O prefeito comemora um mês no gerenciamento
de São Luís, e anuncia penca e renda de avanços.
Tomara mesmo que tudo avance pela cidade.
Perceberam como avançaram invasões,
violência, problemas de trânsito, a península, a dívida pública e o contar de
problemas herdados da gestão anterior?
A última vez que avançou assim a cidade
comemorava 400 anos, lembra?
Caso não, tente lembrar pelo menos
a idade avançada.
Maranhão é o terceiro produtor de arroz do
país.
A esperteza de grupos econômicos, contudo, torna
a “obra” de boa qualidade proibitiva a assalariados.
O estado importa boa parte do que cultiva,
e saí daqui por preço irrisório.
Retorna após embalagem, nome comercial e
valor reajustado.
Terceiro produtor do país, e já foi
primeiro.
Água em abundância e apenas uma safra
anual.
Lá fora colhem duas. Lá fora escolhem o que plantar aqui.
Em nome da segurança – ou melhor, da falta
dela – fecham boates no centro histórico de São Luís.
Um passo adiante teriam “descoberto”:
Fora do centro histórico é que começa a
história.
Como se não soubessem.
Estados Unidos enviam 140 doses de vacina
para tratamento de vítimas da tragédia de Santa Maria.
Resta perguntar ao Tio Sam: o lote não vai
influir no crescimento das dívidas externa e interna norte-americanas?
Para um país que leva fácil – e sem
burocracia – bilhões do dólares do Brasil, é tentador revolver a História.
- Qual é a pena por
ingestão diária de cianureto?
Doze mil agricultores do Maranhão renegociam dívidas bancárias.
Concluída a transação, oxalá o estado não apresente em balanço 12 agricultores e doze mil agências de “fomento” agrícola.
Anda chovendo na roseira, não?
40 mil estrangeiros pedem autorização para
trabalhar no Maranhão.
Caso o número esteja correto, dentro de uma
década vamos falar coreano e espanhol com legítimo sotaque da 25 de Março.
Até aí, nada demais.
Imagine metade desses “estrangeiros” a
disputar espaço comercial na Rua Grande com camelôs e políticos locais.
Anel de
"prata portuguesa" no dedo, cordas alemães no violão, o conhecido boêmio saca
repertório brasileiro ao público inteiramente cativo.
Após
exercícios quase infinitos, entrecortados por alternância de cerveja e cachaça,
a voz grasnada rasgará a noite, tal as rasga-mortalhas em sobrevoos de agouro,
ele mesmo uma ave que a tudo aprendeu das muitas noites de São Luís.
Voz e
instrumento revivem Noel Rosa.
E mal ambos
principiam, o momento é interrompido para anotação grave sobre música e
compositor.
"Essa é do tempo em que o poeta andou pelos states ensinando os gringos a tocar o violão brasileiro”, e emenda
o comentário com relíquias históricas do foxtrote e jazz.
E não se
atrevem a desdizê-lo, até porque o artista demonstra imensa intimidade no
expor dos gêneros e expoentes.
Mas
estávamos em Noel... Estávamos.
Voz e violão
tomam de assalto os domínios do samba de breque, desafiam os versos Buarquianos,
descobrem novas emoções em Roberto Carlos, o Carlinhos.
Ninguém
duvida. O artista é um Carlitos em tempos modernos.