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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Luíses

São Luís deve o nome não a Luís XIV, mas a outro Luís – o IX, a quem chamavam “São Luís”.

Luís XIV de Bourbon, o “Rei Sol”, ascendeu ao trono francês em 1643, trinta e um anos depois da fundação da cidade – 1612. Tinha menos de cinco anos

quando sucedeu o pai, Luís XIII.

A Luís XIV atribuem frase célebre – “O Estado sou eu” – e de autoria contestada por historiadores respeitados.

Também seria dele “É mais fácil conciliar a Europa do que duas mulheres”.

As inúmeras amantes devem tê-lo inspirado.

O método Mazarino

Diálogo entre Colbert, ministro de Estado e da economia do rei Luiz XIV, e Mazarino, cardeal e estadista italiano que serviu como primeiro ministro na França.

O primeiro mostra-se cético quanto a possibilidade do Estado conseguir mais recursos à custa de novos impostos, e proclama: “Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar [o contribuinte] já não é possível”.

Mazarino recorre a método engenhoso e arrasador:

“Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente situada entre os ricos e os pobres: são os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficar pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos, mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tiramos. É um reservatório inesgotável”.

Fábulas fabulosas

Prefeitura de São Luís garante:

“Processo que originou o novo IPTU foi transparente”.

Deve ter sido mesmo. E costurado em processo de transparência que ninguém viu.

Lembram de “O Rei de Nu”, de Andersen?

domingo, 8 de maio de 2011

Mães

Vim de Dalila, que veio de Mundica, que de Iaiá veio.

Mãe, avó e bisavó convivi a não fartar.

Vim de muitas mulheres e a outras três me entreguei.

Wilna deu-me Júlia e Maria Laura.

Que vivam sempre em mim.

Bê-á-bá

Greve dos professores estaduais beira os dois meses.

A contrária ao ensino público de qualidade, ninguém mais lembra quando começou.

E quando o movimento findar?

Corre-corre de professores e alunos, o tempo perdido reinventado em nome de discutível fechamento do ano letivo.

Escolas e faculdades particulares agradecem competente e gratuita publicidade.

sábado, 7 de maio de 2011

Quem diria

“Prédios públicos abrigam mosquito da dengue”, estampa O Imparcial.

Agora você sabe o culpado quando não encontrar serviços e servidores nos postos de trabalho.

Sim, ele mesmo, o Aedes Aegypti.

Lenda urbana

O descaso destroça em fúria o casario arquitetônico de São Luís.

Pouquíssimos são os sobrados, bangalôs, meias-moradas e moradas inteiras a escapar da sanha do comércio de quinquilharias, estacionamentos pagos, lojas, escritórios e órgão de governo.

Questão de dias, adianto.

Há “quartos para sexo” no centro? Aos montes. Pergunte a qualquer camelô.

“Portal do absurdo”, a Rua Grande sequer poupou as cercanias dos Maristas, onde Irmão Jorge mandava e desmandava tal e qual um Barão do Apicum.

“São Luís, Patrimônio da Humanidade”. Quanta desumanidade o título.