"Liberdade de pensamento exige esta coisa rara: pensamento."
É de Carlos Drummond de Andrade.
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terça-feira, 25 de outubro de 2011
Antes que seja tarde
Custaria uma ninharia ao governo do estado providenciar sinalização eficiente para a área em obras da Via Expressa, na Avenida Carlos Cunha.
Chamar aquelas "zebras" de concreto de sinalizadores, sejamos sinceros, nem no Zoológico de Berlim.
E olha que eu nem notei a réplica da Lagoa da Jansen.
Cada mergulho, um flash. Nas páginas de polícia.
Chamar aquelas "zebras" de concreto de sinalizadores, sejamos sinceros, nem no Zoológico de Berlim.
E olha que eu nem notei a réplica da Lagoa da Jansen.
Cada mergulho, um flash. Nas páginas de polícia.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Luz del Fuego
A mulher Dora Vivacqua pouco diz ao Brasil.
"Luz del Fuego" era a diva que o país dos anos 50 conheceu e se apaixonou.
Foi uma pioneira em ousadias e escândalos.
Apresentava-se como bailarina, serpentes entrelaçadas ao busto nu.
Naturalista e vegetariana, criou o Partido Naturista Brasileiro (PNB) com o dinheiro arrecadado com apresentações que fazia semi nua nas escadarias do Teatro Municipal, na Cinelândia, Rio.
Os familiares conseguiram proibir o partido. Os irmãos a internaram em manicômios para curar as sandices. A "louca" prejudicava seus projetos políticos no Espírito Santo.
Luz del Fuego é autora de "Tragico Black Out" e "A Verdade Nua" .
No primeiro livro conta peripérias amorosas - uma delas com o cunhado, marido de uma irmã, com quem foi flagrada em ato sexual - e prega o nudismo e a alimentação vegetariana. O segundo foi recolhido pelas autoridades. A segunda edição foi vendida por reembolso postal.
Recebeu do Ministro da Marinha, com quem teve um caso, permissão para morar na Ilha do Sol - onde fundou um clube de naturismo que seria visitado por grandes estrelas de Hollywood.
E foi na Ilha do Sol que morreu assassinada em 1967, por dois irmãos, supostamente por vingança. Um dos assassinos teria crimes denunciados por ela à polícia.
Luz del Fuego.
O codinome dá título a filme sobre a vida turbulenta da bailarina. Fraquinho, nem Lucélia Santos o salva.
Luz del Fuego foi uma das poucas brasileiras a ser capas da revista Life.
"Luz del Fuego" era a diva que o país dos anos 50 conheceu e se apaixonou.
Foi uma pioneira em ousadias e escândalos.
Apresentava-se como bailarina, serpentes entrelaçadas ao busto nu.
Naturalista e vegetariana, criou o Partido Naturista Brasileiro (PNB) com o dinheiro arrecadado com apresentações que fazia semi nua nas escadarias do Teatro Municipal, na Cinelândia, Rio.
Os familiares conseguiram proibir o partido. Os irmãos a internaram em manicômios para curar as sandices. A "louca" prejudicava seus projetos políticos no Espírito Santo.
Luz del Fuego é autora de "Tragico Black Out" e "A Verdade Nua" .
No primeiro livro conta peripérias amorosas - uma delas com o cunhado, marido de uma irmã, com quem foi flagrada em ato sexual - e prega o nudismo e a alimentação vegetariana. O segundo foi recolhido pelas autoridades. A segunda edição foi vendida por reembolso postal.
Recebeu do Ministro da Marinha, com quem teve um caso, permissão para morar na Ilha do Sol - onde fundou um clube de naturismo que seria visitado por grandes estrelas de Hollywood.
E foi na Ilha do Sol que morreu assassinada em 1967, por dois irmãos, supostamente por vingança. Um dos assassinos teria crimes denunciados por ela à polícia.
Luz del Fuego.
O codinome dá título a filme sobre a vida turbulenta da bailarina. Fraquinho, nem Lucélia Santos o salva.
Luz del Fuego foi uma das poucas brasileiras a ser capas da revista Life.
Dor espichada
Tomara que o motel onde a adolescente passou 24 horas sob a mira da arma de um sequestrador não tenha a "brilhante" ideia de transformar o episódio em motivo para mais uma suíte temática.
Como a "Suíte Sado" é uma das atrações da casa, só se for para espichar a dor do chicote.
Como a "Suíte Sado" é uma das atrações da casa, só se for para espichar a dor do chicote.
domingo, 23 de outubro de 2011
Sem saída
Se não é recordista, o Maranhão desponta entre os primeiros no ranking mundial de tragédias.
Só aqui há obras inacabadas, taperas travestidas em escolas, estradas que ligam o nada a coisa nenhuma, políticos a investir na privatização de bens públicos.
Kadafi não morreu em Buriticupu, mas em contrapartida tínhamos a oferecer à mídia um pátio repleto de carros oficiais imprestáveis.
Fosse pouco, providenciaram um sequestrador de araque que estrupou e baleou uma menor em motel da capital.
Nos falta o quê?
Uma réplica do terremoto turco.
Se dudidarem, está a caminho.
Só aqui há obras inacabadas, taperas travestidas em escolas, estradas que ligam o nada a coisa nenhuma, políticos a investir na privatização de bens públicos.
Kadafi não morreu em Buriticupu, mas em contrapartida tínhamos a oferecer à mídia um pátio repleto de carros oficiais imprestáveis.
Fosse pouco, providenciaram um sequestrador de araque que estrupou e baleou uma menor em motel da capital.
Nos falta o quê?
Uma réplica do terremoto turco.
Se dudidarem, está a caminho.
Dores em risco
Os planos de saúde não param de conspirar contra os usuários.
O jornal da Cassi de julho/agosto alerta: "exame desnecessário pode ser prejudicial".
O aviso sinaliza: o brasileiro se consulta demais. Na esteira, o que vem pela frente: uma freada brusca na marcação de consultas.
Nada a estranhar.
A cada dia - e sem nenhum puxão de orelhas da Agência Nacional de Saúde os planos reduzem exames e procedimentos a tabela mínima.
Exame desnecessário.
Quem sente as dores do parto é você ou eles?
O jornal da Cassi de julho/agosto alerta: "exame desnecessário pode ser prejudicial".
O aviso sinaliza: o brasileiro se consulta demais. Na esteira, o que vem pela frente: uma freada brusca na marcação de consultas.
Nada a estranhar.
A cada dia - e sem nenhum puxão de orelhas da Agência Nacional de Saúde os planos reduzem exames e procedimentos a tabela mínima.
Exame desnecessário.
Quem sente as dores do parto é você ou eles?
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