Ninguém segura o Maranhão que cresce às margens da BR-135.
Por menos de quinze reais não há quem leve baldinho de bacuri ou manga, ou saquinho de piqui.
- E esse preço, comadre, porque ninguém segura?
- É que a gente compra pra revender...
- E plantam o quê?
- Nadinha não...
- Nem mandioca?
- Ah, moço, ocê que comprar ou aprender a plantar?
Por segurança, recolho a língua.
Total de visualizações de página
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
E seu Noronha?
Entro em shopping de São Paulo atrás de um terno. Na primeira frase, ao perceber a voz de taquara rachada, o vendedor logo sabe: sou do Maranhão.
- E o seu Noronha?, pergunta.
- Morreu!, informo.
O homem parece aturdido com a notícia.
- É por isso que nunca mais apareceu... Perdi um grande cliente. Era um grande contador de histórias. Aqui na loja não há quem não gostasse dele. Fazíamos roda para ouvi-lo.
Confirmo as qualidades do cliente morto e acrescento outros causos ao anedotário do primeiro grande marqueteiro autodidata deste estado.
Seu Noronha repetia com gosto cada troça que dele faziam.
E enquanto perdiam tempo em tentar ridicularizá-lo, enchia a burra com a venda de carros e serviços.
Vendedor por excelência, saiu da vida com lucro.
- E o seu Noronha?, pergunta.
- Morreu!, informo.
O homem parece aturdido com a notícia.
- É por isso que nunca mais apareceu... Perdi um grande cliente. Era um grande contador de histórias. Aqui na loja não há quem não gostasse dele. Fazíamos roda para ouvi-lo.
Confirmo as qualidades do cliente morto e acrescento outros causos ao anedotário do primeiro grande marqueteiro autodidata deste estado.
Seu Noronha repetia com gosto cada troça que dele faziam.
E enquanto perdiam tempo em tentar ridicularizá-lo, enchia a burra com a venda de carros e serviços.
Vendedor por excelência, saiu da vida com lucro.
Quarto no ranking nacional em casos de hanseníase; primeiro no preço médio do almoço.
A continuarem esses recordes, até julho faltarão medalhas e troféus aos campeões de um sem-número de modalidades.
E também o basquete traz valiosa contribuição ao quadro de medalhas.
Conhecem outro estado com igual número de políticos e atletas atendidos em Upas?
E algum que mantenha fotógrafo de plantão para o flash de celebridades lesionadas?
A continuarem esses recordes, até julho faltarão medalhas e troféus aos campeões de um sem-número de modalidades.
E também o basquete traz valiosa contribuição ao quadro de medalhas.
Conhecem outro estado com igual número de políticos e atletas atendidos em Upas?
E algum que mantenha fotógrafo de plantão para o flash de celebridades lesionadas?
domingo, 29 de janeiro de 2012
Na melhor das hipóteses
No Km 17 (próximo a Codó), em blitz montada pela polícia militar, nesse sábado, um soldado esperava a passagem de veículos com pistola em punho.
Provavelmente, o brinquedo coreano não estava engatilhado e tinha agulha hipodérmica.
Provavelmente, o brinquedo coreano não estava engatilhado e tinha agulha hipodérmica.
Caixa de pedidos
“Caixa. A vida pede mais que um banco”.
É verdade.
Pede caixa alta para entrar e caixão de madeira para poder sair.
É verdade.
Pede caixa alta para entrar e caixão de madeira para poder sair.
O craque (dois)
Zé Roberto, o artilheiro das Alagoas, foi dessas excrescências do futebol.
Pesadão e desengonçado, tinha “faro” para perder gols incríveis. E marcar muitos por puro oportunismo.
Era comum a bola bater nele – canela, ombro ou cabeça – e ir morrer na rede adversária.
E de gol em gol o “craque” se tornou artilheiro no Moto Clube. A torcida que o xingava pelas perdas, o glorificava um segundo depois.
Um dia a “sorte” do ex-ajudante de oficina mecânica foi embora, e o o mandou para time das Alagoas.
No caminho de volta levou fim de carreira e anonimato.
Pesadão e desengonçado, tinha “faro” para perder gols incríveis. E marcar muitos por puro oportunismo.
Era comum a bola bater nele – canela, ombro ou cabeça – e ir morrer na rede adversária.
E de gol em gol o “craque” se tornou artilheiro no Moto Clube. A torcida que o xingava pelas perdas, o glorificava um segundo depois.
Um dia a “sorte” do ex-ajudante de oficina mecânica foi embora, e o o mandou para time das Alagoas.
No caminho de volta levou fim de carreira e anonimato.
O craque
Na década de oitenta, o Moto Clube de São Luís buscava um artilheiro para resolver a falta de gols da equipe.
Muitos “planos”, pouco dinheiro, os dirigentes foram bater em Maceió.
Procura daqui e dali, os “olheiros” apresentam a eles “um rapaz que joga bola”.
A princípio, não ficaram entusiasmados com o que viram. Voltar de malas e cuias era pior; era enfrentar a ira da torcida do “Papão do Norte”.
E eis que o Moto apresenta ao mundo o “craque” Zé Roberto, o centroavante artilheiro das Alagoas.
O “rapaz que joga bola” trabalhava em oficina mecânica, onde passava os dias de martelo em punho e a arrancar calhas de pneus de caminhão.
A imprensa esportiva calada. A torcida, também.
Muitos “planos”, pouco dinheiro, os dirigentes foram bater em Maceió.
Procura daqui e dali, os “olheiros” apresentam a eles “um rapaz que joga bola”.
A princípio, não ficaram entusiasmados com o que viram. Voltar de malas e cuias era pior; era enfrentar a ira da torcida do “Papão do Norte”.
E eis que o Moto apresenta ao mundo o “craque” Zé Roberto, o centroavante artilheiro das Alagoas.
O “rapaz que joga bola” trabalhava em oficina mecânica, onde passava os dias de martelo em punho e a arrancar calhas de pneus de caminhão.
A imprensa esportiva calada. A torcida, também.
Assinar:
Postagens (Atom)






