“Prédios públicos abrigam mosquito da dengue”, estampa O Imparcial.
Agora você sabe o culpado quando não encontrar serviços e servidores nos postos de trabalho.
Sim, ele mesmo, o Aedes Aegypti.
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sábado, 7 de maio de 2011
Lenda urbana
O descaso destroça em fúria o casario arquitetônico de São Luís.
Pouquíssimos são os sobrados, bangalôs, meias-moradas e moradas inteiras a escapar da sanha do comércio de quinquilharias, estacionamentos pagos, lojas, escritórios e órgão de governo.
Questão de dias, adianto.
Há “quartos para sexo” no centro? Aos montes. Pergunte a qualquer camelô.
“Portal do absurdo”, a Rua Grande sequer poupou as cercanias dos Maristas, onde Irmão Jorge mandava e desmandava tal e qual um Barão do Apicum.
“São Luís, Patrimônio da Humanidade”. Quanta desumanidade o título.
Pouquíssimos são os sobrados, bangalôs, meias-moradas e moradas inteiras a escapar da sanha do comércio de quinquilharias, estacionamentos pagos, lojas, escritórios e órgão de governo.
Questão de dias, adianto.
Há “quartos para sexo” no centro? Aos montes. Pergunte a qualquer camelô.
“Portal do absurdo”, a Rua Grande sequer poupou as cercanias dos Maristas, onde Irmão Jorge mandava e desmandava tal e qual um Barão do Apicum.
“São Luís, Patrimônio da Humanidade”. Quanta desumanidade o título.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Saravá, meu pai
No interior do Maranhão e em Teresina (PI) a gasolina custa em média trinta centavos menos que em São Luís. Encontrei posto com promoção a R$ 2,58.
Em Teresina, o botijão de gás custa R$ 32,00. Em São Luís – capital do possível e do impossível – avança a R$ 40,00.
Chegam pelo Itaqui gasolina e diesel entregues neste estado e em fatia extensa do Nordeste e do Tocantins.
O Itaqui é dado a mistérios, e não é de hoje. Jornais de época noticiaram a “morte espantosa” de mergulhadores e acidentes misteriosos na fase inicial de construção do porto.
Para afiançar a obra, autoridades e construtores recorreram a mães-de-santo e babalorixás. “Era preciso pedir licença à Princesa Ina”, atestaram.
Com o preço dos combustíveis perdido entre as vagas do Boqueirão, penso ser prudente renovar os “trabalhos” de Jorge Itaci.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
O entulho da História
A História oficial relaciona o fim da 2ª Guerra com o desembarque dos aliados na Normandia. A rendição do Japão colocou pá de cal nas hostilidades.
A não-oficial conta outra versão. O conflito mundial só teve fim em 3 de outubro de 1990, com a queda do Muro de Berlim.
Durante quatro décadas e meia a Alemanha amanheceu divida entre dois blocos: ocidental e oriental – este último afinado com Moscou.
Lembram do entulho vendido como souvenir?
Pois é. O gosto pela bizarrice sobreviveu a Roma e chegou a nosso tempo em forma de grife.
A não-oficial conta outra versão. O conflito mundial só teve fim em 3 de outubro de 1990, com a queda do Muro de Berlim.
Durante quatro décadas e meia a Alemanha amanheceu divida entre dois blocos: ocidental e oriental – este último afinado com Moscou.
Lembram do entulho vendido como souvenir?
Pois é. O gosto pela bizarrice sobreviveu a Roma e chegou a nosso tempo em forma de grife.
Hi, Hitler!
Logo após o término da 2ª Guerra (maio de 1945), o jornal Folha de Pinheiro mandou ver em editorial:
“Destas páginas já avisávamos ao Führer que o seu plano de dominar o mundo não daria certo...”.
Na Baixada Maranhense há quem jure de pés juntos.
Caso o estado maior nazista tivesse assuntado o jornal a tempo, o Terceiro Reich não teria invadido a Rússia.
Deu do que deu. Hitler entrou numa fria ao imitar Napoleão.
“Destas páginas já avisávamos ao Führer que o seu plano de dominar o mundo não daria certo...”.
Na Baixada Maranhense há quem jure de pés juntos.
Caso o estado maior nazista tivesse assuntado o jornal a tempo, o Terceiro Reich não teria invadido a Rússia.
Deu do que deu. Hitler entrou numa fria ao imitar Napoleão.
Homens-bomba
“Obama manda matar Osama”.
A imprensa mundo afora perdeu a manchete. A brasileira, o rumo.
Como por encanto sumiram os sobressaltos inflacionários, as oscilações do dólar frente ao real, os saltos diários no preço dos combustíveis, os bilhões do Eike Batista, a herança política do Jackson Lago, os náufragos do Itapecuru e do Mearim, a refinaria de Bacabeira, o casamento real inglês e a pneumonia da “presidenta”.
Nem os atentados de 11 de setembro de 2001, recordo, receberam tantas linhas e fotos.
E são tantas as análises sobre o espólio do morto que, desconfio, um dia haverão de o querer vivinho da silva.
Os EUA entregaram ao terror o mártir que precisava.
A imprensa mundo afora perdeu a manchete. A brasileira, o rumo.
Como por encanto sumiram os sobressaltos inflacionários, as oscilações do dólar frente ao real, os saltos diários no preço dos combustíveis, os bilhões do Eike Batista, a herança política do Jackson Lago, os náufragos do Itapecuru e do Mearim, a refinaria de Bacabeira, o casamento real inglês e a pneumonia da “presidenta”.
Nem os atentados de 11 de setembro de 2001, recordo, receberam tantas linhas e fotos.
E são tantas as análises sobre o espólio do morto que, desconfio, um dia haverão de o querer vivinho da silva.
Os EUA entregaram ao terror o mártir que precisava.
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