Por pouco, esta semana, um candidato a prefeito não perde os raros votos por bola extraviada.
Durante movimentada pelada urbana, um dos jogadores deixou escapar bola em direção a uma das pistas da ponte Bandeira Tribuzi.
A dona da tarde escapou de atropelamento horrível. Mataram a xingamentos o imprudente motorista.
Pressionado pelos colegas, o rapaz superou carro de campanha e centena de buzinas, e trouxe em riso a fugitiva. Não houve veículo ou palavrão que o detivesse.
O episódio é diário em uma das áreas mais movimentadas de São Luís, e não recebe nenhum patrocínio de órgão esportivo.
Seja noite, seja dia, não há "atleta" na Camboa que não descambe pra lá.
O candidato? Sei lá! Deve ter mandado bola nova à apaixonada torcida.
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sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Tempo de mudanças
A secretaria estadual de Meio Ambiente anuncia mudança para Manhattan.
Por enquanto, não a ilha nova-iorquina, mas edifício no Calhau, um dos pontos chiques de São Luís.
Que bom que o órgão tenha superado acidentes de percurso com recursos naturais.
Houve um tempo por lá, juram, que licenças para postos de gasolina e atividades agropecuárias trocavam figurinhas pelo caminho.
Por enquanto, não a ilha nova-iorquina, mas edifício no Calhau, um dos pontos chiques de São Luís.
Que bom que o órgão tenha superado acidentes de percurso com recursos naturais.
Houve um tempo por lá, juram, que licenças para postos de gasolina e atividades agropecuárias trocavam figurinhas pelo caminho.
Naufrágio em ondas curtas
Um correligionário do Holanda Júnior explicava ontem:
O candidato a prefeito não ficou nervoso com microfone e radialistas que o entrevistaram. Apenas não estava preparado pra responder a perguntas que extrapolaram os arredores da Rua Grande.
O candidato a prefeito não ficou nervoso com microfone e radialistas que o entrevistaram. Apenas não estava preparado pra responder a perguntas que extrapolaram os arredores da Rua Grande.
O tamanho da frota
São Luís terá 300 mil veículos em setembro.
E olha que deixaram de fora os carros de bikelanche, de cachorro-quente, de pipoca, de picolé, de lixo, carroças, carrinhos de supermercado, os carros de som do Tadeu Palácio e o Moto Clube.
Pra conhecer o que o aguarda na condução da frota, ou o próximo prefeito aluga serviço de helicópteros ou vai passar quatro anos alugando a todos por carona.
E olha que deixaram de fora os carros de bikelanche, de cachorro-quente, de pipoca, de picolé, de lixo, carroças, carrinhos de supermercado, os carros de som do Tadeu Palácio e o Moto Clube.
Pra conhecer o que o aguarda na condução da frota, ou o próximo prefeito aluga serviço de helicópteros ou vai passar quatro anos alugando a todos por carona.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Olha o piseiro!
- Cuidado com o piseiro!
E onde pisa, advirto.
Piseiro é o chão lambregado por substância pegajosa; Deus te livre do escorregão.
O substantivo era corrente no Maranhão de antanho.
Coisa de interior, quando as palavras vinham do interior das coisas.
Limpar o meleiro? Água, pano de estopa e esfregão.
A modernidade esmagou o piseiro. A esta terra não deixe, não.
E onde pisa, advirto.
Piseiro é o chão lambregado por substância pegajosa; Deus te livre do escorregão.
O substantivo era corrente no Maranhão de antanho.
Coisa de interior, quando as palavras vinham do interior das coisas.
Limpar o meleiro? Água, pano de estopa e esfregão.
A modernidade esmagou o piseiro. A esta terra não deixe, não.
A ilha das promessas vãs
Nada – absolutamente nada – foi dito, comentado ou visto de novo nas campanhas para prefeito e vereador em São Luís.
Até os poucos protestos e supostas denúncias enveredaram por clichês. Repetitivos, antigos, somente toleráveis a quem fatura “algum” com a colheita eleitoral.
Projetos e mudanças? Só as traças saberão.
Qualquer esperança tola? Aos que esmolam esperas.
Qual cidade arrancaram do baú de viagem de La Touche?
Não, definitivamente não!
A “nobreza” francesa trouxe algo de mais interessante a mostrar a essa França Equinocial.
O mar levou a ambos e deixou São Luís em mar de histórias e de histórias sem mar.
Tantos candidatos, tantos quantos quatro séculos possam suportar.
Em meio a tantos artifícios, outra ilha, outro reviver dos martírios.
Até os poucos protestos e supostas denúncias enveredaram por clichês. Repetitivos, antigos, somente toleráveis a quem fatura “algum” com a colheita eleitoral.
Projetos e mudanças? Só as traças saberão.
Qualquer esperança tola? Aos que esmolam esperas.
Qual cidade arrancaram do baú de viagem de La Touche?
Não, definitivamente não!
A “nobreza” francesa trouxe algo de mais interessante a mostrar a essa França Equinocial.
O mar levou a ambos e deixou São Luís em mar de histórias e de histórias sem mar.
Tantos candidatos, tantos quantos quatro séculos possam suportar.
Em meio a tantos artifícios, outra ilha, outro reviver dos martírios.
Ponte negra em palácio azul
Tadeu Palácio decidiu agitar de vez a campanha a prefeito.
Valendo-se dos ventos da Baía de São Marcos, abandonou o vermelho e mandou embandeirar em azul a ponte do São Francisco, com destaque para o nome e número de campanha: Tadeu, 11.
A arrumação ficou incompleta.
Metade dá bandeira; a outra metade, não.
No cair da noite descobriram, tarde demais: não há bandeira azul a resistir ao céu negro da ilha.
“O Palácio esqueceu de mandar ligar luz própria”, comentavam nos arredores da ponte.
Valendo-se dos ventos da Baía de São Marcos, abandonou o vermelho e mandou embandeirar em azul a ponte do São Francisco, com destaque para o nome e número de campanha: Tadeu, 11.
A arrumação ficou incompleta.
Metade dá bandeira; a outra metade, não.
No cair da noite descobriram, tarde demais: não há bandeira azul a resistir ao céu negro da ilha.
“O Palácio esqueceu de mandar ligar luz própria”, comentavam nos arredores da ponte.
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