Os patrões querem reajuste das tarifas. Os empregados, dos salários do medo.
"Sem acordo", ambos ameaçam paralisar o sistema de transporte coletivo de São Luís.
O truque é ruim e tão antigo quanto a frota.
Quer as passagens aumentem ou não, os ônibus continuarão poucos e cacarecos.
Prepare-se. Mais uma vez você vai bancar sozinho a gula dos pidões.
Já soube de greve de patrões e empregados por melhorias no transporte público?
A Secretaria de Combate à Pobreza criada pelo governo do Estado não foi engolida por algo pior do que o monstro a que veio combater, foi?
Sabe o que é Fumacop?
É o tal Fundo Maranhense de Combate à Pobreza.
Pobreza de fundos ou de boas ideias?
Caso o lixo de São Luís seja expulso da cidade até 2014 – conforme anúncio oficial –, as milhares de famílias que “garimpam” diariamente no Aterro da Ribeira terão incentivo na mudança para Rosário ou devem esperar a andança da refinaria?
Apenas curiosidade.
Serão os urubus de lá mais famintos que os de cá?
Ao ser informados da operação tapa-buracos deflagrada em vários pontos de São Luís, os “senadores” da Praça João Lisboa tocaram em questão capital:
- Isso aí é obra ou sobra do milagre?
O volume extraordinário de esgotos estourados em São Luís provoca inesgotável repertório de perguntas imundas.
Quer ouvir uma?
Afinal, o ludovicense anda por aí de nariz empinado e entupido, ou cabisbaixo para tentar adivinhar pedacinho de solo ainda possível?
E no desespero do subir
das águas dessa quinta-feira, os náufragos oraram em vão por fuga rápida da Avenida
Beira-Mar.
E viram que a cidade
afundava, indiferente às rezas e súplicas.
E houve quem no último
suspiro visse São Luís a submergir em drama sem história e sem glória.
São Luís retornara morta ao mar de onde viera para semear vida.
Verdade seja dita.
Basta qualquer chuva
intensa sobre São Luís para que o ludovicense se aproxime da bíblia e queira saber
em detalhes como Noé e a arca foram salvos do dilúvio.
Do trânsito, basta avançar
os sinais, descobriu.
E nem foi preciso interpretar
o Apocalipse.