A ascensão do prefeito Gil
Cutrim a presidente da Federação dos Municípios (Famem) aparece como indicativo
claro da chapa governamental que deve encarar o “fenômeno” Flávio Dino e a
sucessão da governadora Roseana Sarney em 2014.
Gil Cutrim já foi vice de Luís
Fernando Silva em São José de Ribamar, onde ambos foram aclamados por boa
gestão.
Secretário roseanista em duas
pastas estratégicas (Casa Civil e Infraestrutura), Luís Fernando é o “queridinho”
dos Leões.
O governo investe mídia formidável
na tentativa de popular ao máximo o futuro candidato.
Luís Fernando é hoje quem lista os
convidados, sopra os balões, corta o bolo e abre os presentes.
A porta dos fundos está aberta
a quem não gostar da festa.
Pelo que se vê, a sempre possível
candidatura do ministro Edison Lobão não energizou o palácio.
Um dos ícones da Igreja na luta contra a ditadura no Brasil, Dom Pedro Casaldáliga pediu ao governo de Mato Grosso que retirasse seu nome do prêmio de jornalismo organizado pela Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae/MT).
O pedido do bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia (MT) tem como motivo a nomeação de Janete Riva como titular da Secretaria de Cultura daquele estado.
Riva, desde julho de 2012, entrou na “lista suja” de trabalho escravo do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Casaldáliga não está só no protesto.
O presidente do Fórum de Direitos Humanos e da Terra de Mato Grosso (FDHT/MT) repudiou a indicação de Janete Riva e pediu exoneração do cargo.
Pedro Casaldáliga recebeu da Coetrae, em fevereiro, homenagem por sua atuação em defesa dos direitos humanos e no combate à escravidão contemporânea. Ao receber a placa, o bispo a dedicou aos escravizados.
Polícia Civil vai retirar limpadores de para-brisa dos semáforos.
Cuidado!
Com a absoluta falta de espaço em São Luís, é possível que pensem pendurá-los em seu carro.
E se é para “limpar” a paisagem, há em vista alguma operação para limpar a cidade de tantos veículos, tanto lixo?
Vamos devagar com os exageros!
Caso metade dos prefeitos
maranhenses siga o exemplo heroico de Coroatá – onde a chefe do executivo municipal
cortou 50% do próprio salário em razão do caixa zero –, o Estado vai chegar ao
final do ano com sério déficit em sua economia.
E logo agora que fazíamos planos e mais planos para
o empréstimo governamental de R$ 1,5 bilhão.
Os eleitores do deputado
Chiquinho Escórcio (PMDB-MA) estão proibidos de morrer. Pelo menos, mesmo por
ordem superior.
Com o corte do 14º e 15º
salários pagos pela Câmara Federal, o parlamentar fica impossibilitado de
fornecer caixões e enterros a quem já estava com um pé fora dessa vida.
Pois que fiquem quietos ou retornem.
O deputado também suspendeu passagens
e viagens após o duro golpe na gordura salarial.
Caso avancem no 13º, teme-se um
cala-boca na voz das urnas.
Diz quem conhece as entranhas
do Poder:
Caso os poderes tivessem
redução generalizada de salários, ou eles fossem extintos, ainda assim seria
interminável a fila dos que dariam um reino e um cavalo para entrar nesse “sofrer”.
Há pelos ares o prenúncio
de um grande 2013 para o Maranhão e todos os maranhenses paridos ou não nesta
terra.
Afinal, quantos estados
podem dizer por aí ter bala na agulha para pedir e confirmar um empréstimo de
R$ 1,5 bilhão, e logo no início do ano?
Com um dinheirão desses é
legítimo afirmar: teremos São João e Natal gordos, e “magérrimo” foi apenas o
Carnaval de passarela que São Luís não pode patrocinar porque não tinha um
empréstimo à mão.
Aliás, a cor desse dinheiro
deve perturbar o sono de vivos e fantasmas que povoam o La Ravardière.
A partir de agora, a Europa
nos olhará com respeito; entraremos no exclusivo Facebook do Obama.
Pense na dinheirama e visualize
estradas ladrilhadas com pedrinhas de brilhantes, doentes tratados a brioche e pão
de ló, praias e esgotos limpos como cofres municipais.
Temos dez prêmios da virada
e, portanto, não é hora de contas ninharias.
Pagaremos a conta, é
evidente, mas pense positivo.
A menos que seja podre de
rico, ninguém sorri ou faz festa sem boa cota de sacrifícios e artifícios.