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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

O preso ilustre

O caso ocorreu há anos, e permanece imbatível no anedotário da polícia maranhense.

Empresário de São Luís foi a uma delegacia dar queixa contra uma construtora que fizera serviço em imóvel seu, porém sem a qualidade exigida por ele.

Ao anotar os dados do queixoso, o escrivão soube: tinha diante de si um foragido da justiça.

Recebeu voz de prisão e foi encaminhado a uma cela sob intenso protesto e brados de “sabe com quem está falando?”. Ambos não colaram.  
O banco de dados do sistema de segurança pública o denunciara como autor de ferimento à bala de um homem com que discutira em um bar, anos antes.
Livre do flagrante, contudo intimado a prestar depoimento, simplesmente ignorou a convocação.
Graças ao vasto círculo de amigos – vários bem posicionados no meio social e no governo – o agressor conseguiu se desvencilhar de processo tenebroso.

Os amigos da onça sempre recorriam à história para tirá-lo do sério.  
Nunca se soube de empresário que, tão bem sucedido nos negócios, tenha vertido tanto choro nesta terra.

  

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

$aúde de sobra

Grupo empresarial de outro estado tem tudo já engatilhado para erguer um grande hospital em São Luís.

O empreendimento será bem maior que UDI e São Domingos unidos, dizem na área médica.

Os investidores pretendem abocanhar fatia da população que, hoje, ou voa rumo a São Paulo, ou pena pelos corredores superlotados dos “Socorrões” pagos.    

O coma e a soma

De um incorrigível gozador das invencionices do Maranhão:

- Até na política tentam encontrar vias respiratórias. Mas enquanto aqui tudo agoniza, só a UDI e o São Domingos escapam do coma profundo.    

Meu mundo caiu

O prefeito João Castelo garante o pagamento do 13º, mas prevê demissões.

Uma derrota põe a perder um campeonato; em outros, a cabeça 

De repente, treinador e time percebem que a bola é oval, o campo fora construído em poço sem fundo e a torcida em totalidade torce pelo adversário.

Imagine o que ele faria se os servidores que quer demitir tivessem chegado aos postos de trabalho por obra e graça do eleito Holanda Júnior...

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Tombos sem assombro

“Maranhão corre o risco de virar um dos estados mais violentos do país”, alerta o deputado Marcelo Tavares.

Mais de 700 assassinatos em São Luís, e antes de acabar o ano.

A mídia listou outros 35 casos nos primeiros quinze dias de novembro.

As mortes do feriadão ainda não.
 
Alguém contou os tombos depois da Ponte da Estiva?

A crise é deles

Eis a prova definitiva do conhecido desapego das autoridades ludovicenses aos bens materiais. 

Anunciam o sumiço de R$ 200 milhões do Orçamento 2013 da Prefeitura, e ninguém por aqui estrebucha ou corre atrás do prejuízo.

São Paulo, coitado, luta por repatriar R$ 22 milhões de Maluf.

Mais uma vez deixamos abismada a Europa em crise.   

domingo, 18 de novembro de 2012

A cidade e o interventor

Paulo Ramos é uma das maiores incógnitas políticas e administrativas do Maranhão.

Interventor do Estado por quase nove anos (1936 a 1945), se revelaria gestor de atos extremos.

Sob o pretexto de abrir caminho a uma São Luís moderna, em 1941 mandou demolir número expressivo de casas coloniais para a abertura da Avenida Magalhães de Almeida.  

Foi Ramos quem criou o Banco do Estado, mais tarde transformado em Banco do Estado do Maranhão (BEM), vendido ao Bradesco em 2004; e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER).
Entregou o governo sem dívidas a Clodomir Cardosoem março de 1945.

Sua administração é marcada por obras e denúncias de desmandos.

Saiu do Poder sem suspeitas de irregularidades, pobre e conhecido pela negativa de favores aos amigos.

Talvez seja o único até hoje a envergar semelhante currículo.