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terça-feira, 28 de junho de 2011

S.O.S

Esses bandidos apressam qualquer doente.

Você que se preocupava com a alta dos remédios, agora tem pela retaguarda assaltos a farmácias em alta.

Dois em uma semana.

Extrafarma ou Extrafardo?

No urro

São Francisco do Brejão gastou uma nota para divulgar o município na tevê.

Pelejei um bocado pra enxergar obras e projetos, e nada.

Moça bonita, agricultura forte, produção regional? Nada.

Arrumaram vaquejada e gritos pro horário nobre.

Nem o resultado soube.

A 70 quilômetros de Imperatriz a vereança berra mais que locutor de rodeio.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Amores novos, carro velho

“... , nos autos da ação em destaque proposta por ... e ..., vem, na qualidade de assistente judiciário destes, dizer a Vossa Excelência não ter conhecimento do atual paradeiros dos usucapientes. O que sabe sobre eles, com efeito, é haver o casal se separado de fato. A companheira teria traído o companheiro, arranjando um parceiro jovem, vendido parte do imóvel usucapiendo e ido embora para as bandas do... O companheiro, com sessenta anos de idade, por sua vez, para curar as mágoas e feridas do amor ingrato, teria se amancebado com uma menina de dezoito anos, ido com ela morar nas matas do interior de..., tendo isso feito após trocar a outra parte do aludido imóvel por uma caminhonete usada Ranger, na qual embarcara com seu novo amor.

Tudo isso, MMª Juíza, os usucapientes fizeram à revelia deste patrono, para o qual não deram ciência de seus propósitos e de seus sucessos. Logo, o que esse sabe, por ouvir dizer, é que o novo amor da Autora já a teria abandonado, após dissiparem em orgias os proveitos da venda de parte do imóvel que a ela caberia. E a menina que se apaixonara pelo sexagenário Autor, por este já teria perdido seus encantos, quando fora, por recorrentes vezes, obrigada a empurrar a caminhonete na mata e no atoleiro, com o motor de partida enguiçado, a fim de ela pegar no muque. Moral da estória: Não há amor novo que sobreviva a um galã velho e a um caro atolado na lama.

Enfim, este causídico não tem interesse no prosseguimento da ação. Os Autores, por sua vez, não lhe disseram se o têm. Entretanto, pelo procedimento indiferente deles, pelo fato de já terem alienado o bem a usucapir e por outras circunstâncias inerentes ao caso, é lícito presumir não terem eles mais qualquer interesse na sorte desta demanda. Logo, não seria justo pretender que a Justiça, que tem tanto com o que se preocupar, perca o seu valioso tempo com os Demandantes, cujas preocupações, agora, se concentram sobremaneira em amores novos em amores novos e em carro velho.

Pede, pois, a extinção do processo com fulcro no CPC 267... e o arquivamento dos autos correspondentes”.



* De uma petição de juntada de um advogado a uma juíza de Direito, em julho de 2010, e devidamente anexada ao processo.

Cuscuz nos states

Quando inaugurei o blog, imaginava chegar a três mil acessos em um ano.

Primeira surpresa. A marca virá antes de 5 de julho, quando completa dois meses.

Credito unicamente a amigos e conhecidos a indicação da página e seu sucesso.

A outra veio do público.

Cerca de dez por cento dos acessos do blog têm origem nos Estados Unidos.

É fato estranho. Os textos não são escritos em inglês e quase nunca remexo em assuntos daquele país – a não ser uma nota ou outra, raras.

Uma versão inglesa não seria de todo má, mas esbarra em problemão: a falta de tradução a palavras e expressões que recordo da minha infância, uso aqui e no dia-a-dia, e o maranhense modernoso quer por tudo esquecer.

Quem vai nascendo nunca saberá o seu significado, a não ser que ponha olho no Cuscuz Delivery.

“São os maranhenses que moram nos states e morrem de saudade do Cuscuz Ideal e da Cola Jesus”, justifica um amigo.

Não há porque duvidar.

Brasil ou states, a todos os leitores o meu sincero obrigado.

domingo, 26 de junho de 2011

Plantão métrico

“UPA Itaqui-Bacanga realiza mais de 74 mil atendimentos em um ano”.

Ou seja, dez por cento da população da capital passaram por lá.

Os outros noventa por cento devem estar caçando vaga no Socorrão.

Upa!

Viagem inesquecível


“O número de turistas que chegam para a temporada junina em São Luís cresceu este ano, mas ainda está abaixo da expectativa do setor hoteleiro”.

Decididamente ando com a vista embaralhada.

Deve ser a falta de férias ou o superávit de turistas à minha frente.

Estórias da Carochinha

Enganaram uma vez mais a velha senhora.

Prometeram-lhe maquiagem e sapatos novos, e nem abóbora aviaram.

Pobre senhora encastelada em sonhos e espelhos.

Quatrocentos anos e agora com cara de bruxa malvada.

Senhora dormideira assim, haverá príncipe que queira acordar?