BR-135 é a rodovia federal mais perigosa do Maranhão.
Do jeito que a coisa vai, nem precisa por o pé na estrada para saber o que perigo.
Leram as manchetes?
“Entre 2000 e 2010, taxa de homicídios cresceu 329,7% no estado”.
Estamos entre os cinco primeiros do país nos índices de violência contra crianças e adolescentes.
Preocupado? Não há porque.
Vamos mergulhar em 2012 com um saldo e tanto na balança mortuária.
Total de visualizações de página
sábado, 31 de dezembro de 2011
Fora da crise
Sorte nossa que a crise europeia não chegou a São Luís.
Lá pelas bandas do Vinhais e Cohama, o comércio vende como nunca nessa véspera de Ano-Novo.
Lá pelas bandas do Vinhais e Cohama, o comércio vende como nunca nessa véspera de Ano-Novo.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
A queda
Maria do Rosário, Ma do Rusá, Maria Baixinha.
Era uma das tantas meninas a deixarem o interior para viver sob a batuta de minha vó Mundica.
Era bicho brabo do mato, a língua mais afiada que navalha, um boi de carga no serviço.
“Areia panelas como ninguém”. Elogios mais bestas esses do sofrer alheio!
E tuas irmãs, Maria Baixinha?
- Ma de Fá, Ma de Lu, Ma da Conceiçón... E desfiava malvadeza sem tamanho.
Certa noite, soube, levou queda estupenda na Fonte do Ribeirão, e só para ver e ouvir a sua “amada” – a cantora Alcione. A visão do ídolo compensara o sofrer.
Um dia, Maria Baixinha desapareceu. Abriu-se o mundo, socou-se dentro.
Como tudo nessa vida.
Era uma das tantas meninas a deixarem o interior para viver sob a batuta de minha vó Mundica.
Era bicho brabo do mato, a língua mais afiada que navalha, um boi de carga no serviço.
“Areia panelas como ninguém”. Elogios mais bestas esses do sofrer alheio!
E tuas irmãs, Maria Baixinha?
- Ma de Fá, Ma de Lu, Ma da Conceiçón... E desfiava malvadeza sem tamanho.
Certa noite, soube, levou queda estupenda na Fonte do Ribeirão, e só para ver e ouvir a sua “amada” – a cantora Alcione. A visão do ídolo compensara o sofrer.
Um dia, Maria Baixinha desapareceu. Abriu-se o mundo, socou-se dentro.
Como tudo nessa vida.
O rei em armas
O rei tenta conter os ratos com a mão direita; com a esquerda, secretamente, os acaricia e alimenta.
Sem resistência regular, os roedores avançam. Momentaneamente torturado ante a ameaça de perder o trono, o soberano dirá aos súbitos: é urgente exterminá-los.
Assim é a fábula do desarmamento.
O rei ufana-se do recolhimento de 36,8 mil armas de fogo, em 2011.
Refém da nobreza e dos conspiradores palacianos, esquecerá, entretanto, de mencionar o quanto sacou para tê-las, o quanto recolhe em impostos para que continuem a ser fabricadas.
A fantasia pró-desarmamento vai continuar em 2012.
A cada súdito caído, mais e mais ratos.
Sem resistência regular, os roedores avançam. Momentaneamente torturado ante a ameaça de perder o trono, o soberano dirá aos súbitos: é urgente exterminá-los.
Assim é a fábula do desarmamento.
O rei ufana-se do recolhimento de 36,8 mil armas de fogo, em 2011.
Refém da nobreza e dos conspiradores palacianos, esquecerá, entretanto, de mencionar o quanto sacou para tê-las, o quanto recolhe em impostos para que continuem a ser fabricadas.
A fantasia pró-desarmamento vai continuar em 2012.
A cada súdito caído, mais e mais ratos.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
O especialista
Currículo mais denso que um Vade Mecum, o notável especialista cunhou expressão inédita e definitiva em Segurança do Trabalho:
- Está tudo errado!
A assertiva foi recebida com assombro pelo meio científico. Apesar de extenuantes esforços, não foram poucas as vozes a se julgarem incompetentes para decifrá-la em plenitude, tal a pujança do enunciado.
E dito isto, o especialista partiu rumo a áreas do conhecimento ainda mais complexas.
Política, sociologia, jurisprudência, culinária. Nada falado ou escrito entre a terra e o céu deixou de receber a observação arguta do loquaz expert.
- Está tudo errado!
Soube-se, agora, por fontes confiáveis. Há décadas mantém farta correspondência com as principais lideranças políticas do país.
Biógrafos e historiadores a ele atribuem inequívoca participação no palpite a leis e projetos de inestimável valor social – quiçá no mundo ocidental.
Têm sido empecilhos quase intransponíveis ao merecido reconhecimento popular a indisfarçável modéstia e desapego ao sucesso.
Prova disso são os trajes simples e a inseparável maletinha onde guarda o precioso currículo. Para escapar incólume a assédios, recorreu a discretíssimos óculos escuros.
Em rara e recente aparição pública, cercado pela imprensa e admiradores, o especialista recebeu inesperado e inoporturno questionamento de um jovem aluno.
- E o que está errado, mestre?
Raciocínio e singeleza invulgares, o sábio homem de ciências foi imperativo:
- Pois eis que para que algo esteja certo, é preciso que tudo esteja errado!
Pronto! Estava criado o Segundo Princípio Sebastianense da Segurança do Trabalho.
Desde que nada esteja irremediavelmente errado, serve para tudo, descobrimos.
- Está tudo errado!
A assertiva foi recebida com assombro pelo meio científico. Apesar de extenuantes esforços, não foram poucas as vozes a se julgarem incompetentes para decifrá-la em plenitude, tal a pujança do enunciado.
E dito isto, o especialista partiu rumo a áreas do conhecimento ainda mais complexas.
Política, sociologia, jurisprudência, culinária. Nada falado ou escrito entre a terra e o céu deixou de receber a observação arguta do loquaz expert.
- Está tudo errado!
Soube-se, agora, por fontes confiáveis. Há décadas mantém farta correspondência com as principais lideranças políticas do país.
Biógrafos e historiadores a ele atribuem inequívoca participação no palpite a leis e projetos de inestimável valor social – quiçá no mundo ocidental.
Têm sido empecilhos quase intransponíveis ao merecido reconhecimento popular a indisfarçável modéstia e desapego ao sucesso.
Prova disso são os trajes simples e a inseparável maletinha onde guarda o precioso currículo. Para escapar incólume a assédios, recorreu a discretíssimos óculos escuros.
Em rara e recente aparição pública, cercado pela imprensa e admiradores, o especialista recebeu inesperado e inoporturno questionamento de um jovem aluno.
- E o que está errado, mestre?
Raciocínio e singeleza invulgares, o sábio homem de ciências foi imperativo:
- Pois eis que para que algo esteja certo, é preciso que tudo esteja errado!
Pronto! Estava criado o Segundo Princípio Sebastianense da Segurança do Trabalho.
Desde que nada esteja irremediavelmente errado, serve para tudo, descobrimos.
Passado em ruínas
Entra ano, sai ano, e jogam para o infinito o projeto de revitalização do centro histórico de São Luís.
Conhecem algum prédio que tenha recebido reforma e abrigue uma só família em condições dignas?
Conhecem algum sobrado em abandono a não hospedar desocupados e marginais?
Algum pedaço da história que não queiram em ruínas e estacionamento?
Engenheiros, arquitetos, urbanistas e o Patrimônio sabem.
Sem vida humana a habitar suas entranhas, o casario colonial está condenado à morte pior que o esquecimento e o descuido.
E o que não está morto por lá, dos quatrocentos anos não passará.
Conhecem algum prédio que tenha recebido reforma e abrigue uma só família em condições dignas?
Conhecem algum sobrado em abandono a não hospedar desocupados e marginais?
Algum pedaço da história que não queiram em ruínas e estacionamento?
Engenheiros, arquitetos, urbanistas e o Patrimônio sabem.
Sem vida humana a habitar suas entranhas, o casario colonial está condenado à morte pior que o esquecimento e o descuido.
E o que não está morto por lá, dos quatrocentos anos não passará.
No oco da oca
Deputado quer transferir capital do Maranhão para Grajaú.
Até aí, nenhum problema.
Difícil vai ser convencer os Guajajara de que não são secretários de Estado por herança e direito.
Imaginem só Franciel Guajajara posando de governador, borduna em punho.
Até aí, nenhum problema.
Difícil vai ser convencer os Guajajara de que não são secretários de Estado por herança e direito.
Imaginem só Franciel Guajajara posando de governador, borduna em punho.
Assinar:
Postagens (Atom)






