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terça-feira, 5 de março de 2013

A segunda morte



O esquecimento aflora abismo ainda pior que a morte. 

Em março de 2008 – há exatos cinco anos, portanto – o presidente Hugo Chávez esteve no Maranhão a convite do então governador Jackson Lago. 

Jamais deixaram o papel as parcerias firmadas por ambos. 

Ambos mortos, ambos já entregues a um passado que os bate-palmas daqui esqueceram no aeroporto.

Procurei na internet lágrima ou lamento virtual de algum maranhense pela morte de Chávez.

Nada!

Exceto por poucas fotos, nada ficou dos dois.

Mude também seu perfil



Esse perfil que a prefeitura diz ter mudado em sessenta dias não foi o da página de São Luís no Facebook, foi? 

Sem querer perguntar demais, e a perguntar de menos: 
 
E as mudanças e conquistas que dizem ter ocorrido? Vieram antes ou depois do dilúvio da Quarta-Feira de Cinzas?

E você? Já mudou o seu perfil ou vai esperar pelo próximo aguaceiro?

segunda-feira, 4 de março de 2013

Bando da lua



Kid Vinil, Vinny, Pholhas, The Fevers, Ritchie.

Não se surpreenda!

A onda retrô é tão forte em São Luís que, a qualquer hora, a própria Carmen Miranda pisa em tamancos o aeroportinho do Tirirical.

E que tal o Noel Rosa?

domingo, 3 de março de 2013

Pense grande


Vem confusão grossa pela frente. 

Caso saia mesmo essa tal de requalificação urbanística da Rua Grande, onde o pessoal do Patrimônio Histórico pensa recolocar centenas de ambulantes que dominam a via? 

Nas lojas Marisa ou C&A?

Que droga!


Crack foi o segundo entorpecente mais apreendido em São Luís. 

A maconha deveria puxar o pódio, mas alguém lembra: a cidade anda uma droga só

Para tentar escapar, só recorrendo a outro tráfico – o de influência.

Pernas, pra que te quero


Merece prêmio olímpico dobrado quem conseguiu recolocar o forro e desinterditar o Rio Anil Shopping em uma só pernada. 

Em comparação aos velocistas daqui, Usain Bolt é só uma promessa. 

Leram a nota de esclarecimento do shopping?

Tudo não passou de um acontecimento pontual.

De ponto em ponto, um campeonato.

Dívida de silêncios


A Rádio Educadora do Maranhão – emissora da Arquidiocese de São Luís – será vendida à Arquidiocese de São Paulo por R$ 3 milhões. 

A rádio, que foi ao ar a 12 de junho de 1966 – quatro anos após o golpe militar de 1964 –, está imersa em dívidas astronômicas. 

Calcula-se que apenas os débitos trabalhistas girem em torno de R$ 2 milhões. 

A Educadora já foi a maior referência da radiofonia maranhense dentro e fora do país. Seu potente sinal chegava forte e claro às Guianas e Caribe. 

Há anos a rádio padece com más gestões. Membros da Igreja, em conluio com dirigentes civis, teriam provocado sérios desvios de recursos na empresa, comenta-se na imprensa. 

Sabe há quanto tempo a Educadora não paga seus funcionários? 

Quatorze meses. 

O “jabá” rola solto no Apicum. E por bom motivo.