Maio de 1982.
Último ano do governo João Castelo.
O Castelão é inaugurado como um dos mais modernos estádios do país. Tem capacidade para 70 mil pessoas.
Dezesseis anos mais tarde – 1998 – bateria recorde de público, que até hoje persiste.
Cerca de 98 mil torcedores assistiram à goleada do Santos sobre o Sampaio (5 a 1), em jogo válido pela Copa Conmebol.
Exceto em duas ocasiões anteriores – Moto Club 3x1 Sampaio Corrêa, de 1987, e o jogo da Seleçao Brasileira e Portugal (3 a 1, em 1982) –, o estádio só "encheu" para bingos de carro e promoções “sociais” do governo.
O Nhozinho Santos completa 61 anos em outubro. E com feixe e fieira de histórias a contar.
1982.
O ano era de dinheiros fartos, de vaidades acima da razão.
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quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Amor estranho amor
Ao menor sinal de ânsia amorosa, lembre-se.
Estupre, espanque, sevicie, sequestre, mantenha em cárcere privado, mate.
Mas não a beije.
É que o amor anda pra lá de vulnerável nesses dias.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Para tempos de crise
“Governo vai gastar R$ 25 mi para modernizar o Castelão”.
Tanto dinheiro gasto à toa.
Do tamanho que deixaram o futebol maranhense, o Nhozinho Santos será o “gigante da Vila Passos” durante décadas.
E por falar em Castelão.
Pediram autorização aos traficantes do Barreto para invadir a área?
Tanto dinheiro gasto à toa.
Do tamanho que deixaram o futebol maranhense, o Nhozinho Santos será o “gigante da Vila Passos” durante décadas.
E por falar em Castelão.
Pediram autorização aos traficantes do Barreto para invadir a área?
Os bichos e os preços
Encontro vendedor de caranguejos em Carutapera (a 538 quilômetros de São Luís).
“E a cambada?”
“Quatro reais.”
“O mesmo preço da capital?”
“A de lá tem quatro, a minha dez”.
Lembrei-me das cambadas de menino.
Na São Luís dos anos sessenta, vendedores vinham à porta de casa oferecer seus produtos – frutas, verduras e tralhas.
Caranguejos e peixes-pedra eram vendidos em cambadas – seis unidades na época.
Caranguejo e camarão, comidas de pobre.
A de rico? Galinha.
“Quando pobre come galinha, um dos dois está doente”, diziam.
Pobreza sempre houve.
A miséria, essa foi invenção dos políticos.
“E a cambada?”
“Quatro reais.”
“O mesmo preço da capital?”
“A de lá tem quatro, a minha dez”.
Lembrei-me das cambadas de menino.
Na São Luís dos anos sessenta, vendedores vinham à porta de casa oferecer seus produtos – frutas, verduras e tralhas.
Caranguejos e peixes-pedra eram vendidos em cambadas – seis unidades na época.
Caranguejo e camarão, comidas de pobre.
A de rico? Galinha.
“Quando pobre come galinha, um dos dois está doente”, diziam.
Pobreza sempre houve.
A miséria, essa foi invenção dos políticos.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Sem jornais
“Não leio jornais”.
Resposta de Milovan Djilas a um jornalista americano que o entrevistou na prisão.
O jornalista ficou espantado com a lucidez das ideias e o profundo conhecimento dos fatos mundiais, mesmo preso há anos.
Primeiro grande dissidente comunista do pós-guerra, Djilas foi escritor e um dos principais colaboradores do marechal Tito, da Iugoslávia, com quem romperia.
Morreu em 1995, em Belgrado.
Resposta de Milovan Djilas a um jornalista americano que o entrevistou na prisão.
O jornalista ficou espantado com a lucidez das ideias e o profundo conhecimento dos fatos mundiais, mesmo preso há anos.
Primeiro grande dissidente comunista do pós-guerra, Djilas foi escritor e um dos principais colaboradores do marechal Tito, da Iugoslávia, com quem romperia.
Morreu em 1995, em Belgrado.
Quase doutores
“23% dos alunos da UFMA não chegam a ler uma obra por ano”.
E tomara que não tenha sido o que escrevem nos muros do campus.
E tomara que não tenha sido o que escrevem nos muros do campus.
Com paciência de Jó
“Estudo revela que faltam médicos no Maranhão”.
E os que se formam na universidade federal e faculdades particulares?
Mudaram de profissão ou de estado?
Faltam médicos no Maranhão.
E a quem os espera, falta o quê?
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