Não passou de boato o mal-estar estar de Fábio Jr. e sua suposta
internação em hospital de São Luís.
Ao contrário do que foi ventilado, o cantor não passou mal ao saber que
iria se apresentar em lagoa fétida e assombrada por serpente nada romântica.
Cuidado ao abrir a caixa d´água de casa ou do condomínio.
A exemplo do que ocorre em Pedrinhas, ali você pode encontrar um preso ou
um pavilhão penitenciário.
As autoridades não informaram se o tal detento aquático utilizava o
“apertamento” como dormitório, banheiro particular ou para a prática de
mergulho.
Só por curiosidade?
Quem fornece a água consumida em Pedrinhas?
A Caema ou alguma bexiga livre?
Se por causas nobres ou não, isso é outra conversa, mas impressiona a
disposição diária do ludovicense em doar o próprio sangue, e dos amigos e
desafetos, a esta cidade.
Maio começa com oito assassinatos, ou 48 litros de plasma
atirados às ruas em 48 horas.
Nem em tempos de guerra, reconheça-se, entregamos
tantas vidas à história.
Se 80% dos 98 assassinatos ocorridos em São Luís, em abril,
tiveram ligação com o tráfico de drogas – segundo informa a polícia –, é
esperar que as mortes de maio não sejam atribuídas a mães e noivas, e ao seu eterno tráfico de influências.
Dois carros capotaram hoje em pontos distintos de São Luís.
O fato passaria despercebido não fosse a lembrança recente de uma
motorista a lançar seu carro na Beira-Mar.
Desde então o ludovicense não para de buscar soluções radicais a trânsito que
os órgãos especializados conhecem a fundo, em teoria, mas jamais reconhecem na
prática.
Passaram em branco, no 1º de maio, os 31 anos do estádio Castelão.
Bolo e parabéns foram suspensos para não lembrar o colosso erguido pelo
ex-governador João Castelo, ou para esquecer o que ainda chamam de futebol por
aqui?
O número de assassinatos em
São Luís caiu. No gosto da imprensa.
Não há um só veículo de mídia na capital que não invista no segmento.
E para satisfazer o público hematófago, não há detalhe dos crimes que
deixem escapar – o número de facadas ou tiros, a roupa do defunto, a qualidade
do caixão.
Sei de profissionais hoje expertises no novo negócio, e que faturam grana
extra com assessoria à família do morto.
Dependendo de quanto estejam dispostos a gastar, internet banda larga ou
réplica do bar preferido estarão ao alcance do falecido.
É, pelo visto jaz debaixo de sete palmos a São Luís
onde morriam por tédio ou por falta de remédio.