A
descoberta de uma barata na comida de restaurante é prova inequívoca: São Luís sai
na dianteira da ONU quanto à ingestão regular de insetos para matança da fome
mundial.
O
nosso ortóptero spoletensis, nesse caso, veio a conhecimento público por obra e
graça de criança de nove anos.
Com
tantos come-em-pé e lixeiros por aqui, nem ouso imaginar o que mais a miopia de adultos
e da vigilância sanitária deixa passar.
Pelo considerável
volume de contratos de prefeituras com postos de combustíveis, ou a economia
maranhense engata, enfim, uma terceira, ou despenca de ré na próxima ribanceira.
A dica de
pesca é de quem conhece marés e igarapés da Câmara de São Luís.
Caso insistam
com a tal CPI do Bom Peixe, os vereadores vão perder olfato e paladar, o melhor
da pescaria, e como transformam sardinha em lata em pizza enlatada.
Só por
curiosidade.
A comissão
parlamentar é para investigar desmandos da gestão castelista ou perder a pista do
inquilino holandês?
“A partir desta quinta-feira fica proibido o acesso às praias da capital”, estampam os jornais.
Certas notícias levam qualquer um a crer em conspiração internacional contra São Luís.
Ocas em lucidez e dados, a nota impõe veto definitivo a uma das raras opções de lazer na ilha.
O que está proibido, ou deveria, é o tráfego de veículos na faixa de areia – aporte inédito e decisivo do ludovicense ao incremento da indústria do turismo no país.
Os moradores praianos ficam livres da medida.
Azar nosso, os preços em bares e restaurantes, também.
Pelo
volume de carros que deixou São Luís, esta semana, rumo a feriadão de Corpus
Christi no interior, deu para perceber:
Aos
motoristas parece tarefa mais fácil enfrentar, no corpo a corpo, os gargalos do
Estreito dos Mosquitos, que se metamorfosear de mosquito para ludibriar o
trânsito da Avenida dos Holandeses ou as tropas holandesas e seu arsenal inesgotável de multas.
Além
de tentar levantar com o pé direito e, se possível, contornar malfeitos e
defeitos, o quê faz um prefeito eleito de cidade que juram não ter mais jeito?
Estão
em atraso as notícias sobre a falta de balneabilidade nas praias de São Luís ou
sobre a escassez de turistas na cidade?
Visto
que o primeiro assunto é sempre muito sujo, tentemos o outro.
Não
fosse o labor itinerante de nossas autoridades, a pasta governamental já teria aderido
ao Tour do Dino há meses, dizem.
No
Maranhão é assim.
De
tempos em tempos, damos um tempo a tudo que nos exija muito tempo.