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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O monstrengo

Maio de 1982.

Último ano do governo João Castelo.

O Castelão é inaugurado como um dos mais modernos estádios do país. Tem capacidade para 70 mil pessoas.

Dezesseis anos mais tarde – 1998 – bateria recorde de público, que até hoje persiste.

Cerca de 98 mil torcedores assistiram à goleada do Santos sobre o Sampaio (5 a 1), em jogo válido pela Copa Conmebol.

Exceto em duas ocasiões anteriores – Moto Club 3x1 Sampaio Corrêa, de 1987, e o jogo da Seleçao Brasileira e Portugal (3 a 1, em 1982) –, o estádio só "encheu" para bingos de carro e promoções “sociais” do governo.

O Nhozinho Santos completa 61 anos em outubro. E com feixe e fieira de histórias a contar.

1982.

O ano era de dinheiros fartos, de vaidades acima da razão.

Amor estranho amor


Ao menor sinal de ânsia amorosa, lembre-se.

Estupre, espanque, sevicie, sequestre, mantenha em cárcere privado, mate.

Mas não a beije.

É que o amor anda pra lá de vulnerável nesses dias.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Para tempos de crise

“Governo vai gastar R$ 25 mi para modernizar o Castelão”.

Tanto dinheiro gasto à toa.

Do tamanho que deixaram o futebol maranhense, o Nhozinho Santos será o “gigante da Vila Passos” durante décadas.

E por falar em Castelão.

Pediram autorização aos traficantes do Barreto para invadir a área?

Os bichos e os preços

Encontro vendedor de caranguejos em Carutapera (a 538 quilômetros de São Luís).

“E a cambada?”

“Quatro reais.”

“O mesmo preço da capital?”

“A de lá tem quatro, a minha dez”.


Lembrei-me das cambadas de menino.

Na São Luís dos anos sessenta, vendedores vinham à porta de casa oferecer seus produtos – frutas, verduras e tralhas.

Caranguejos e peixes-pedra eram vendidos em cambadas – seis unidades na época.

Caranguejo e camarão, comidas de pobre.

A de rico? Galinha.

“Quando pobre come galinha, um dos dois está doente”, diziam.

Pobreza sempre houve.

A miséria, essa foi invenção dos políticos.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Sem jornais

“Não leio jornais”.

Resposta de Milovan Djilas a um jornalista americano que o entrevistou na prisão.

O jornalista ficou espantado com a lucidez das ideias e o profundo conhecimento dos fatos mundiais, mesmo preso há anos.

Primeiro grande dissidente comunista do pós-guerra, Djilas foi escritor e um dos principais colaboradores do marechal Tito, da Iugoslávia, com quem romperia.

Morreu em 1995, em Belgrado.

Quase doutores

“23% dos alunos da UFMA não chegam a ler uma obra por ano”.

E tomara que não tenha sido o que escrevem nos muros do campus.

Com paciência de Jó


“Estudo revela que faltam médicos no Maranhão”.

E os que se formam na universidade federal e faculdades particulares?

Mudaram de profissão ou de estado?

Faltam médicos no Maranhão.

E a quem os espera, falta o quê?