“A forma republicana está aceita por todos os maranhenses; não há aqui vencedores e vencidos; todos desejam a consolidação da ordem de coisas inaugurada a 15 de novembro e ninguém negará o seu concurso ao novo governante”.
* do jornal Diário do Maranhão, um dos mais influentes da capital, em 18 de dezembro de 1889, ao saudar a República com efusividade.
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segunda-feira, 1 de agosto de 2011
domingo, 31 de julho de 2011
A cidade outra
Conhecem outra cidade mais sem árvores?
Conhecem outra em as derrubam para o plantio de mudas?
Conhecem outra em que o meio ambiente é desconhecido por inteiro?
Conhecem outra em que o verde seja por raiva e não pela vegetação ou esperança?
Conhecem outra cidade nesta cidade outra?
sábado, 30 de julho de 2011
A igreja venceu
Primeiro governador do Maranhão após a proclamação da República, Pedro Augusto Tavares Júnior foi o que ficou menos tempo no cargo.
Tomou posse em 17 de dezembro de 1889 e se demitiu em 3 de janeiro de 1890.
Seu pecado: suspender o pagamento de côngruas (pensão para sustento de párocos) à igreja católica.
Preocupado com a repercussão negativa da questão na igreja – que detinha poder e prestígio –, o próprio Deodoro da Fonseca ordenou a nulidade o ato.
O governador considerou a atitude do marechal um ultraje.
Escreveu telegrama a Deodoro no qual comunicava a demissão, afirmando não ser aquela a República com a qual sonhara .
Tomou posse em 17 de dezembro de 1889 e se demitiu em 3 de janeiro de 1890.
Seu pecado: suspender o pagamento de côngruas (pensão para sustento de párocos) à igreja católica.
Preocupado com a repercussão negativa da questão na igreja – que detinha poder e prestígio –, o próprio Deodoro da Fonseca ordenou a nulidade o ato.
O governador considerou a atitude do marechal um ultraje.
Escreveu telegrama a Deodoro no qual comunicava a demissão, afirmando não ser aquela a República com a qual sonhara .
Papo nada refinado
“Não há a mínima hipótese da refinaria não ser executada”, diz diretor da Petrobras.”
Claro que foi.
E sem direito a obituário e missa de sétimo dia.
Não há de ser nada.
Os desatinos são a nossa energia.
Claro que foi.
E sem direito a obituário e missa de sétimo dia.
Não há de ser nada.
Os desatinos são a nossa energia.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Quase Espanha quase
“Espanha multa quem urinar em água ou em areia de praia”.
Banhistas que acham que todo tímpano é penico terão de pagar taxa de até três mil reais.
Estendessem a proibição a São Luís, a prefeitura encheria a burra num só final de semana.
Estendem não.
Lembram da operação Manzuá?
Era para livrar as praias de sons mais altos que as marés de sizígia.
Os promotores nada claudicantes ficaram mais sozinhos na empreitada que caranguejo sem pata.
Os colegas de promotoria o abandonaram na cruzada.
Preferiram quebrar caranguejos a ser quebrados por filhinhos e papais.
Papai paga, papai pode, papai f...
Nem aí
Explosões e roubos a caixas eletrônicos estontearam o Banco do Brasil.
Terminais danificados ou com defeito não são repostos ou enviados para conserto.
Um exemplo.
Há mais de um mês um caixa em supermercado da Cohama está com defeito e, até agora, nada.
Segundo funcionário do local, o banco não está aí pra cor da chita.
Terminais danificados ou com defeito não são repostos ou enviados para conserto.
Um exemplo.
Há mais de um mês um caixa em supermercado da Cohama está com defeito e, até agora, nada.
Segundo funcionário do local, o banco não está aí pra cor da chita.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
28
Zona do Baixo Meretrício, a ZBM.
Era ali pras bandas do Desterro.
Lugar chique, de homens de terno e gravata, de “madames” mais cortejadas que rainhas.
Nos cabarés, orquestras, danças de salão, exímios dançarinos, shows.
“Vou pra 28”.
Vou pra zona, vou putanhar.
Foi assim até os anos 50.
Com os anos 60 chegou o declínio, nada a lembrar o esplendor.
Conheci os restos, o que restou daquela gente.
A ZBM ainda resiste.
Há zoneiros zanzando por lá.
E o meretrício?
“O meretício de hoje está em todo lugar”, lembra-me o poeta José Chagas.
Era ali pras bandas do Desterro.
Lugar chique, de homens de terno e gravata, de “madames” mais cortejadas que rainhas.
Nos cabarés, orquestras, danças de salão, exímios dançarinos, shows.
“Vou pra 28”.
Vou pra zona, vou putanhar.
Foi assim até os anos 50.
Com os anos 60 chegou o declínio, nada a lembrar o esplendor.
Conheci os restos, o que restou daquela gente.
A ZBM ainda resiste.
Há zoneiros zanzando por lá.
E o meretrício?
“O meretício de hoje está em todo lugar”, lembra-me o poeta José Chagas.
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