Total de visualizações de página

terça-feira, 1 de novembro de 2011

O ouvir da morte

Vem das rádios a lembrança mais próxima do Finados, eu menino.

Mal começava o dia, e o dia todo, só ouvíamos “músicas fúnebres”.

Era como chamávamos as músicas sacras que a Timbira, Gurupi e Educadora despejavam em tristeza sem fim.

Era dia de ouvir a morte, de choro ainda maior que o pesar por quem partiu.

De esconder alegria e pecados, e os papagaios de Zezé Caveira.

Um dia, sei quando não, o Finados findou.

Levou embora tristezas e saudades, levou os mortos que desfilavam pela Rua do Passeio.

Levou São Luís, o Caminho da Boiada e o Apicum. Se mortos, não sei.

Nenhum comentário:

Postar um comentário