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quinta-feira, 13 de junho de 2013

A nau e os náufragos

Entre dúvidas e boatos se fora demitido, ou deixado o posto por “motivos pessoais”, o bota-fora do secretário de Saúde de São Luís do cargo deixou uma certeza aos palpiteiros:

Vinícius Nina tinha bem menos saúde que os corredores superlotados de socorrões e socorrinhos.
Aliás, os colaboradores a abandonar a nau holandesa recorrem, em coro, ao infalível “motivos pessoais” no cais do adeus.
Não lembro de nenhum a recorrer a tal expediente, ou a "motivos impessoais"quando convidado a desfrutar a bela vista da cabine do capitão.

Anarriê

O grande desafio da temporada junina em São Luís não será encontrar um arraial animado e seguro, mas um só local ainda não reivindicado pelas quadrilhas de flanelinhas.

Segundo motoristas e vítimas, o número de “guardadores” na capital se rivaliza com o de autos e assaltos.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Para pescar namorado



Com a voraz praticidade dos relacionamentos atuais, será mais fácil a elas pedir um santo que pague as contas da casa, que um Antonio que não obre sequer o milagre de um pão.

Pelo sim, pelo não, até quinta-feira que mantenham o santo amarrado ao pé da cama, de preferência emborcado e longe de mau-olhado.

domingo, 9 de junho de 2013

Mude-se



Exceto nessas solenidades oficiais onde as autoridades sacam mudas de floricultura, em qual ponto de São Luís você viu ou soube de quem aqui plante árvores?

Plantam prédios, desesperanças, notícias falsas; plantam meninos onde sequer há útero; plantam estradas em municípios que ninguém soube paridos, mas árvores de verdade, aqui, nem no Natal.

Choque pouco



Sem desmerecer o trabalho do Batalhão de Choque, os 414 bandidos retirados das ruas de São Luís, este ano, sequer provocam cócegas nos batalhões da criminalidade.

Pelo que se sabe pelas ruas e pela mídia, esse pessoal reúne soldados e energia de sobra para desafiar uma Itaipu.

sábado, 8 de junho de 2013

Perdidos na multidão



Julho trará 100.000 turistas a São Luís, sopra o governo do Estado.

Disposto a encontrar hospedagem a tanta gente?

Se a cada semana chegarem aqui 25.000 visitantes, a cidade necessitaria de pelo menos 12.000 quartos e apartamentos em hotéis e pousadas.

Números oficiais apontam 8.000 leitos na capital – um evidente exagero.

E os outros 17.000 turistas, dormem onde?

Em redes, nas “praças” – ao lado de cães vadios e urina humana – ou em tendas a instalar no aeroporto e rodoviária?

E olha que a conta por mal cobre uma semana!

A preço de mercado



Nem sei mais o que apavora o país:

Se a alta do custo de vida, se o salário sem vida ou se o baixo valor que atribuem à vida.