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sábado, 16 de julho de 2011

Os sacrifícios

“Do sacrifício recíproco é que nasce a felicidade doméstica."

Bons tempos os de Machado de Assis.

A dissesse hoje, o escritor seria linchado em público.

De feministas a lojistas.

Fale em sacrifício e felicidade doméstica a alguém do seu tempo.

Deve ser algo pior que atravessar o mês com o cheque especial e o cartão estourados.

Não bastasse, experimente o celular mudo e a geladeira cheia de riso.

E você, já deu de cara com machado pra derrubar a pindaíba?

sexta-feira, 15 de julho de 2011

“Cerca de 80% das pessoas já tiveram ou vão ter dor nas costas”.

A considerar o fardo dos impostos e os pesos mortos que carregam, até que o percentual é modesto.

Em mais alguns anos este será um país de corcundas.

Ou de ortopedistas presidentes.

O “xis” da questão


Eike Batista todo mundo sabe que é.

E a OGX?

Óleo e gás. O “X” é o fator de multiplicação dos empreendimentos do empresário.

E como multiplicam.

Mais que pães e peixes nas mãos do Senhor.

“OGX descobre mais indícios de gás no Maranhão”.

Fossem indícios, ele já teria perdido o... pique.

Não tão cândidos

A Candido Mendes não pode cobrar para expedir certificado de conclusão de curso de pós-graduação, decidiu a 7ª Vara Empresarial do Rio.

A universidade justificativa a taxa de cento e oitenta reais de cada aluno sob o argumento de cobertura dos "custos do procedimento".

A cobrança é ilegal e contraria a Portaria 40/07, do então Ministério da Educação e Cultura (MEC), que veda a prática.

Os custos com certificado simples estão embutidos nos serviços prestados pela instituição de ensino, entende a Lei.

A Candido trate agora de entendê-la.

E traga de volta o circunflexo da palavra.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Os castigos e as preces


“Os deuses, quando querem nos castigar, ouvem as nossas preces”.

* é de Oscar Wilde (1854-1900), escritor irlandês de “O Retrato de Dorian Gray, obra-prima da literatura inglesa.

Reflexões intransitáveis

Esse calor medonho em inverno persistente desmancha os miolos de qualquer gestor público.

Mantém-se na mídia do dia ideia equivocada.

A de que serviços executados em meio a carros nervosos e motoristas neuróticos irão levar a cidade a perceber rápido o que deveriam ter feito desde o início, benfeito, sem pressa.

Ninguém é cego a ponto de ignorar asfalto novo e bom. Desde que bom e novo.

A ponto de trocar sinalização horizontal por gestão sem sinalização. Desde que não deem pela falta de ambas.

Afinal, são serviços em horários de pico ou para picos de audiência?

Em paz com a guerra

Cidade zoadenta, Pinheiro.

Ali, até o silêncio vive em alvoroço, dizem-me.

Baixassem pela metade o volume, ainda assim a Baixada a ouviria.

“Quem vier, de onde vier, venha em paz”, leio no hotel.

E ature guerras nesse inferno de carros e motos.