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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Logo agora

Vamos devagar com os exageros!

Caso metade dos prefeitos maranhenses siga o exemplo heroico de Coroatá – onde a chefe do executivo municipal cortou 50% do próprio salário em razão do caixa zero –, o Estado vai chegar ao final do ano com sério déficit em sua economia.

E logo agora que fazíamos planos e mais planos para o empréstimo governamental de R$ 1,5 bilhão.

Era pro consórcio

Os eleitores do deputado Chiquinho Escórcio (PMDB-MA) estão proibidos de morrer. Pelo menos, mesmo por ordem superior.

Com o corte do 14º e 15º salários pagos pela Câmara Federal, o parlamentar fica impossibilitado de fornecer caixões e enterros a quem já estava com um pé fora dessa vida.

Pois que fiquem quietos ou retornem.

O deputado também suspendeu passagens e viagens após o duro golpe na gordura salarial.

Caso avancem no 13º, teme-se um cala-boca na voz das urnas. 

O poder e as reinações

Diz quem conhece as entranhas do Poder:

Caso os poderes tivessem redução generalizada de salários, ou eles fossem extintos, ainda assim seria interminável a fila dos que dariam um reino e um cavalo para entrar nesse “sofrer”.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

No melhor da festa

Há pelos ares o prenúncio de um grande 2013 para o Maranhão e todos os maranhenses paridos ou não nesta terra.

Afinal, quantos estados podem dizer por aí ter bala na agulha para pedir e confirmar um empréstimo de R$ 1,5 bilhão, e logo no início do ano?

Com um dinheirão desses é legítimo afirmar: teremos São João e Natal gordos, e “magérrimo” foi apenas o Carnaval de passarela que São Luís não pode patrocinar porque não tinha um empréstimo à mão.

Aliás, a cor desse dinheiro deve perturbar o sono de vivos e fantasmas que povoam o La Ravardière.

A partir de agora, a Europa nos olhará com respeito; entraremos no exclusivo Facebook do Obama.

Pense na dinheirama e visualize estradas ladrilhadas com pedrinhas de brilhantes, doentes tratados a brioche e pão de ló, praias e esgotos limpos como cofres municipais.

Temos dez prêmios da virada e, portanto, não é hora de contas ninharias.

Pagaremos a conta, é evidente, mas pense positivo.

A menos que seja podre de rico, ninguém sorri ou faz festa sem boa cota de sacrifícios e artifícios.

A alma do negócio

O prefeito Holanda Júnior anda calado de tal forma que algum descrente dos infindáveis mistérios de São Luís poderia pensar:

Flávio Dino deu uma trégua dos negócios do turismo para negociar os assuntos mais urgentes do La Lavardière.

Será a tal alma do negócio?

Homem ao mar!

Soa como balela aquela conversa do governo federal quanto a medidas protetivas à cultura negra e comunidades quilombolas. 

Na surdina, a União desapropriou área em Itaguaí, no Rio, para futuras bases das Forças Armadas – e do interesse, em especial, da Marinha.

O projeto militar tem foco definido: o lançamento das instalações onde será construído o primeiro submarino nuclear do país.

O espaço, a 75 km da capital carioca, tem como vizinho a comunidade quilombola de Marambaia, em Mangaratiba. 

Pode apostar.

Ou superamos “Yellow Submarine”, dos Beatles, ou afundamos de vez.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Yes, nós temos banana

Que o brasileiro é alucinado pela cultura americana, isso se vê desde a roupa ao vestiário.

Mas o que dizer de certas palavras e expressões que chegam por aqui e, de uma hora pra outra, passam a traduzir tudo aquilo que a língua portuguesa esqueceu de registrar, e o povão não fala porque nem sabe soletrar.

E um sujeito, muito do sabido, vai buscar no estrangeiro a solução a todas as nossas vergonhas e carências.

Quer ver um exemplo?

Sabe o que é empoderamento?

“Empoderamento significa em geral a ação coletiva desenvolvida pelos indivíduos quando participam de espaços privilegiados de decisões, de consciência social dos direitos sociais”, ensina o doutor em Sociologia Ferdinand Cavalcante Pereira.

Guardou?

Pois guarde também empoleiramento.

Com tantos modismos por aí, quem sabe a palavra um dia retorne a nós após virar moda nos states.
 

domingo, 24 de fevereiro de 2013

A "Gaza" do Nordeste

Uma briga inédita no país reúne dois vizinhos do Maranhão: os estados do Ceará e Piauí.

Há 133 anos cearenses e piauienses disputam 22 municípios que, segundo versão de cada um, deveriam pertencer ao seu território.

A área reclamada fica na Serra da Ibiapaba e abrange 425 km. E sabe como ficou conhecida? “Faixa de Gaza” do Nordeste.

A contenda teve origem em 1880. Um decreto imperial de Dom Pedro II formalizou na época troca de terras em o Ceará cedia parte do litoral por pedaço de terras do Piauí. O acordo só existiu no papel.

Em outubro de 2011, o Supremo Tribunal Federal (STF) tentou apaziguar os ânimos dos brigões.

O caso foi enviado para a câmara de conciliação, a fim de que os dois estados chegassem a consenso com mediação da Justiça, evitando, assim, a necessidade de intervenção jurídica.

A tentativa fracassou. Mais uma vez os dois lados divergiram, e ninguém concordou com as delimitações.

Esta semana, Ceará e Piauí voltaram a conversar.

Aparentemente, concordaram em resolver as desavenças territoriais por meio de um estudo de campo feito por técnicos dos dois estados.

Oxalá não sejam necessários mais 133 anos para que cheguem a uma solução.

Misto ou mixto?

Sabe quanto custa um misto em lanchonete do Aeroportinho do Tirirical? 

Oito reais, ou um pouco mais que quatro dólares.

Pelo que fui informado, é a única coisa internacional ali.

* O misto da foto tem duas fatias de queijo. No Tirirical, a segunda voou.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Pague para ver

Viram a peça publicitária do governo sobre o novo sistema de abastecimento d´água de São Luís?

Tudo belo e muito tecnológico, até que o ator Odilon Wagner puxa a conversa “...deve acabar com o rodízio nas áreas afetadas...”.

Deve acabar?

Ora, se o governo não tem certeza do que faz e alardeia, quem terá?

A Globo ou o consumidor?

Praça da pirraça

Praças de São Luís penam sem conservação.

O patrimônio particular de quem deveria cuidar do espaço urbano coletivo, ouve-se, mostra conservação e expansão exemplares.

Conhece nossas praças? É um passeio educativo, garanto.

Vá e aprenda como prosperam animais vadios, mato e franquias que jamais pensou existir.

Não há turista que não adore; não há um que não explorem.

Cuida bem de mim

Pedem empregos para filhos, afilhados e amantes.

Vaga extra no estacionamento, bancos sem filas e primeira fila nas estreias.

Pedem lenço e colírio, quem lhes mantenham os olhos cerrados.

Arroz pilado, salário dobrado e, por direito, chegar atrasado.

Pedem cargos, cargas, recargas e as sobras do teu caldo.

Que o dia seja noite e, se possível, feriado no outro dia.

Pedem bolsas e auxílios, benfeitor exclusivo que caiba em mala e sacola.

Carnavais de janeiro a novembro, e que dezembro só traga natais.

Pedem socorro e doações, e quem os ensine a gerir sofrimento.

Pedem tanto neste estado que, nesse estado de coisas, mais difícil que os pedidos é achar quem não os tenham recebido.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

E nossos cães?

Homem é flagrado roubando hidrante no Renascença.

A preocupação com o aproveitamento racional da água no planeta é mundial, e São Luís entra na causa de cabeça e cuia.

Só por curiosidade.

O homem roubava a válvula por estar desidratado ou porque sabia que o “vermelhinho” é só mais um enfeite urbano?

Coitados dos nossos cães de rua com esses vadios.

O mordomo não!

Até os primeiros canhonaços pela indicação do grumete Honorato Fernandes para liderar o governo municipal, a escolha parece perfeita.

Em caso de eventual naufrágio, o comandante já definiu quem será o culpado pela malsinada rota.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A tevê que você não vê

Detentos no Ceará fazem greve de fome por direito a sanduicheira e TV nas celas.

Nada contra os pedidos dos moradores da Casa de Privação Provisória de Liberdade, mas que tal estender idêntica liberdade a quem está preso ao trabalho e dívidas?

Os inquilinos de Pedrinhas, no Maranhão, vivem situação oposta a dos colegas cearenses.

Aqui, a quantidade de ratos no presídio é tamanha que falta fome e ânimo para greves.

A viúva devassa (dois)

A senhora esperou a noite inteira a morte do morte. O dia veio encontrá-la sentada em cadeira do quarto, e nada do aviso da sua viuvez.

Não lembrava se chorara, não lembrava de coisa alguma senão da voz do mensageiro a trazer dor que não conhecia.

Lá pelas tantas, ainda com o vestido da noite anterior, rumou ao cabaré do sucedido.

Encontrou o homem inerte em chão que lhe parecera lavado com sangue. O senhor de posses e poder de mando mantinha os olhos abertos, e dele não escapam palavrões e gestos.

As quengas e o farmacêutico tentavam a custo estancar o maldito sangue negro que saltava aos borbotões de todos os malditos orifícios daquele corpo que a tantos mandou saber do inferno antes.

Durante três dias e três noites a senhora e as quengas esperaram o último suspiro do sangue.

Durante três dias e três noites esperaram médico e padre que soubessem do senhor à espera de outro mundo também seu.

Senhora e quengas lembraram.

Exceto o senhor, todos os que conheceram a única entrada e saída da cidade estavam mortos, mais mortos que o homem que os mandara saber como escapar do inferno. 

A viúva devassa (um)

Não lembro ter lido ou visto em filmes nada sequer próximo a caso ocorrido no interior do Maranhão, anos atrás.

Casada com homem de posses e poder de mando, a jovem senhora vivia submetida a seguidos e intermináveis castigos.

Ora era encarcerada na própria casa, ora o feitor a proibia de lhe dirigir voz ou olhar.

Os estupros e surras medonhas foram tantos, e por tantas noites, que esqueceu quando deixou de contá-los.

Durante anos sentiu o homem deixar em seu corpo o resto de suas fêmeas; durante anos o viu limpar o sexo ainda sujo em qualquer roupa a apanhar nos olhos. 

Fechava os olhos com força, mas era mais agudo o fedor animalesco a lhe revolver as entranhas.

Vinham os vômitos e as diarreias, vinha outra noite e nada da morte a quem tanto chamava.

Certa madrugada de chuvas torrenciais, mandaram acordar a senhora.

O mensageiro trazia notícia urgentíssima: o senhor caíra de escada num cabaré, a queda tão grande e feia que dele arrancara mais sangue e agonia que dos porcos recolhidos para as festas da padroeira. 

- O homem está às portas da morte! - gritou, e desapareceu em seguida no aguaceiro.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Do céu aos infernos

Lembra do “Papódromo”?

Era a superestrutura erguida pelo governo Edison Lobão para receber o primeiro e único papa a visitar o Maranhão.

João Paulo II, o antecessor de Bento XVI, esteve em São Luís em outubro de 1991.

Pois foi no “Papódromo”, no Anel Viário, que celebrou missa para milhares de católicos. Cerca de 500 mil, divulgou a imprensa.

O papa retornou ao ciclo de peregrinações pelo mundo.

O “Papódromo” caiu no esquecimento da igreja, fiéis e governo.

Dos “inferninhos”, não.

Nem pergunte quantos proliferam por lá.

Papa, não mingau

É rezar e esperar que em meio a celestiais aguaceiros o novo papa não encontre São Luís transformada em mingau.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O custo dos sustos

Maranhão tem construção civil mais cara do Nordeste.

Houvesse aqui parque comercial, industrial e turístico fortes, bateríamos fácil Noruega e Japão.

Quer algo barato do estado?

A vida.

Mais e mais as levem no dia a dia, menos dão a mínima.

Cuidado com os tombos

Risco de desabamento de casarões preocupa Defesa Civil. 

A apreensão não se justifica.

O que ainda não foi tombado pelo patrimônio público em São Luís, tomba para aumento do patrimônio particular.

Invasão vermelha

Tem ouvido sons estranhos durante chuvas e trovões?

Deve ser o céu a falar em chinês.

Guarda-chuvas e sombrinhas abertos em São Luís, confira, foram todos fabricados aos pés da Grande Muralha.

Marcas de gestão

João Castelo sempre invoca as chuvas torrenciais de 2009 como fator decisivo para o naufrágio de parte da gestão como ex-prefeito de São Luís.

Na madrugada de Quarta-Feira de Cinzas o índice pluviométrico na capital atingiu mais de 50% do volume previsto para fevereiro.

Não é nada, não é nada, o prefeito Holanda Júnior reuniu, em único mês, um indicador e tanto a mostrar ao sucessor.

A sempre difícil renúncia

O fato preocupa e, por certo, em breve baterá às portas do Vaticano.

Amigos e paroquianos de São Luís estão seriamente aflitos com o que possa ocorrer aos padres que entornam cálices de vinho durante as missas e, concluída a celebração, vão embora dirigindo o próprio carro.

O medo de ambos tem dupla face: o risco de descontinuidade da milenar liturgia e, mais grave, o vexame de algum religioso ser pego em flagrante pelo bafômetro das operações “Lei Seca”, e, em público, ou pela imprensa, receber a injusta pecha de pinguço.

Poderia a lei ser benevolente nessa circunstância?  

Um amigo que conhece o Direito, o Divino e as delícias de um bom trago me responde com observação ferina: 

- Não há como não concordar. É mais fácil aceitar a renúncia de um papa que renunciar a um bom vinho.

Depressa com a presa

Não sei se você notou.

Não tem Via Expressa que dê vazão à pressa dessa gente.

Pudera.

Se não andas depressa em São Luís, nenhuma via te afastará do destino da presa. 

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Bem-vindo a 2013

Antes tarde que muito tarde.

Somente hoje cri: São Luís tem frota de carros e motos maior que a cidade.

E todos decidiram ir às ruas e avenidas nesta segunda-feira, e celebrar o primeiro dia do ano.

Primeiro? Sim. Antes do “Lava-Pratos” de Ribamar nenhum ludovicense reconhece oficialmente o suspiro derradeiro do ano que passou.

E quanto ao trânsito, tem gente que saiu de casa pela manhã e não sabe, até agora, se avançou o primeiro sinal ou retorna a tempo do Big Brother.

Falta sustança

Rede o Maranhão sabe bem o que é. Difícil encontrar quem na capital e no interior não tenha à mão a sua tipoia.

Agora, imagine o caboclo iletrado a tentar pronunciar esse tal de “Rede Sustentabilidade”.

Nem ponhando sustança muita na puba e no voto.

O peso da rede

A julgar pelo biótipo de Marina Silva e Domingos Dutra, ambos precisam de proteínas e uns quilos a mais até conseguirem dar sustentabilidade ao novo partido.

Rede Sustentabilidade.

O nome pesa mais que a ex-ministra e o deputado, não?

Folia em pratos limpos

A prefeitura de São Luís teria apoiado o “Lava-Pratos” de Ribamar, correu ontem em boato no Carnaval daquela cidade.

Não é de duvidar.

Não deve haver pratos que o executivo ludovicense não encomendou e aprovou.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Furo na arca

O drama climático em São Luís pode ser mais crítico que sinalizou o dilúvio de quarta-feira. 

A “onda” de tombamentos forçados na cidade pode ter sido provocada por fenômeno ocasional, e não necessariamente por influência do inverno, diz meteorologista em e-mail a Cuscuz Delivery.

Mas, afinal, de qual lado esse sicrano está?

Do céu ou do inferno?

Tamos ligadão, mano!

Cuscuz Delivery foi às ruas de São Luís e ouviu a comunidade sobre o tema: “o Maranhão paga a segunda tarifa de energia mais cara do país”. Confira o que dizem os consumidores: 

- Fiquei chocada e rebocada quando soube. Até ia lavar os pratos em Ribamar, mas vou ficar aqui em casa lavando a roupa suja... Máquina?!!! Vô é esquentar o bucho no tanque... (Lindinalva, doméstica)

- Sempre achei que a conta da minha patroa vinha muito alta. Só ligo o ar-condicionado quando ela não tá em casa... (Dorinha, diarista)

- Ar-condicionado? Que é isso?!!!... (Pingo, biscateiro)

- Vou convidar os irmãos a assistirem os nossos cultos no escuro. Daí virá a luz da salvação... (Pontes, pastor)

- Sei fazer “gato” de bigode e sem bigode; e “gata” também (Serjo, eletricista)

- Não tenho culpa se a rapaziada fica ligadona na minha batida... (Roddy Lan, DJ)

- Esse pessoal tem mania besta de querer alumiar o mundo. Isso prejudica deveras e muito meu serviço... (Paulo Plimplim, batedor de carteiras)

- Quem chega muito elétrico aqui, logo arreia as bateria... (Custódia, arrumadeira de motel)

- Com certeza, é resultado da influência do meteorito russo no campo gravitacional da Terra... (Arquimedes, astrônomo amador)

- Meus pastel e suco dão mais energia que esse tal de festifudi, sacou?... (Eyclyson, vendedor de bikelanche)

- Que eu tenho com isso? O governo paga meu consumo... (Nonato, autônomo)

- É preciso afastar essa energia negativa, meu filho!... (Clarice, espírita)

- Nós, políticos, temos muita energia para dar ao nosso eleitorado. Podem pegar à vontade... (A.B.C., ex-candidato a vereador)

Estado de choque

Maranhão paga a segunda tarifa de energia mais cara do país, diz a Aneel.

Em compensação, em má qualidade de serviços podemos nos orgulhar do topo do ranking?

Entrou em estado de choque? Então, desligue-se.

A temporada 2013 de recordes negativos só está começando.

Limpando a barra

A quem for lavar peito e alma no “Lava-Pratos” de Ribamar, neste domingo, aconselha-se antes lavar as mãos.

Sabe lá quantos políticos “ficha suja” irá encontrar pelo caminho.

Nada de remorso, que a chuva de amanhã a tudo lava e desaba.

Namoro sem fim

Periga beijar a marca do pênalti o namoro do Moto Clube com Kleber Pereira.

Muito sofá, muito agarra-agarra, e nada.

Caso o casório não venha nos próximos dias, capaz do jogador entrar para o time dos velhinhos bons de bola.

Só por curiosidade.

O “garotão” já bateu as chuteiras na trave dos quarenta, não?

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Chame o call center

Ou a matemática do consumidor piora a cada dia, ou a de certas empresas não para de melhorar.

A Cemar diz ter recebido 3.000 ligações com relatos de problemas elétricos após o dilúvio de quarta-feira em São Luís.

Salvo engano, a companhia não possui 3.000 equipes de atendimento no Estado. Parece lógico presumir:

Há quatro dias boa parte da capital tateia no escuro, ou procura vela e saída do sufoco.

Três mil ligações? Belo investimento no call center.

Nossa origem

Maranhão tem duas crateras formadas por meteoros.

Não se alegre.

Por enquanto, os cientistas ainda discutem se viemos de Marte ou Vênus.

Antes que nos chamem extraterrenos, há forte suspeita que sejamos apenas extravagantes.

A Veneza da pobreza

A “grande ideia”  teria emergido após o dilúvio de quarta-feira, e o ressurgimento de canais a céu aberto.

Sopram ao ouvido do prefeito: decrete São Luís a “Veneza do Nordeste”. 

Os “sopradores” apresentam motivo imbatível, segundo eles, para confiscar o título de Recife.

- Veneza e São Luís estão afundando, inexoravelmente!

E traíra?

Corre em Brasília piada na qual o deputado Domingos Dutra (PT-MA) é citado como motivo da desistência de Marina Silva ao nome do partido que lançará nos próximos dias. 

A denominação “Rede”, dada como certa, foi abolida por completo depois que a ex-ministra do Meio Ambiente soube da observação:

- Que diacho de Rede é essa que só pega piaba?

Brejo das cruzes

Eficiência é isso!

Um residencial localizado no Planalto do Vinhais II, também com acesso pelo Altos do Calhau, teve esgoto estourado pelo menos uma dezena de vezes desde 2012. 

A Caema e seus “sapos” estiveram lá em nove ocasiões. Fizeram remendo rapidíssimo e com curativo gasto. Agora em 2013, nem isso.

Os moradores avisam à companhia de desperdício de águas e esgotos entupidos.

Compraram material novo e de qualidade. Caso sobre algum, podem usar em outro brejo.

Melhor que cinema

Ainda que pareça estranho, de certa forma faz sentido o roteiro de obras inacabadas e sem qualidade “entregue” a São Luís na gestão anterior.

Segundo o Calendário Maia, o mundo iria acabar em dezembro de 2012, lembra?

Nossa versão do caos foi lançada bem antes. 

Tempo fechado

Sempre solicitados pela mídia, os meteorologistas caem em total descrédito logo no início de 2013.

Em São Luís deixaram passar em brancas nuvens o dilúvio da quarta-feira, e esqueceram de lembrar ao prefeito para retirar o guarda-chuva do armário. 

Não bastasse cuidar de capital ilhada por problemas, o prefeito também se preocupa, agora, em não pegar resfriado.

O cúmulo-nimbo da situação ocorreu nesta sexta-feira.

Secretários e assessores municipais acompanharam a queda de meteorito na Rússia pela Rádio do Vaticano, todos com guarda-chuvas abertos.

Ufa!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Erro geográfico

Um homem tentava fazer crer a interlocutores que um meteorito caíra na Rússia, nesta sexta-feira, deixando rastro de centenas de feridos.

Os colegas riam dele e, incrédulos, perguntavam se não confundira Rússia com “Montanha Russa”, a descida íngreme no centro histórico de São Luís.

Em gestos acintosos, ora apontavam , ora o prédio da prefeitura de São Luís, ao pé do precipício. 

O homem, creio, deve estar a caminho do meteorito a essa hora. Ruço da vida! 

O peso dos amores

Namorados e amantes que se aqueciam à Praça Gonçalves Dias estão indignados.

Há quem tenha atribuído a eles o clímax que fez ruir parte do local, e não ao dilúvio de quarta-feira.

Esquecido em sua prisão aérea, o poeta espera que o mar tenha compaixão dos que vivem ao largos dos amores.