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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Entregando o jogo

Sérgio Frota classifica elenco como ''um bando de moças''.

Desabafo do presidente do Sampaio Corrêa, após derrota do time para o Comercial, do Piauí.

Frota não poderia chutar pior comparação.

Já nos próximos jogos os adversários podem desconfiar que o “Tubarão” não tem dentes e vir eles mesmos arrancar as pernas das “moças”.

Nem São Pantaleão acreditaria.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A reviravolta

Governador do Maranhão de 1922 a 1926, Godofredo Mendes Viana chegou ao poder escudado por qualidades de homem de letras, parlamentar e jurista. O estado passava por momento político conturbado.

O início do novo governo frustrou os maranhenses. O principal foco de críticas era a personalidade do governador – um refém de Juveliano Barreto, seu secretário do Interior, e mais tarde figura de proa da oposição.

Disposto a repetir a gestão de Luís Domingues (1910-1914), a quem admirava, contraiu empréstimo de 1,5 milhão de dólares com a companhia norte-americana Ulen & Company – isso com a receita estadual na penúria.

Com os recursos planejava financiar serviços de água, esgoto, luz e tração elétrica para São Luís.

A capital entra na era das melhorias nos serviços urbanos.

É implantada a iluminação elétrica (final de 1924), começam a circular os bondes de tração elétrica no transporte público, e instalado o saneamento básico com abastecimento de água e esgoto no centro.

A oposição aplaude o arrojo das medidas.

Magalhães de Almeida, que o sucedeu, também recorreu a empréstimos externos. Um deles com a Ulen Management Company, subsidiária da
Ulen & Company.

Os próximos governadores foram fiéis aos “exemplos”.

Porfia

“Primeiro semestre registra 282 assassinatos na Grande São Luís”.

Seis a mais que no mesmo período, em 2010, mas vamos simplificar as coisas.

Coroadinho e Cidade Olímpica – e o largo emprego de armas de fogo nos crimes – são as únicas novidades do levantamento.

Os dois bairros conseguiram superar a Liberdade, a campeã de mortes no ano passado.

E a Grande São Paulo?

Dois mil no semestre.

Estamos no rasto, não?

Republicano

“A forma republicana está aceita por todos os maranhenses; não há aqui vencedores e vencidos; todos desejam a consolidação da ordem de coisas inaugurada a 15 de novembro e ninguém negará o seu concurso ao novo governante”.

* do jornal Diário do Maranhão, um dos mais influentes da capital, em 18 de dezembro de 1889, ao saudar a República com efusividade.

domingo, 31 de julho de 2011

A cidade outra


Conhecem outra cidade mais sem árvores?

Conhecem outra em as derrubam para o plantio de mudas?

Conhecem outra em que o meio ambiente é desconhecido por inteiro?

Conhecem outra em que o verde seja por raiva e não pela vegetação ou esperança?

Conhecem outra cidade nesta cidade outra?

sábado, 30 de julho de 2011

A igreja venceu

Primeiro governador do Maranhão após a proclamação da República, Pedro Augusto Tavares Júnior foi o que ficou menos tempo no cargo.

Tomou posse em 17 de dezembro de 1889 e se demitiu em 3 de janeiro de 1890.

Seu pecado: suspender o pagamento de côngruas (pensão para sustento de párocos) à igreja católica.

Preocupado com a repercussão negativa da questão na igreja – que detinha poder e prestígio –, o próprio Deodoro da Fonseca ordenou a nulidade o ato.

O governador considerou a atitude do marechal um ultraje.

Escreveu telegrama a Deodoro no qual comunicava a demissão, afirmando não ser aquela a República com a qual sonhara .

Papo nada refinado

“Não há a mínima hipótese da refinaria não ser executada”, diz diretor da Petrobras.”

Claro que foi.

E sem direito a obituário e missa de sétimo dia.

Não há de ser nada.

Os desatinos são a nossa energia.