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sábado, 13 de abril de 2013

O projeto Glutenberg



O projeto de vereador ludovicense que dispensa o uso da catraca a passageiros acima do peso, no transporte coletivo, é sério desestímulo a quem sua um bocado para perder aqueles quilos a mais, ou bom incentivo a quem carrega armas para assaltar ônibus?

O vibrante tema chegou à praça de alimentação do Mercado Central. Por pouco, não engasga as rodas de mocotó e farinha d´água. 

Os Vigilantes do Peso prometem balançar sua bancada na Câmara, e dedurar quem afrouxa o cinto a cada semana.

Nenhum alvo está a salvo



Essa tal de força-tarefa contra a violência é modismo pra lá de esquisito.

São Luís só sabe que o troço existe quando vira notícia. E quando destaque, ninguém mais sabe quem ficou ou quem foi embora.

Pelo que se lê na imprensa, o pessoal do lado daqui põe força danada pra acertar.

O outro lado, não importa o ângulo, acerta a tudo e todos, e sem fazer força.

O ouvir dos gritos



"O que é demais nunca é o bastante / E a primeira vez é sempre a última chance."  

Não se sabe bem porque, mas os versos acima passaram a frequentar a sessão de hits favoritos dos executivos estadual e municipal.  

A eles, difícil é saber quem vai de Renato Russo ou o quê vai ruço de tanto que ouvem e não esquecem os gritos. 

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Parou, multou



Prefeitura e Governo do Estado andam na contramão até nos assuntos de trânsito em São Luís. 

Enquanto o governo solta rojões por cada veículo emplacado, a prefeitura escancara talonário de multas a cada veículo que entenda em local proibido. 

E com tamanha voracidade se atira a elas que ao ludovicense não resta outra impressão: o município quer recuperar rapidamente os R$ 5 milhões em multas perdidos por “distração” do ente público.

Locais abertos a estacionamento não têm sinal verde no momento, percebe no bolso o motorista desatento.

O Caolho em caos



Nova temporada de milagres chega a São Luís. 

O exemplo mais recente vem do Caolho, onde os moradores andam com os dois olhos bem abertos, exceto aqueles que desejam conhecer a fundo a profusão de buracos da área nobre da capital. 

É válido, portanto, o ditado: 

“Em terra de caolho, mais valem dois olhos que a tudo veem, que um tombo fenomenal no olho da rua”.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

O cardápio do dia



Tem nome e cheiro estranhíssimos essa CPI instalada pela Câmara para investigar vícios em contrato de fornecimento de pescado a São Luís.

A coisa é chamada “CPI do Bom Peixe”.

Ora, se o peixe da gestão anterior fede tão mal quanto dizem os nossos vereadores, melhor não seria mandá-lo logo ao lixo, antes que algum desavisado estrague o apetite do colega?

No troar das bombardas



A gente quer acreditar em São Luís, mas após cem dias fica mais fácil visualizar o abrir de novas guerras que o fechar de velhas feridas e crateras.