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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Bum!

Caso estendam a São Luís a vistoria de bares e restaurantes - nos moldes que fizeram em Imperatriz -, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros vão descobrir arsenal mais perigoso que botijões de gás de cozinha mal posicionados.

Basta uma hora de mesa na Litorânea e a conta.

O tino, o destino e o desatino

Florestas de eucalipto avançam para o Maranhão, MS, TO e PA.

Triste e turvo destino o nosso.

Ou nos transformam em celulose, carvão ou animais em extinção.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Emergências emergenciais

É de desolação o clima no aerportinho do Tirirical.

A principal rota de fuga de São Luís inaugurou tenda de embarque nova e não apareceu uma só comissão para prestigiar ou fiscalizar o evento.

No entornar do champanhe azedo descobriram o término o contrato emergencial.

Ou seja: as obras não ficam prontas antes do final das comemorações do quarto centenário.

E ainda quem veja condições de atuarmos, simultaneamente, na copa & cozinha.

Sãos e salvos

O Palácio La Ravardière - sede da prefeitura - respirou fundo ao final desta quinta-feira.

Chuva forte, trânsito lento, ruas e avenidas alagas, e apenas uma árvore caída no centro histórico.

Na avaliação palaciana, São Luís suportou bem o primeiro dia da temporada pré-inverno.

O primeiro.

O garfo do Diabo (dois)

Mudam o mundo e os hábitos.

Nos séculos XIV e XVII, o garfo já é aceito entre pessoas civilizadas. O antigo costume de comer com as mãos ou usando a ponta de uma faca torna-se hábito de gente sem instrução.

Quem introduziu o garfo em Paris foi Catarina de Médici (1519-1589, na ilustração), de origem italiana, que levou talheres no enxoval ao casar com Henrique, o futuro rei da França Henrique II.

Em Portugal, Maria II, filha de Dom Pedro I.

O quarto dente do garfo teria surgido na segunda metade do século XVII e por motivo estritamente pessoal: atender a Fernando II (Fernando de Bourbon), que não gostava dos fios longos do espaguete escorrendo pelos três dentes.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O garfo do Diabo

No século XI, Teodora Ducas, uma princesa de Bizâncio ou Império Romano do Oriente casa-se com Domenico Silvio, um Doge de Gênova, o que equivalia a magistrado supremo das antigas Repúblicas de Veneza e Gênova.

A princesa, civilizada, leva um garfo na bagagem para Gênova e a ele recorre em uma cerimônia.

O que sobreveio a esse fato foi um escândo suficiente para a sua execração
pública, excomunhão e morte da infeliz.

A regra comum na época era comer o alimento com as mãos ou com a ajuda de uma faca.

A Igreja Católica viu o diabo no tal garfo. São Boaventura (1240-1284), famoso teólogo da Igreja, em sermão acusa a princesa de ímpia.

Teodora Ducas não tarda a adoecer e a morrer em circunstâncias estranhas.

A princesa teria sido castigada por Deus por sua soberba em usar um garfo - ferramenta do diabo - nas refeições.

Para a Igreja de São Boaventura, a antipatia pelo garfo era associada ao formato de tridente ou forcado do objeto. O tridente era instrumento que o diabo sempre carregava nas iconografias clássicas.

No Século XI, os católicos radicais julgavam que o alimento, dádiva de Deus, devia ser levado à boca pelas mãos sagradas dos homens e sem o auxílio de outros meios, a não ser uma faca.

No Século XI, o garfo tinha três pontas. A quarta e definitiva - que levou ao formato que hoje conhecemos - só seria incorporada bem mais tarde.

Sobre isso eu conto em seguida.
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terça-feira, 18 de outubro de 2011

A Guerra dos Mundos

Nova Ioque, 30 de outubro de 1938.

Orson Welles cria o caos nos Estados Unidos ao narrar pela rádio CBS a invasão de extraterrestres à Terra.

A experiência - inédita no rádio mundial - tem como elemente motivador o livro homônimo de H. G. Wells.

Trinta e três anos mais tarde "A Guerra dos Mundos" chegaria a São Luís pelo talento do jornalista e cronista Sérgio Brito (foto).

30 de outubro de 1971.

A Rádio Difusora recria o pavor da invasão alienígena, a partir do pouso de nave extraterrena no Campo de Perizes. Brito é o autor do roteiro.

É em torno dessa história fantástica e empolgante o foco de "OUTUBRO DE 71: MEMÓRIAS FANTÁSTICAS DA GUERRA DOS MUNDOS", livro a ser lançado na quarta-feira, 26 , no Palácio Cristo Rei, com assinatura do professor Francisco Gonçalves e acadêmicos de Comunicação da UFMA.

A título de curiosidade: os americanos comemoram o "Dia das Bruxas" deles em 30 de outubro.