Acho fantástico o anúncio de licitação de novas
linhas de transporte coletivo para São Luís.
Até que abram as propostas, e nos acostumemos ao
serviço, seria oportuno informarem onde esses ônibus irão rodar.
Do jeito que vai o trânsito na capital, para que algo
entre em via expressa são necessários dois abandonos nas vias crucis.
Você não está na contramão do nosso progresso, está?
A demanda é tamanha, que a igreja católica estuda
mandar celebrar missas extras para atender centenas de prefeitos do Maranhão
que querem entregar o sucesso da gestão a São José de Ribamar, o homenageado de
19 de março.
As chaves do cofre estão fora de cogitação.
Fosse viver do dízimo das promessas eleitoreiras, o
santo teria optado há décadas, unicamente, pelas bênçãos dos carros novos.
Não se sabe de condutor a reclamar, até hoje, do
volume de água benta atirada à lataria.
Prefeitos e candidatos, por seu turno, choram por mundos e fundos que nunca esvaziam.
Lembra do antigo prédio do BEM, na Rua do Egito,
comprado pelo prefeito anterior para receber o futuro Centro Administrativo de
São Luís?
A reforma do local ou está bem atrasada, ou bem
esquecida.
Até hoje tentam entender como
instalar centro desse porte em área onde há décadas não cabe nem mosquito.
Há assessores na prefeitura a pagarem promessa para
que volte a chover logo em
São Luís.
Tal e qual Cristo, o prefeito apresenta melhor desempenho
quando caminha sobre as águas e dispensa o guarda-chuva, pensam.
O pior é que podem ter razão!
O Diário Oficial da União de 4 de março lista 469
municípios que tiveram suspensas as transferências de incentivos financeiros da
Saúde.
Nada demais, caso 67 cidades não ficassem no Maranhão.
Em várias, as irregularidades parecem maior que a área
territorial e população, somadas.
Consulte de Alcântara a Zé Doca e saiba por que o
governo federal conhece o coma maranhense melhor que os nossos médicos.
Depois do roubo de hidrantes, hidrômetros, tampas de
bueiros e fios elétricos, só falta quem dê sumiço nas imensas caixas d´água com
as quais a Caema preenche a paisagem urbana de São Luís.
A maioria delas, ouvi dizer, é tal e qual árvore de
Natal: só enfeite.
E de gigante mau gosto, acrescento.
Maranhão teve 3.302 casos de hanseníase em 2012,
segundo números oficiais da Secretaria de Saúde do Estado.
Hanseníase é um eufemismo que o Brasil adotou há
décadas para mascarar milhares de casos de lepra.
Sabe qual a origem da doença?
Falta de saneamento e de saúde pública, subdesenvolvimento.
Em 2002,
a Organização Mundial da Saúde (OMS) listava o Brasil,
Madagáscar, Moçambique, Tanzânia e Nepal como focos de 90% dos casos.
Não se avexe não.
Neste estado, tudo anda meio leprético ultimamente, notou?