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domingo, 3 de março de 2013

Pernas, pra que te quero


Merece prêmio olímpico dobrado quem conseguiu recolocar o forro e desinterditar o Rio Anil Shopping em uma só pernada. 

Em comparação aos velocistas daqui, Usain Bolt é só uma promessa. 

Leram a nota de esclarecimento do shopping?

Tudo não passou de um acontecimento pontual.

De ponto em ponto, um campeonato.

Dívida de silêncios


A Rádio Educadora do Maranhão – emissora da Arquidiocese de São Luís – será vendida à Arquidiocese de São Paulo por R$ 3 milhões. 

A rádio, que foi ao ar a 12 de junho de 1966 – quatro anos após o golpe militar de 1964 –, está imersa em dívidas astronômicas. 

Calcula-se que apenas os débitos trabalhistas girem em torno de R$ 2 milhões. 

A Educadora já foi a maior referência da radiofonia maranhense dentro e fora do país. Seu potente sinal chegava forte e claro às Guianas e Caribe. 

Há anos a rádio padece com más gestões. Membros da Igreja, em conluio com dirigentes civis, teriam provocado sérios desvios de recursos na empresa, comenta-se na imprensa. 

Sabe há quanto tempo a Educadora não paga seus funcionários? 

Quatorze meses. 

O “jabá” rola solto no Apicum. E por bom motivo.

sábado, 2 de março de 2013

Teria vindo do Ness?

A revitalização da Lagoa da Jansen inclui maquiagem e banho de loja na “serpente” ali construída em homenagem às lendas de São Luís?

Bicho mais feio, só os esgotos in natura que perfumam o ponto turístico.

A criatura daqui não é parente do monstro do Lago Ness, é?

Uma semana em recaída

O desabamento do forro do Rio Anil Shopping salvou a semana.

Não fosse isso, São Luís poderia ter caído em sono profundo e só acordar às vésperas da Semana Santa.

Até o número de mortos foi idêntico ao da semana passada, contou?

Os políticos lembrados pela mídia, também.

Não vimos chuva forte; não vimos o prefeito encharcado. 

Ah, o governo diz ter iniciado a revitalização da Lagoa da Jansen.

Viu? Caímos definitivamente no ostracismo.

No brejo da sapiência

Rio Anil Shopping é interditado após desabamento de forro.

Já pensaram o Corpo de Bombeiros e o Ministério Público a adotarem idêntico zelo pelos desmandos que a Caema provoca em São Luís?

Aliás, a companhia de águas e esgotos do governo do Estado redescobriu canhão e bucha esta semana.

É o consumidor o culpado pelo mau uso e estrangulamento do sistema de esgotamento da capital.

Eles, os pobres “sapos”, só transformaram a ilha em sanitário público.

Eu fui boy

Viajei esta semana a Brasília em poltrona ao lado de Kid Vinil, lembram dele e de "Eu sou boy"?

Ainda o visual extravagante, mas um senhor comportadíssimo em trajes multicoloridos.

Creio ter sido o único a reconhecê-lo.

A passagem da fama deve ser algo bem pior que ser passageiro nessas companhias aéreas.

A economia em marcha

A exigência de reconhecimento de firma a documentos a quem vai aderir ao Plano Geral de Carreiras e Cargos dos Servidores do Poder Executivo do Maranhão (PGCE) faz a festa dos cartórios.

Só em São Luís há mais de 10 mil servidores nessa situação, calculam.

Na quinta-feira à tarde, a fila à porta de serventia à Rua do Sol sombreava o quarteirão.

Não é nada, não é nada, cada “carimbada” vale seis reais.

O Estado ainda produz 120 mil contracheques?

Multiplique aí. A minha calculadora mental endoidou.