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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Poema sujo


Digamos que Ferreira Gullar esteja certo e em São Luís tudo aconteça com cem anos de atraso.

Ao contrário do que dizem, nossa Macondo equinocial bate às portas do quinto centenário.

O que restou à cidadela?

Um castelo e um palácio em ruínas, ou o quinto dos infernos?

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Pegar ou largar


São Luís parou, literalmente, para acompanhar os detalhes da prisão do executor e mandantes do assassinato de Décio Sá.

Caso o jornalista e blogueiro ressuscitasse nesta quarta-feira, teria de aguardar na fila para ser entrevistado.

Ou isso ou o risco de penar no anonimato.

O executor


Impressiona o currículo do executor do jornalista Décio Sá.

24 anos e cinquenta óbitos confirmados, o homem é uma máquina desumana de matar.

Nem imagino o que menino assim maquinava quando queria matar aulas ou o tempo.

Lembraram o santo?

Esse calorão medonho a apoquentar São Luís não deve de ser carência de chuva, não.

Ou é fogo pra pandeirão ou agonia de moça caçando fuga do caritó.

Sabichonas, simpatias e promessas desaprenderam.

Bons tempos os que Santo Antônio amanhecia, emborcado, debaixo da cama das solteironas.

De dias assim, talvez só as santas lembrem.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Erro de cálculo

Doze municípios do Maranhão aparecem como recordistas em denúncias e casos de trabalho escravo, segundo o relatório “Conflitos no Campo - Brasil 2011”, elaborado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).

Os milhares de escravos do Bolsa Família e do Bolsa Escola, estranhamente, nem rastro no levantamento.

Ora essa!

Responda depressa.

Que tem maior pressa?

Os carros, a Via Expressa ou essa loucura que não cessa.

Em má companhia


Anil, Bacanga, Tibiri, Paciência, Maracanã, Calhau, Das Bicas, Pimenta, Coqueiro, Cachorros, Itapiracó, Iguaíba.

Lembra qual destes rios está vivo ou qual escapou de ser morto em nome do esgotamento ambiental?

Em caso de dúvida, consulte o obituário hídrico de São Luís.