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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Era um show, pílulas!

As “escovas” estiveram à beira de um ataque de histeria, sábado à noite, na Lagoa da Jansen.

E não foi por Zeca Baleiro ou Odair José.

Um helicóptero que ninguém conseguiu identificar sobrevoou insistentemente a arena lotada.

Como insistisse nos rasantes, em questão de segundos cabelos se transformaram em farofa, saias em repolho.

“É a governadora quem está chegando”, gritavam.

“Que nada. É o novo brinquedo do Barbosa”, devolviam.

Baleiro relacionou o fato a “homens-bomba sem coração”.

Perguntado se era o pai da estratégia de promoção do show, o boa praça Odair José respondeu em tom lacônico e indecifrável:

“Parem de tomar a pílula”.

A mulherada que ouviu perdeu momentaneamente a voz, soube.

domingo, 3 de julho de 2011

Planos edificantes

A vida só edifício para quem não voa longe.

É imprescindível tê-la do alto, saber a exata dimensão das coisas, ser piloto do nosso destino.

Anime-se.

Chame os amigos, promova um condomínio de emoções, seja um difusor de boas novas, feche contrato permanente com o bem viver.

Lembre-se sempre.

A vida e as ideias precisam ser regadas com constância.

Palmas para eles

Tem lido os jornais?

Não? Ainda bem.

Não há página onde os senhores e as senhoras “Prestígio” não deem as caras mais do que você paga pra ler e ver.

Fulano prestigiou isso, Cicrana prestigiou aquilo... E no frigir dos ovos não se enxerga uma nesga do que foram prestigiar.

O prestígio deles é tanto que ofusca qualquer evento.

Pior: sem eles nenhum existe, começa ou será coroado de brilho.

“Anunciamos a presença do doutor..., que relegou centenas de afazeres para prestigiar o batizado das penas das índias do boi de Nina Rodrigues".

“Doutora... prestigia a entrega de enxovais semiusados a noivas grávidas e em segundas núpcias”.

A tiracolo, claque e palmas, muitas palmas.

Caso dê de cara com um deles, mantenha distância.

A menos que carregue uma Nestlé no bolso.

Isso é que ter prestígio!

Perdidos em voo

“O turismo internacional no Maranhão será seriamente afetado com os problemas do aeroporto”.

Como é que é?!!!

E desde quando houve turismo internacional nessas bandas?

A não ser que ponham na conta os milhares de excursionistas que trocam os Lençóis pelas muambas de Miami.

O que nos falta na bagagem?

Infraestrutura e serviços de qualidade e preços competitivos.

E umas mudas de bom senso.

Maratona policial

Três homens assaltaram na sexta-feira à noite uma loja na Holandeses, a cerca de 500 metros do quartel da PM (Calhau).

Faça as contas.

Se eles levam duas horas para vencer quinhentos metros, em quantas chegarão no quintal da sua casa?

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Rompendo os trinta

Troço complicado esse Italuís. E sem gerenciamento então...

Quando não é rompimento da adutora é pane elétrica.

O sistema de abastecimento d´água de cinquenta por cento da capital foi entregue em 1981.

Ninguém se engane. A obra tem excelente padrão de qualidade. Desde os anos oitenta, contudo, a adutora de 57 quilômetros jamais recebeu manutenção.

Tanto é verdade que o primeiro da série de mais de quinze rompimentos ocorreu em 1992 – onde anos depois de inaugurada.

O Italuís foi construído pela Alcoa (hoje Alumar) ao custo de trinta milhões de dólares.

João Castelo, governador, quis administrar os recursos. Os gringos, mais sabidos, disseram não.

Prêmio de consolação: apresentá-la como realização de governo.

Colou.

É mole?

Não se sabe de um caso neste estado.

O casório gay escancarado e nenhum casal apalavrado.

Nenhuma histeria, nenhuma correria.

Nenhum noivo a mirar aliança e papel passado.

É moleza, fraqueza ou excesso de dureza?