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domingo, 28 de outubro de 2012

João do Rio

“Nas sociedades organizadas interessam apenas: a gente de cima e a canalha. Porque são imprevistos e se parecem pela coragem dos recursos e a ausência de escrúpulos”.

Sacada genial de Godofredo de Alencar, um dos muitos pseudônimos de João do Rio, jornalista e intelectual que escandalizou o Rio de Janeiro do início do século XX.

Seu nome de batismo: João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto. O Paulo Barreto aparece em vários escritos.

Foi o primeiro jornalista a escrever em jornais sobre a dura realidade dos morros cariocas.

Era useiro e vezeiro dos lugares estranhos e nada recomendáveis, segundo visão da época.

Vestia-se com refinamento e ostentação, não importa onde estivesse. Nesse quesito, era um "dândi de salão", diziam.

Trouxe também aos leitores, em crônicas imperdíveis, os rituais de macumba e toda sorte de gente socialmente excluída.

Muito moreno (quase negro), homossexual e culto (traduziu Ibsen e Oscar Wilde), João do Rio era sucesso de público.

Tanto sucesso o levou a colecionar uma multidão de inimigos e críticos vorazes, o maior deles Humberto de Campos.

A inimizade estrangulou de vez com a eleição do escritor maranhense para a Academia Brasileira de Letras. O episódio serviu de pretexto para que João do Rio se afastasse em definitivo da ABL.

No círculo de amigos íntimos, nada menos que a americana Isadora Duncan – virtuose da dança.

João do Rio morreu em 1921, aos 39 anos.

Clique aqui para ler crônicas de João do Rio


sábado, 27 de outubro de 2012

Foi o vento

Ninguém a conhecia.

Uns dias sorridente e conversadeira, outros de azedume sem igual.

“Ficou assim desde que pegou um vento em São Paulo”, contou a irmã.

Por mais perguntássem, jamais souberam do tal vento.

Troço assim não passe por aqui.


Pescarias e pecadores

O “debate” de ontem à noite – o segundo em uma semana – mostrou o que qualquer cidadão sensato sabe.
 
Castelo e Holanda Júnior buscam o confronto verbal por motivo comum: a falta de propostas ou projetos para São Luís.
 
Os raros lampejos pareceram retirados da cartilha eleitoral de cada comitê.
 
Tirassem câmera e microfone, um convidaria o outro para chopinho na Litorânea e boas risadas.
 
Acompanhamento? Isca de eleitor.
 

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Sortudo

Familiares e amigos do ministro Edison Lobão respiraram aliviados.

Devido à forte medicação, o titular de Minas e Energia “apagou” antes da contenda Castelo x Holanda Júnior e do blecaute nordestino.

A gosto do freguês

Entreouvido na Praça João Lisboa, hoje pela manhã:

A luta Castelo x Holanda Júnior conseguiu por frente a frente a surdez contra a insensatez.



Combate Mortal 2

Lutadores de MMA soltaram os cachorros ao ser informados que a TV Mirante (afiliada da Globo) não conseguiu convencer Galvão Bueno a narrar a luta de hoje dos candidatos a prefeito de São Luís.

Ao saber do combate na “Jamaica Brasileira”, Galvão teria confidenciado a amigos ter medo que atirassem contra ele mais que pedras de responsa.



Combate mortal

O ministério de Minas e Energia desconfia. O “apagão” que atingiu esta madrugada o Nordeste, Tocantins e Pará – e supostamente partiu do Maranhão – tem tudo a ver com o pugilato verbal dos candidatos a prefeito de São Luís.

Mal Holanda Júnior e João Castelo recuaram as metralhadoras giratórias, grande parte do país entrou no escuro, e de lá só saiu horas mais tarde.

Precavido, o ludovicense não quer saber de surpresas no debate de hoje.

Desde as primeiras luzes da manhã tem sido intensa a procura por velas e lamparinas na cidade.

Católicos e evangélicos pediram ajuda à Cemar para iluminar os caminhos dos dois candidatos.

A empresa energética disse não poder garantir nada além do estacionamento da emissora.