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domingo, 16 de junho de 2013

Os cantos dos desencantos

“Festejos juninos já dominam os quatro cantos de São Luís”, estampa portal de notícias.

A menos que não queira ser dominado, melhor saber em qual “canto” se meter nesta ilha.

Aqui, quando o boi não é encantado, o povo canta lamento aos desenganados.

E assim vão todos. Cada qual pro seu canto, cada qual em seu pranto.

sábado, 15 de junho de 2013

No contar dos dias

Brindam com transbordante efusividade a chegada da tubulação do sistema Italuís, que só resta torcer:

Que o rio Itapecuru não invente de sair pelo cano antes do champanhe de fim do ano.

Nem queira imaginar o que seria de 2014 e de nós, se inundados com as bênçãos da Caema.

Refino a sal grosso

Há dúvidas sobre quem careça de banho de sal grosso com urgência: ou Bacabeira, ou a Petrobrás, ou ambas.

Depois de tantos foguetes e desmentidos sobre a tal Refinaria Premium no município, vem à tona o anúncio de dívida de R$ 7,3 bilhões da petrolífera com a Receita Federal. O processo jorra na justiça.

Na disputa entre o leão e o lobão, parece ter melhor sorte quem não cobra premium de consolação.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Os assombrados

Há na prefeitura quem pense sugerir exorcizar o La Ravardière, e por bom motivo.

Desde a demissão dos seis mil “fantasmas” da folha municipal, triplicaram as assombrações dentro e fora do palácio, seja noite, madrugada ou meio-dia.

Meio mundo desempregado, o outro meio em subempregos, e universo de assessores a fugir em disparada pelos corredores. 

Até decisão final sobre o exorcismo, os pedidos de água benta ao Palácio da Sé serão redobrados diariamente, sopra a brisa de São Marcos.

Entre a morte e a sorte


César Félix Diniz é o novo secretário de Saúde de São Luís.

Nos corredores de socorrões e socorrinhos a expectativa é de que o novo gestor tenha mais amor à vida – e à raça humana – que o homônimo diretor de hospital na novela global.

Oxalá o Félix daqui não saia por aí a pregar o amor à própria sorte.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

A nau e os náufragos

Entre dúvidas e boatos se fora demitido, ou deixado o posto por “motivos pessoais”, o bota-fora do secretário de Saúde de São Luís do cargo deixou uma certeza aos palpiteiros:

Vinícius Nina tinha bem menos saúde que os corredores superlotados de socorrões e socorrinhos.
Aliás, os colaboradores a abandonar a nau holandesa recorrem, em coro, ao infalível “motivos pessoais” no cais do adeus.
Não lembro de nenhum a recorrer a tal expediente, ou a "motivos impessoais"quando convidado a desfrutar a bela vista da cabine do capitão.

Anarriê

O grande desafio da temporada junina em São Luís não será encontrar um arraial animado e seguro, mas um só local ainda não reivindicado pelas quadrilhas de flanelinhas.

Segundo motoristas e vítimas, o número de “guardadores” na capital se rivaliza com o de autos e assaltos.