.

Esse, dizem, é ainda mais devastador que o outro.

Dez candidatos se atropelam no corre-corre pela prefeitura.

Pelo menos sete têm boas chances de pódio.