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domingo, 21 de outubro de 2012

Novos capitalistas

Os banqueiros internacionais estão interessadíssimos em nova e promissora carteira de clientes no Brasil.

De Norte a Sul, não há quem entenda melhor do sistema financeiro hoje que os moradores de rua.

Difícil encontrar uma agência onde não durmam à porta, saibam horários, procedimentos, melhores fundos de investimento e garantam vigilância 24 horas contra roubos. E tudo isso em troca de esmolas ocasionais e xixizinho nos acessos.

É questão de dias. Bancários e seguranças privados estão com dias contados.

sábado, 20 de outubro de 2012

Aprendendo com o caos

Ganhe ou perca segunda chance no La Ravardière, João Castelo tem gestão marcada por verdadeiro fenômeno.

Há menos de dois anos São Luís em peso gritava Caostelo, em protesto que se espalhou por imprensa, carros e redes sociais. São Luís dos Buracos, ouvia-se em cada canto.  

Umas pinceladas de asfalto pela cidade, e o caos desapareceu rápido.

Castelo não faz má administração. Dois pecados? Falta de mídia forte e descuido sistemático com o trânsito.

A uma semana do segundo turno, o prefeito-candidato segue à caça de Holanda Júnior. A diferença de 20 pontos caiu para 10.

Quem ganha a disputa?

Sei lá, mas tomará que São Luís não perca. E muito.

Urnas no escuro

Castelo e Holanda Júnior respiram parcialmente aliviados.

Descobriram que grande número de eleitores indecisos quanto à escolha do novo prefeito de São Luís era motivada pela ansiedade da descoberta do assassino do vilão Max, de Avenida Brasil.

Curiosidade satisfeita, agora preocupa aos dois a escuridão da Via Expressa.

Lanterna à mão, o prefeito-candidato nega expressamente um blecaute na campanha.



Alerta eleitoral

Aviso aos navegantes:

Segunda-feira, 22, é Dia do Comerciário, e não do comércio de votos.

Aliás, o 30 de outubro parece que foi vendido a retalho.

Nada a ver com política e políticos, portanto.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O dia em volante fanho

- Viu, viu, viu aí o que ele ia fazer? Pensa que apavoro, pensa?

Disse isso e virou o rosto, os olhos cerrados, a cabeça quase deixando o carro.

- É garotão, é garotão! Sei pela música, música de garoto. Pensa que se bater perco dia? Perco não, mas ele perde o carro. Que é que o senhor acha?

- Desculpe, não vi direito... – tentei, sem querer insistir no papo, agradecido aos céus pelo fim da corrida. 

- Não viu, não viu? Tava tudo ali pra qualquer ver... Ei, ei, não tem nota menor, não?

Motorista fanho e com estresse do trânsito. Lembrarei na próxima vez que entrar num táxi.

- Ei, ei, não vai esquecer o paletó, tá?





A cor da riqueza

João Carlos Cavalcanti.

O nome sacoleja com força incomum o negócio mineral.

Perito em descobrir jazidas gigantes, o geólogo baiano contudo recorre a método sem nenhum cientificidade para chegar a patrimônio que supera R$ 2 bilhões: as conversas com o mundo espiritual. Ele dá outra versão para o sucesso: trabalho.

Contam que acorda diariamente às 3h da manhã e logo entra em contato com entidades cósmicas, que seriam de fato quem lhe revelam as riquezas.

Crendice ou não, o ex-sócio de Eike Batista – e que hoje processa o antigo parceiro – é citado como um dos bilionários do país, ao lado do próprio Eike.

Em abril, uma das empresas de Cavalcanti anunciou ter encontrado na Bahia depósito com 28 milhões de toneladas de neodímio – mineral raro e com largo emprego na alta tecnologia.

O neodímio nacional – ou melhor, de Cavalcanti – só encontra teor de pureza e quantidade idêntica na China.

Crendice ou não, o descobridor de minerais há anos se veste inteiramente de preto.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Trocando as bolas

O casal ao meu lado no avião leva papo apimentadinho.

Assuntos de sexo vão e ficam, e tento não ouvir a conversa alheia. Impossível, diante das “juras” e “amorecos” a cada momento.

Para comemorar o primeiro ano de casamento, lua-de-mel no Rio, contam-me. Covardia!

Quase metade do voo e a noivinha mostra ao marido uma revista feminina.

O que ela quer que ele veja, e leia, é um artigo sobre os encantos do pompoarismo.

O homem não parece muito entusiasmado com o convite, mas cede aos rosnados da sedutora.

O restante da história. Sei não. Despedimos-nos no aeroporto.

Pobre noivo. Nem imagino o que vai ser a vida do coitado se a novinha troca as bolas e decide investir no novo negócio.