O Diário Oficial da União de 4 de março lista 469
municípios que tiveram suspensas as transferências de incentivos financeiros da
Saúde.
Nada demais, caso 67 cidades não ficassem no Maranhão.
Em várias, as irregularidades parecem maior que a área
territorial e população, somadas.
Consulte de Alcântara a Zé Doca e saiba por que o
governo federal conhece o coma maranhense melhor que os nossos médicos.
Depois do roubo de hidrantes, hidrômetros, tampas de
bueiros e fios elétricos, só falta quem dê sumiço nas imensas caixas d´água com
as quais a Caema preenche a paisagem urbana de São Luís.
A maioria delas, ouvi dizer, é tal e qual árvore de
Natal: só enfeite.
E de gigante mau gosto, acrescento.
Maranhão teve 3.302 casos de hanseníase em 2012,
segundo números oficiais da Secretaria de Saúde do Estado.
Hanseníase é um eufemismo que o Brasil adotou há
décadas para mascarar milhares de casos de lepra.
Sabe qual a origem da doença?
Falta de saneamento e de saúde pública, subdesenvolvimento.
Em 2002,
a Organização Mundial da Saúde (OMS) listava o Brasil,
Madagáscar, Moçambique, Tanzânia e Nepal como focos de 90% dos casos.
Não se avexe não.
Neste estado, tudo anda meio leprético ultimamente, notou?
Santa Luzia do Paruá é a cidade mais violenta do
Maranhão.
Conhecesse São Luís a santa saberia: estamos mais
próximos do Inferno de Dante que Bento XVI da aposentadoria; e ela, da
sacristia.
E o quê tanto matam no Paruá que o santo daqui não
possa contar e perdoar?
Aulas, tempo ou quem muito fica a espiar?
Maranhão aparece como o segundo estado em número de
mortes por arma de fogo no país.
Somadas as mortes por armas brancas, trânsito, fome,
desnutrição, drogas e parto, somos o primeiro lugar disparado no país.
E olha que nem acresci os mortos de vergonha e
curiosidade.
Ingressos para
jogo de Zico e amigos a R$ 30 e R$ 40.
Em São Luís?
Vou esperar uma
década e os 70 anos do homenageado, e ver se abaixaram a crista do “galo”.
R$ 30 e R$ 40?
Imagine se a
pelada fosse contra os inimigos do Flamengo.
Li neste sábado
em jornal que o Maranhão vai receber R$ 337 milhões com os royalties do
petróleo – quase R$ 100 milhões a mais do que citei aqui, ontem.
Devagar com a
notícia, para não se engasgar com o entusiasmo.
Onde já não
plantavam nem milho e feijão, agora, nem bananeira.