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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Os avançadinhos

O prefeito comemora um mês no gerenciamento de São Luís, e anuncia penca e renda de avanços.

Tomara mesmo que tudo avance pela cidade.

Perceberam como avançaram invasões, violência, problemas de trânsito, a península, a dívida pública e o contar de problemas herdados da gestão anterior?

A última vez que avançou assim a cidade comemorava 400 anos, lembra?

Caso não, tente lembrar pelo menos a idade avançada.

Produtor de meia-tigela

Maranhão é o terceiro produtor de arroz do país.

A esperteza de grupos econômicos, contudo, torna a “obra” de boa qualidade proibitiva a assalariados.

O estado importa boa parte do que cultiva, e saí daqui por preço irrisório. 

Retorna após embalagem, nome comercial e valor reajustado. 

Terceiro produtor do país, e já foi primeiro.

Água em abundância e apenas uma safra anual.

Lá fora colhem duas. Lá fora escolhem o que plantar aqui.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Outra história da noite

Em nome da segurança – ou melhor, da falta dela – fecham boates no centro histórico de São Luís. 

Um passo adiante teriam “descoberto”

Fora do centro histórico é que começa a história.

Como se não soubessem.

Um amigo em doses

Estados Unidos enviam 140 doses de vacina para tratamento de vítimas da tragédia de Santa Maria.

Resta perguntar ao Tio Sam: o lote não vai influir no crescimento das dívidas externa e interna norte-americanas?

Para um país que leva fácil – e sem burocracia – bilhões do dólares do Brasil, é tentador revolver a História.

- Qual é a pena por ingestão diária de cianureto?

Oxalá e aqui

Doze mil agricultores do Maranhão renegociam dívidas bancárias.

Concluída a transação, oxalá o estado não apresente em balanço 12 agricultores e doze mil agências de “fomento” agrícola.

Anda chovendo na roseira, não?

Será a rua tão grande?

40 mil estrangeiros pedem autorização para trabalhar no Maranhão.

Caso o número esteja correto, dentro de uma década vamos falar coreano e espanhol com legítimo sotaque da 25 de Março. 

Até aí, nada demais.

Imagine metade desses “estrangeiros” a disputar espaço comercial na Rua Grande com camelôs e políticos locais.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O artista

Anel de "prata portuguesa" no dedo, cordas alemães no violão, o conhecido boêmio saca repertório brasileiro ao público inteiramente cativo. 

Após exercícios quase infinitos, entrecortados por alternância de cerveja e cachaça, a voz grasnada rasgará a noite, tal as rasga-mortalhas em sobrevoos de agouro, ele mesmo uma ave que a tudo aprendeu das muitas noites de São Luís. 

Voz e instrumento revivem Noel Rosa. 

E mal ambos principiam, o momento é interrompido para anotação grave sobre música e compositor. 

"Essa é do tempo em que o poeta andou pelos states ensinando os gringos a tocar o violão brasileiro”, e emenda o comentário com relíquias históricas do foxtrote e jazz.

E não se atrevem a desdizê-lo, até porque o artista demonstra imensa intimidade no expor dos gêneros e expoentes. 

Mas estávamos em Noel... Estávamos. 

Voz e violão tomam de assalto os domínios do samba de breque, desafiam os versos Buarquianos, descobrem novas emoções em Roberto Carlos, o Carlinhos.

Ninguém duvida. O artista é um Carlitos em tempos modernos.