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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Pancadão binacional

Pan do México já custa quase 10 vezes mais que o previsto.

O que deveria valer US$ 200 milhões já atinge US$ 1 bilhão.

Campeão dos superlativos, o Brasil vai sediar Copa do Mundo que, desde agora, arranca os restos de pele e osso do seu povo.

Imaginem o quanto custará o capricho de meia dúzia de políticos e empreiteiros?

Estrada sem fim

Ministério dos Transportes confirma cancelamento da duplicação da BR-135.

Ou seja:

Pelo menos até 2012 está garantido o festival de colisões, engarrafamentos e mortes em série na principal rodovia federal que corta o Maranhão.

Se pelo menos houvesse um estádio de futebol pelo caminho...

Poço dos desejos

Prefeitura anuncia construção de poço para acabar com falta d´água na Cidade Olímpica.

Poço dos desejos?

Certas notícias me encorajam a acreditar que São Luís vai mesmo completar quatrocentos anos.

À frente do mais inventivo conto de fadas.

A sombra da esfinge

A trajetória de vida de Steve Jobs – sinuosa, digamos assim – lança no ciberespaço o zelo rigoroso de qualquer papai e mamãe quanto ao futuro dos filhos.

Em suma: genialidade, sucesso e cinquenta e seis bilhões de dólares no banco são achados que o melhor calígrafo não consegue decifrar.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Renda extra

Os hospitais de São Luís lançam o FashionHosp 2012.

Fraldas descartáveis e produtos de higiene pessoal engrossam a lista de pedidos a quem vai ser internado para procedimento cirúrgico.

Depois do estacionamento pago, a qualquer hora colocam catraca e cobram a entrada aos apartamentos.

Sem direito à meia.

É, nem?

Vestibular é um mal da educação brasileira, diz Haddad.

Agora que deduraram o mordomo, e da qualidade da educação ninguém sabe, os crimes do ABC serão arquivados por falta de provas.

O tempo era assim

Nos antigos cinemas de São Luís, os vendedores de bombons expunham as guloseimas em caixa de madeira que ficava presa às grades de ferro que ladeavam os prédios por tira de tecido grosso.

Nenhum deles se atrevia a invadir o Éden, o Roxy, o Cine Passeio.

A invasão era dos bombons, chicletes e gomas de mascar que tínhamos sempre à mão para disfarçar os primeiros cigarros, quem sabe melhorar um beijo.
Chicles e gomas eram pragas tão mortais quanto as balas de Sartana e Ringo. Uma vez na roupa dava um trabalhão tirá-los, quando isso era possível.

Mata-borrão, talco, gelo, gomar o tecido pelo avesso. Estratagemas muitas, quase nenhum resultado.

A modernidade matou os cinemas e, tiro certeiro, também Sartana e Ringo. Chicles e gomas , duvido. Outro dia mesmo os vi colados às fardas de uma escola pública. Como na minha época, os alunos escondendo os fundilhos com o espichar das blusas pra fugir de gozação e surras.