Promessa de semana
tranquila em São Luís.
Afora as loucuras
do trânsito, as vias de tráfego esburacadas e sem mobilidade, os flashes da
violência virtual e as “saidinhas” bancárias, o ludovicense chega à
segunda-feira livre dos protestos que assombram São Paulo e outras capitais nos
últimos dias.
Os que
protestam contra o aumento das tarifas de ônibus, unem à revolta o crescimento
da exclusão social.
Os
protestantes têm ônibus melhores? Ruas e avenidas melhores?
Custa-se a
crer que insistam em fazer circular nossa frota de quinquilharias.
Os
frentistas ensaiaram greve geral.
Azar deles,
o mês é de Copa e de ufanar a seleção que amarela em cozinha de vícios.
Mais
assassinatos no final de semana e na segunda-feira.
Viu, até os
crimes por aqui continuam iguais!
A prefeitura
alardeia a retirada de três mil toneladas de lixo das ruas de São Luís.
Verdade?
E os carros
de coleta, até então, recolhiam o quê?
As sobras de
campanha ou o champanhe em sobra?
Três mil
toneladas?
E você pensava: nem Brasília seria capaz de
tamanha proeza.
“Festejos
juninos já dominam os quatro cantos de São Luís”, estampa portal de notícias.
A menos que
não queira ser dominado, melhor saber em qual “canto” se meter nesta ilha.
Aqui, quando
o boi não é encantado, o povo canta lamento aos desenganados.
E assim vão
todos. Cada qual pro seu canto, cada qual em seu pranto.
Brindam com
transbordante efusividade a chegada da tubulação do sistema Italuís, que só resta
torcer:
Que o rio
Itapecuru não invente de sair pelo cano antes do champanhe de fim do ano.
Nem queira
imaginar o que seria de 2014 e de nós, se inundados com as bênçãos da Caema.
Há dúvidas
sobre quem careça de banho de sal grosso com urgência: ou Bacabeira, ou a Petrobrás,
ou ambas.
Depois de
tantos foguetes e desmentidos sobre a tal Refinaria Premium no município, vem à
tona o anúncio de dívida de R$ 7,3 bilhões da petrolífera com a Receita
Federal. O processo jorra na justiça.
Na disputa entre o leão e o lobão, parece ter melhor sorte quem não cobra premium de consolação.
Há na
prefeitura quem pense sugerir exorcizar o La Ravardière, e por bom motivo.
Desde a
demissão dos seis mil “fantasmas” da folha municipal, triplicaram as
assombrações dentro e fora do palácio, seja noite, madrugada ou meio-dia.
Meio mundo
desempregado, o outro meio em subempregos, e universo de assessores a fugir em disparada
pelos corredores.
Até decisão final sobre o exorcismo, os pedidos de água benta ao Palácio da Sé serão redobrados diariamente, sopra a brisa de São Marcos.
César Félix Diniz é o novo secretário de Saúde de São Luís.
Nos corredores de socorrões e socorrinhos a expectativa é de
que o novo gestor tenha mais amor à vida – e à raça humana – que o homônimo diretor
de hospital na novela global.
Oxalá o Félix daqui não saia por aí a pregar o amor à
própria sorte.