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domingo, 12 de junho de 2011

Cidades invisíveis

“Em toda cidade que percorremos ou estudamos há uma cidade preexistente, que sem dúvida é imaginária, é profunda. É uma cidade que se enraíza na memória dos construtores, dos seus praticantes, isto é, aqueles que a usam diariamente. ”

É de Italo Calvino, autor entre outras obras de Cidades Invisíveis.

sábado, 11 de junho de 2011

Fora do prazo

Termina o prazo para inscrições ao Enem.

Para as bobagens da Educação, nem o Haddad sabe.

O preço da fama

Cinquenta e seis quilômetros de asfalto na zona rural.

E nenhuma linha de arroz e feijão, nenhuma escola, nenhum posto de saúde.

É o bom preço da fama.

Agora vai

Repavimentação asfáltica de avenidas e ruas.

“Revitalização de vias”, sopra a prefeitura.

Fiquei entusiasmado com o anúncio.

E preocupadíssimo, confesso.

Fixaram em sete meses o término dos serviços, que começam agora em junho.

Mês seis mais sete meses...

Epa, essas obras vão terminar debaixo d´água ou será o aguaceiro que vai diluir as sobras?

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Transe médico

Uma pediatra recém-formada assinou contrato com prefeitura de município da ilha.

Salário acima de vinte mil, a capital a meia hora de carro.

Dois meses depois o pedido de demissão.

A moça ficou em transe quando soube do trabalho: atender cento e cinquenta crianças por dia.
O prefeito, fui informado, ainda não encontrou substituto.

Apesar do “incremento” de cinco mil no soldo.

Loucos de dar dó

Virou moda entre adolescentes alemães, e não tarda por aqui – se é que não chegou.

Para ficarem bêbados rapidamente – e disfarçar o cheiro da bebida – rapazes e moças agora se drogam com absorvente higiênico umedecido em vodca. Aqueles do tipo “OB”.

E onde colocam? No ânus e na vagina, literalmente.

Com sérias restrições para a compra legal de bebidas, eles recorrem à “embriaguez segura”.

O método não tem nada de seguro.

Há relatos médicos sobre danos às paredes vaginais e do ânus e infecções graves.

Obs: quando encontrar alguém em que as partes íntimas falem alto e com voz pastosa, saia correndo ou caía na gandaia.

São João no pé

“Pé de milho cresce em obra de drenagem no Mercado Central”.

Só no pipocar do São João.

Quando acabar a festança, voltam os pés de capim.