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sexta-feira, 7 de junho de 2013

Limparam a limpeza?



Estou esquecido, com lapso urbano, ou entrou pelo esgoto a megaoperação para retirada de toneladas de lixo das ruas de São Luís?

A cidade continua tal e qual a Iara em frente à Sé: mergulhada em lodo, esquecimento e jogo de trapaças.

Em todo caso, vamos esperar o desempenho das quadrilhas juninas.

Essa rapaziada não costuma falhar. 

Nem por brincadeira.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

O segundo fim



A virtualidade do crime é possível, sim, e mais uma vez reforça a inequívoca vocação novelesca do país. 

Após um ano de investigações, confissões, declarações e delações, eis que Jhonathan Silva – o matador confesso do jornalista e blogueiro Décio Sá – muda o rumo da prosa e o nome dos supostos mandantes do crime.

Mais: dos mais de 50 assassinatos cuja autoria assumira há um ano restaram “apenas dois”, segundo nova versão do pistoleiro “arrependido e que quer mudar de vida”.

Podem esperar! 

Odete Roitman ainda vai entrar nessa trama.

Vivinha da silva, pelas mãos do Jhonathan convertido, e anunciando a aposentadoria por velhice de quase todas as personagens. Quase todas.

Deram a Décio um segundo e definitivo “Fim”

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Entrando no falotório


O Maranhão não perca tempo caso queira faturar dólares e euros com o seu maracujá fálico.

Dos Estados Unidos chega a notícia do lançamento mundial de um bombom de chocolate em formato de ânus. 

Nem duvide! 

Um dia  essa parceria ainda dar muito o que falar.

É só do que falam



Esse frutificar espantoso de pés de maracujás fálicos ainda vai meter o Estado em maus lençóis. 

Nem perguntem o que pode sair debaixo da desarrumação. 

“Eu também falo do Maranhão!” 

Já pensaram o bordão a ecoar mundo afora pela voz emocionada dos turistas que nos visitam?  

Fale você também, ou deixe que o falo fale.

Tour dos tombos


Maio deixou 71 assassinatos de lembrança a São Luís.

Para conhecer números iguais, o turista tem como melhor escolha – sobretudo de segurança – um tour pelo noticiário televisivo sobre os morros cariocas, o Iraque ou a Síria.

Podem argumentar, até com inestimável ajuda virtual: os tombos da violência não são exclusividade ludovicense.

É verdade!

Corre a impressão, contudo, de que aqui permitem mais tombamentos que reles oportunidade a quem teime continuar em pé.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Aerotendência



O aeroporto de São Luís registra redução do número de voos e passageiros, e a Infraero fala em duplicar o espaço.

Já seria um alívio caso melhorassem os serviços por lá.

Se não é um dos piores do país, vai no rumo certo.

Só por cautela.

Durante os serviços de ampliação teremos o retorno da tendência das tendas?

domingo, 2 de junho de 2013

Com o perdão de El-Rei



SENTENÇA PROFERIDA EM 1587 NO PROCESSO CONTRA O PRIOR DE TRANCOSO

(Autos arquivados na Torre do Tombo, armário 5, maço 7)


"Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas. Total: duzentos e noventa e nove, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e três mulheres". Não satisfeito tal apetite, o malfadado prior, dormia ainda com um escravo adolescente de nome Joaquim Bento, que o acusou de abusar em seu vaso nefando noites seguidas quando não lá estavam as mulheres. Acusam-lhe ainda dois ajudantes de missa, infantes menores que lhe foram obrigados a servir de pecados orais, completos e nefandos, pelos quais se culpam em defeso de seus vasos intocados, apesar da malícia exigente do malfadado prior.


"El-Rei D. João II lhe perdoou a morte e o mandou pôr em liberdade aos dezessete dias do mês de Março de 1587, com o fundamento de ajudar a povoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo e, em proveito de sua real fazenda, o condena ao degredo em terras de Santa Cruz, para onde segue a viver na vila da Baía de Salvador como colaborador de povoamento português. El-rei ordena ainda guardar no Real Arquivo esta sentença, devassa e mais papéis que 
formaram processo".