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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Dia de festa

O dia foi de festa para os gatunos de todos os bairros e invasões de São Luís.

Enquanto os policiais militares bancavam os grevistas, ladrões e larápios começaram a agir mais cedo que de costume. Muitos, na verdade, trabalharam sem interrupções, e ser molestados, desde a segunda-feira.

A greve policial acordou a cidade.

Quem passou em frente à Assembleia Legislativa pensou em publicidade do governo, tal era o número de viaturas reunidas.

Houve quem pensasse o pior. “Vieram prender deputados e assessores”.


Vários parlamentares não entraram nos gabinetes sem antes conferir a pressão e o coração na UDI Hospital, ali perto.

Um radialista, em programa ao vivo, defendeu o direito dos grevistas, mas protestou quanto ao uso das viaturas, “um bem público”.

No auge do impasse alguém lembrou dos dois coroneis em lados opostos do movimento, ambos no comando da “Operação Tigre”, em Imperatriz.

O espetáculo foi ao ápice quando circulou a versão de que o comando metropolitano da polícia deu ordens para o fim da greve, sob ameaça de prisão dos líderes e uso da força, se necessário.

Para quem perdeu o primeiro round, dia 23 tem mais.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Lá e cá

Os cearenses estão desaprendendo a negociar.

Em Fortaleza, o padre Clairton Alexandrino, pároco da Sé, decidiu suspender as missas de domingo enquanto continuar o comércio de roupas populares em frente à igreja, em feira que movimenta calcinhas, vestidos e cuecas.

Em São Luís, o comércio em frente à Sé há décadas é um dos mais disputados do centro.

Sem ajuda de santo da casa não há cristão que estacione um carro de mão nas imediações da Catedral Metropolitana.

E nem no estacionamento privativo da igreja. Obra celestial, amém.

As vias livres da impunidade

Solange Maria Cruz Coelho, a mulher que morreu em razão de acidente de trânsito na Litorânea, no sábado, e que também vitimou um sobrinho de 13, precisou de seis bolsas de sangue no atendimento de urgência. O hospital e o Hemomar não dispunham de plasma em quantidade suficiente.

O causador da tragédia pagou fiança e saiu ileso do plantão da Reffsa.

Nesta segunda-feira circulou versão no meio policial de que o exame do bafômetro do motorista não acusou ingestão de álcool.

Contra o testemunho dos populares que impediram sua fuga.

Contra o depoimento dos policiais que o conduziram à delegacia.

domingo, 6 de novembro de 2011

Uma puta lembrança

A Nokia lançou nova linha de celulares inteligentes (smartphones) equipados com sistema Microsoft.

A inovação do Lumia começa pelo nome. Significa prostituta, em espanhol.

O vídeo mente

“O perigo meliante, mesmo morto, e ainda estrebuchando, atacou ferozmente os policiais a facão e canivete. As vítimas indefesas foram obrigadas a reagir uma segunda vez, até se certificarem da consumação do óbito”.

Não é a versão oficial.

Ainda não.

Mantenha a etiqueta

O mundo moderno emprenha palavras e expressões para as quais, em geral, pouquíssimos sabem o significado e o emprego correto. Vai um exemplo.

O que diabos vem a ser etiqueta sexual?

Quando o viver era descomplicado, o sexo só carecia de tesão e imaginação.

Com a tal da etiqueta sexual no seu encalço, o ”ão” de hoje pode ser bem diferente, a começar pela tara e emoção.

Mulheres quando perdem a etiqueta...

Pelo sim, pelo não, mantenha os países baixos e o cartão de crédito por perto.

sábado, 5 de novembro de 2011

Gritos no escuro

Um celular fez o trabalho de investigação que a polícia não faz.

Registrou como militares executaram o pedreiro José de Ribamar Vieira Batista, à queima roupa, e depois forjaram a “reação” da vítima.

Sem o vídeo, prevaleceria a versão dos executores.

Quantos celulares serão necessários para controlar a polícia do Maranhão?

Por falta de um celular, quantos gritos ficaram sem socorro, sem uma segunda memória?